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Orientação sobre a periodicidade das visitas ao odontopediatra
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Orientação sobre a periodicidade das visitas ao odontopediatra

Orientação sobre a periodicidade das visitas ao odontopediatra

22/01/2014
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Saiba os motivos de acompanhar o desenvolvimento dental das crianças

visitas ao odontopediatra

Feliz Ano Novo queridos leitores do Blog Saúde Infantil. Que o ano de 2014 traga saúde, paz e amor para você e sua família. Ah! E traga também os sorrisos saudáveis e felizes de nossas crianças.

Conquistar e manter o sorriso feliz de uma criança não é uma tarefa tão difícil, mas requer uma atenção nos cuidados de higiene bucal e na dieta alimentar. Além dos cuidados em casa, existe também a necessidade de uma supervisão profissional. Pode ser no dentista da família, na escola da criança, no posto de saúde ou no consultório de um odontopediatra. É muito importante que essa avaliação seja feita por um profissional acostumado com crianças e que saiba lidar com elas desde as mais tenras idades.

Muitos amigos me perguntam qual a melhor idade para se levar uma criança ao dentista. Costumo dizer que o mais cedo possível. Se você leva seu pequeno ao pediatra logo nos primeiros dias pós-nascimento, por que esperar anos para levá-lo ao odontopediatra?

Ah, seu filho não tem nada, muito provavelmente não tem mesmo, mas saiba que existem estudos no Brasil e no mundo que mostram percentuais entre 13% e 26% de crianças com cáries entre zero e 36 meses de idade.

A Academia Americana de Odontopediatria (AAPD) vem desde 1992 produzindo estudos sobre a periodicidade dessas visitas para exames clínicos, serviços preventivos e aconselhamento de bebês, crianças e adolescentes. Para o biênio 2013/2014, foram avaliados 3418 artigos sobre o assunto e escolhidos 113 para a revisão e atualização desse tema. Vamos resumir para vocês essas diretrizes:

Dos 6 aos 12 meses

• Exames clínicos para avaliar o crescimento e o desenvolvimento bucal, patologias e lesões;
• Aconselhamento de higiene bucal para os pais, incluindo a saúde bucal do cuidador. Não adianta cuidar dos dentes das crianças e se esquecer dos seus;
• Avaliar a utilização do flúor, práticas alimentares, amamentação do peito e mamadeira;
• Orientação para prevenção de lesões traumáticas, como quedas e fraturas dentárias;
• Orientação sobre hábitos bucais como chupeta, sucção digital e bruxismo.

Dos 12 aos 24 meses

• Repetir orientações anteriores;
• Avaliar dieta alimentar, transição da mamadeira para o copo e introdução de alimentos sólidos;
• Tratamentos preventivos como aplicação tópica de flúor a cada seis meses ou dependendo das necessidades individuais.

Dos 2 aos 6 anos

• Repetir orientações anteriores;
• Orientação de higiene bucal para crianças;
• Aplicação de selantes para dentes suscetíveis as cáries;
• Orientação do uso de protetores bucais para prevenção de traumas orofaciais;
• Avaliação, tratamento ou encaminhamento em casos de má oclusão (aparelhos ortodônticos), quando indicados;
• Avaliar desenvolvimento da fala e da linguagem, e encaminhamento se necessário para fonoterapia.

Dos 6 aos 12 anos

• Repetir orientações anteriores;
• Orientação sobre o uso de substâncias nocivas, como fumo, álcool e drogas;
• Orientação e aconselhamento sobre o uso de piercing intrabucais e periorais.

Dos 12 anos e adolescentes

• Repetir orientações anteriores;
• Ao final da adolescência, avaliar a presença, posição e desenvolvimento dos 3° molares (dentes do siso);
• Em uma idade determinada pelos pais ou pelo odontopediatra, encaminhar o paciente para o clínico geral para continuidade dos cuidados gerais de saúde bucal.

Essas são recomendações básicas e atualizadas da periodicidade das visitas ao consultório do dentista. O cuidado da saúde bucal das crianças é de responsabilidade do profissional, mas são os pais os grandes incentivadores, motivadores e modelos para os filhos. Cuide de seu tesouro maior, seja o exemplo, você vai conquistar sorrisos brilhantes como prêmio.

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Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal (CRM-SP: 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo , com Especialização na Universidade de São Paulo (USP) e Pós Graduação em Gestão na UNIFESP. Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás e David.

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