11 2155-9358
Logo Pensi
Institucional Blog Pesquisas CEP FJLES Cursos
Data inicial
Estágio Hospitais Boletins Releases Parcerias
Ícone Data Final
Busca rápida
Busca avançada
Institucional Voluntariado Parcerias Releases Boletins
Data inicial
Núcleos Cursos Estágios Hospitais Blog
Ícone Data final
Busca rápida
Busca avançada

Saiba por que as alterações cranianas ocorrem e como diagnosticá-las

Provavelmente quase todo pediatra que acompanha o desenvolvimento infantil já ouviu que a criança tem a cabeça achatada, porque o obstetra usou fórceps (instrumento que puxa o bebê) ou não tirou o pequeno de forma adequada ou certa. Tudo isso pode ocorrer, mas é mais uma lenda do que uma realidade.

O crânio é formado por uma série de ossos e nos recém-nascidos e nas crianças menores, eles não estão “soldados”, pois a caixa óssea crescerá bastante nos primeiros meses de vida. Além disso, tem as moleiras (fontanelas) e as suturas, que são áreas de crescimentos desses ossos.

Quando por alguma razão estas suturas têm uma fusão precoce, causará uma deformidade craniana compensatória, isto é, o cérebro procurará um local onde não haja resistência para crescer e só será possível onde não houver fusão de suturas. Isso ocorre uma vez em cada 2000 a 2500 nascimentos e se chama CRANIOSINOSTOSE.

Existem vários tipos de craniosinostose, variando com a sutura que está fundida, mas o mais importante para os pais, cuidadores e pediatras é observar o crescimento craniano e se ele está ocorrendo de forma simétrica. Por esta razão o pediatra deve medir o contorno da cabeça, na região onde fica o cérebro, em todas as visitas médicas até a criança ter pelo menos 2 anos de idade, e colocar as medidas num gráfico de acompanhamento. Algumas síndromes como Crouzon e Apert possuem fusão de suturas como parte de sintomas e sinais.

O diagnóstico é importante, pois orientará o tratamento. Ele é feito clinicamente pelo pediatra e por meio de imagens de RX ou tomografia, para determinar qual sutura está unida.

A abordagem que tem sido apoiada pelo consenso da American Cleft Palate-Craniofacial Association, que enfatiza a gestão por uma equipe formada por especialistas de anestesiologia, audiologia, cardiologia, dermatologia, radiologia, conselhamento genético, genética médica, neurologia, neurocirurgia, enfermagem, oftalmologia, cirurgia oral e maxilofacial, microcirurgia, nutrição, ortodontia, ortopedia, otorrinolaringologia, pediatria, odontopediatria, antropologia física, cirurgia plástica, prótese dentária, psiquiatria, psicologia, serviço social, e fonoaudióloga. Mas, na maioria dos casos, não serão necessários todos estes profissionais.

O diagnóstico precoce e o encaminhamento para o neurocirurgião permitirão que se faça a cirurgia e serão evitadas as complicações mais comuns: hipertensão craniana e a falta de desenvolvimento do cérebro, por motivo de ausência de espaço. Em São Paulo, existem Centros de Excelência e médicos preparados para um ótimo atendimento, entre eles está o Hospital Infantil Sabará.

Por Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: Overview of craniosynostosis (setembro de 2011)
Autores: Samuel Stal, MD, Larry H Hollier, Jr, MD, Patrick Cole, MD, Section Editors, Leonard E Weisman, MD. , Helen V Firth, DM, FRCP, DCH Deputy

Instituto Pensi
O Instituto Pensi é o braço de ensino, pesquisa e projetos sociais da Fundação José Luiz Egydio Setúbal enquanto o Hospital Infantil Sabará é seu braço de assistência médica.

Postagens Relacionadas