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A obesidade infantil e o exercício físico
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A obesidade infantil e o exercício físico

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29/10/2014
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Vivemos numa sociedade hoje marcada pelo aumento da obesidade infantil. Estima-se que, nos últimos vinte anos, o número de crianças obesas tenha aumentado 5 vezes, atingindo cerca de 10% das crianças brasileiras. Mas esse fato não ocorre somente no Brasil, mas na Europa, Estados Unidos, entre outros.

É sabido que crianças que praticam atividade física constantemente tornam-se adultos mais ativos e saudáveis. Manter esses hábitos é um importante fator de prevenção de doenças, entre elas a obesidade, considerada hoje um problema de saúde pública. Os números do IBGE apontam que uma em cada três crianças estão acima do peso. Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade infantil é um dos maiores problemas de saúde da atualidade e do futuro.

Mas por que o índice de obesidade infantil vem aumentando dia a dia?

São inúmeros os fatores. A vida que levam nossas crianças hoje é totalmente diferente da que vivíamos a 20 ou 30 anos atrás. Os avanços tecnológicos (computadores, televisão, videogames) facilitaram a vida sedentária, fazendo com que a criança não precise se esforçar fisicamente para nada. A violência urbana também é um fator importante, pois potencializa o efeito “criança em casa”. Dessa maneira, as crianças deixam de ir para parques e ruas. Os momentos lúdicos de jogar bola, andar de bicicleta, brincar de pega-pega, etc, são diminuídos, e dessa maneira, os pequenos passam mais tempo parados em frente à TV ou demais equipamentos eletrônicos. Quase sempre, esses momentos são acompanhados de um pote de pipoca, um pacote de bolacha, sanduíches, refrigerante, balas e outras guloseimas.

E como está a alimentação de nossas crianças? Alimentos como batatas fritas, bifes passados na manteiga, hambúrgueres, misto-quentes, nuggets, entre tantos outros são comuns na mesa do almoço e jantar. Os hábitos alimentares saudáveis devem ser apresentados às crianças desde cedo. Frutas, verduras e legumes devem estar presentes nas principais refeições. Os sucos naturais também devem ser preferenciais aos sucos de caixinha, que são ricos em açúcar e sódio, sendo prejudiciais à saúde infantil. Os horários de refeições devem ser respeitados, sendo importante fazer um lanche no meio da manhã e no meio da tarde. Entretanto, esses lanches devem também ser ricos em alimentos saudáveis, como iogurte, queijos frescos, frutas e sanduíches naturais. Evitar alimentos gordurosos como doces, frituras e refrigerantes é uma sábia decisão. As crianças também devem ser estimuladas a beber muita água durante o dia. Suco não mata a sede e a água é muito importante para o bom desenvolvimento das funções do organismo.

E, por fim, a prática de atividades esportivas é importantíssima. Sejam atividades esportivas na escola, no clube ou na academia, é importante incentivar esse hábito saudável desde cedo e que sejam sempre atividades orientadas por um profissional da área de Educação Física e/ou Esportes. Mas somente as atividades esportivas são importantes? Não! Criança precisa brincar, explorar o ambiente em que vive. E, para isso, é preciso que ela saia da frente da TV, do computador, do videogame e olhe o mundo. É preciso que jogue bola, pule corda, brinque de pega-pega, esconde-esconde, ande de bicicleta, patins e patinete. Criança tem que dançar, pular, rodar, rolar. Criança precisa cair e levantar, cair e novamente levantar. Precisa ter o joelho ralado, marcas de machucado, mãos sujas e sorriso no rosto. Precisa dormir cedo e acordar cedo. Precisa deitar na cama e poder contar todas as aventuras pelas quais passou no dia. Precisa olhar para nós e contar suas conquistas e descobertas. E para isso é preciso que cada um de nós, mães e pais, possamos orientá-los e darmos o exemplo de uma vida mais saudável.

Leia também: Férias e sedentarismo

Por Maria Helena S. Castro, psicomotricista, atua com crianças que têm dificuldade neuromotora

Atualizado em 15 de julho de 2024

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