PESQUISAR

Sobre o Centro de Pesquisa
Sobre o Centro de Pesquisa
Residência Médica
Residência Médica
Prevenindo lesões mortes por maus tratos
Compartilhar pelo Facebook Compartilhar pelo Twitter Compartilhar pelo Google Plus Compartilhar pelo WhatsApp
Prevenindo lesões mortes por maus tratos

Prevenindo lesões mortes por maus tratos

28/02/2018
  509   
  0
Compartilhar pelo Facebook Compartilhar pelo Twitter Compartilhar pelo Google Plus Compartilhar pelo WhatsApp

Como uma pesquisa ou um estudo científico pode ajudar um governante a cuidar melhor da saúde de sua comunidade? Estas respostas que fortaleceram a ideia de instituir uma Fundação que fosse voltada a pesquisas sobre saúde infantil. Ainda somos uma jovem Fundação, mas sem dúvida nenhuma em poucos anos estaremos desenvolvendo pesquisas, estudos que poderão ajudar nossos governantes e políticos a pensarem em políticas públicas para nossas crianças.

Um exemplo disso e um estudo baseado na população da Nova Zelândia e que foi capaz de identificar crianças ao nascimento que, aos três anos, provavelmente receberiam hospitalização ou morreriam usando um modelo preditivo construído a partir de dados administrativos. Os autores seguiram 60 mil crianças nascidas em 2011 na Nova Zelândia, atribuindo-lhes “pontuação de risco”, com base na probabilidade de serem fundamentadas para o maltrato até a idade de dois anos. O estudo, “Lesões e Mortalidades entre Crianças Identificadas como de Alto Risco de Maltrato” foi publicado na edição de fevereiro de 2018 da revista Pediatrics.

Um modelo foi construído, prevendo o risco de uma criança fundamentada nos relatórios de maus-tratos feitos pelo serviço de proteção infantil para crianças nascidas na Nova Zelândia em 2010. Classificaram as pontuações de risco para a coorte de nascimentos* de 2011 e definiram crianças como “risco muito alto” se eles estavam no 10% mais alto da distribuição de pontuação para maus-tratos. Também defiram um limiar menos conservador para a definição de “alto risco” e examinamos as crianças nos 20% superiores. Em seguida, comparou a incidência de lesões e taxas de mortalidade entre crianças de alto risco e alto risco e o restante da coorte de nascimento.

As pontuações de risco foram geradas a partir de registros governamentais e incluíram informações como idade materna e se os pais tiveram um histórico de justiça criminal. Os achados documentam que, embora um número relativamente pequeno de crianças experimente internações por lesões e morte durante os três primeiros anos de vida, essas crianças estão concentradas entre os de maior risco de um modelo construído usando registros de nascimento e prevendo o envolvimento da proteção infantil. Entre as crianças da população estudada que morreram de mortes por lesões infligidas ou lesões não intencionais, a metade teria sido identificada no momento do nascimento como caindo nos 10% superiores por risco de maus tratos fundamentados. Do mesmo modo, metade de todas as crianças hospitalizadas por lesão relacionada ao maltrato apresentaram pontuação ao nascer colocando-as nos 10% superiores para maus-tratos fundamentados.

Os autores sugerem que um modelo preditivo pode ajudar a atingir crianças e famílias que se beneficiem de apoio intensivo, apoio voluntário e serviços preventivos para reduzir as taxas de lesão e mortalidade.

Maus tratos na infância é uma das coisas que mais afetam para sempre a vida do indivíduo, por isso deveria ser observada de perto pelas autoridades. Um modelo desse poderia funcionar muito bem se nossos Conselhos Tutelares e nossos CRAS (centros de referenciamento de assistência social) funcionassem de acordo como o previsto por seus idealizadores.

 

*Coorte de nascimento = Classe anual. Conjunto de todos os indivíduos nascidos no mesmo intervalo de tempo ao longo de toda a sua vida. Em geral o intervalo de tempo considerado é 1 ano

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: Pediatrics February 2018, VOLUME 141 / ISSUE 2

Injury and Mortality Among Children Identified as at High Risk of Maltreatment

Rhema Vaithianathan, Bénédicte Rouland, Emily Putnam-Hornstein

 

As informações contidas neste site não devem ser usadas como um substituto para o cuidado médico e orientação de seu pediatra. Pode haver variações no tratamento que o pediatra pode recomendar com base em fatos e circunstâncias individuais.

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal (CRM-SP: 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo , com Especialização na Universidade de São Paulo (USP) e Pós Graduação em Gestão na UNIFESP. Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás e David.

deixe uma mensagem O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

posts relacionados

INICIATIVAS DA FUNDAÇÃO JOSÉ LUIZ EGYDIO SETÚBAL
Sabará Hospital Infantil
Pensi Pesquisa e Ensino em Saúde Infantil
Autismo e Realidade