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As boas práticas do Johns Hopkins que podemos (e vamos) adotar
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As boas práticas do Johns Hopkins que podemos (e vamos) adotar

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29/11/2023
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Johns Hopkins Children’s Center, em Baltimore, nos Estados Unidos: fundado em 1912, é um universo de excelência pediátrica e inovação. Foto: Heloisa Ionemoto

Por Heloisa Ionemoto

O Johns Hopkins Children’s Center, localizado em Baltimore, Maryland, Estados Unidos, figura como uma referência incontestável na área da pediatria, destacando-se por sua tradição centenária e incessantes inovações, especialmente em educação médica, já que é um dos maiores hospitais universitários do mundo. Desde sua fundação, em 1912, a instituição tem desempenhado um papel fundamental como fonte confiável e respeitável. Foi pioneira, em 1944, por exemplo, na cirurgia cardíaca de Blalock, técnica realizada até hoje nas cardiopatias congênitas, salvando vidas.

Em outubro, tive a honra de visitar o complexo com a Dra. Fátima Fernandes, diretora executiva do PENSI. Não foi apenas uma oportunidade de trocar experiências, mas também uma busca por inspiração, aprendizados e parcerias. Nossa recepção calorosa pela diretora da pediatria, Margaret Moon, e por outros membros do hospital proporcionou uma visão detalhada da estrutura e do funcionamento do Johns Hopkins, um centro médico robusto, com cerca de 280 leitos, predominantemente dedicados a unidades de terapia intensiva (UTI).

Eles fazem 92 mil consultas de pacientes e quase 9 mil internações de alta complexidade por ano. O complexo possui centros de excelência reconhecidos em dezenas de especialidades pediátricas, incluindo alergia, cardiologia, fibrose cística, gastroenterologia, nefrologia, neurologia, neurocirurgia, oncologia, pulmonar e transplante. O hospital central recebe casos mais graves, enquanto clínicas periféricas do sistema tratam pacientes com menor complexidade. Esse sistema de saúde otimiza recursos e melhora a qualidade do atendimento.

A diretora da pediatria do Johns Hopkins, Dra. Margaret Moon, entre as doutoras Heloisa
Ionemoto e Fátima Fernandes, do PENSI: visita, troca de informações e futuras parcerias.
Foto: Arquivo Fátima Fernandes

Durante a visita, notamos a atenção à estrutura física do hospital, com amplos corredores e leitos espaçosos. A organização se destaca pela circulação fluida das equipes, promovendo uma abordagem humanizada. A preocupação com a saúde mental é evidente, refletida na arquitetura, que privilegia a luz natural e espaços bem estruturados de descanso para os pais, até com lavanderia.

Exploramos a oportunidade de colaboração em treinamento e desenvolvimento de expertise, especialmente na área de enfermagem. Destaca-se o selo Magnet, de excelência em enfermagem, que o Johns Hopkins conquistou. Consideramos essa certificação uma meta ambiciosa, alinhada ao esforço constante por qualidade do Sabará Hospital Infantil. Acreditamos que, assim como conquistamos a certificação Joint Commission no passado, buscar o selo Magnet é uma oportunidade para elevarmos ainda mais nossos padrões — apenas 14 hospitais fora dos Estados Unidos possuem essa certificação.

Na sala de ECMO, os equipamentos móveis podem ser mudados de lugar: o hospital consegue realizar cinco ECMOs simultaneamente. Foto: Heloisa Ionemoto

Outro ponto relevante e de aprendizado é a experiência do Johns Hopkins em ECMO (oxigenação por membrana extracorpórea). A observação de sua eficiência e capacidade de realizar cinco procedimentos simultâneos oferece caminhos para aprimorarmos nossas práticas. O treinamento contínuo da equipe, evidenciado pelo sucesso do Johns Hopkins, ressalta a importância de mantermos nossos profissionais constantemente qualificados, nosso propósito e missão desde sempre.

Surpreendentemente, encontramos leitos de psiquiatria infantil, sublinhando a importância dada à saúde mental na pediatria. Essa abordagem é crucial para minimizar os impactos da internação, algo enfatizado nos Estados Unidos (em média, os pacientes do Johns Hopkins ficam internados por seis dias).

A visita também proporcionou insights valiosos sobre a pesquisa em saúde mental, alinhando-se a tendências globais. A preocupação crescente com o autismo e a ênfase na pesquisa científica para desmistificar crenças são visíveis lá, muito em linha com o que fazemos por aqui, no Instituto PENSI e no Sabará. Uma eventual parceria nessa área pode consolidar o conhecimento e a credibilidade necessários para enfrentar desafios crescentes, como a explosão de casos de autismo.

Como dá para notar, há uma busca constante por especialização, com trilhas de aprendizagem que visam preparar as equipes para os desafios futuros. Fiz um desses treinamentos, em ultrassom Point of Care. Trata-se de um estudo ultrassonográfico rápido e sistemático direcionado para um fim específico, normalmente realizado à beira do leito, para responder a uma pergunta relativa à condição ou queixa do paciente. Integrado à prática clínica, contribui para diagnósticos precisos e não invasivos.

Sala de emergência do pronto-socorro: o paciente pode procurar o PS sem passar pela assistência primária. Foto: Heloisa Ionemoto

Assim como o Johns Hopkins, que começou com uma doação filantrópica, a Fundação José Luiz Egydio Setúbal (FJLES) e o Instituto PENSI têm o compromisso contínuo de sinalizar um caminho promissor para a pediatria brasileira. O investimento na pesquisa e ensino é a chave para garantir uma trajetória duradoura. A sinergia entre a FJLES e o Johns Hopkins, ambos comprometidos com a geração e disseminação de conhecimento, destaca-se como uma inspiração. Esperamos que, daqui a 100 anos, nossa instituição seja lembrada da mesma forma que reconhecemos o legado duradouro do Johns Hopkins.

Por Rede Galápagos

 

Comunicação PENSI

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