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Amamentação: o que fazer quando não se tem essa oportunidade?
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Amamentação: o que fazer quando não se tem essa oportunidade?

Amamentação: o que fazer quando não se tem essa oportunidade?

13/08/2018
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A amamentação é um momento especial na vida de uma mulher. Mas, as experiências desse momento podem ser variadas de acordo com cada mãe

Tudo que se fala da importância da amamentação é verdade, a mais pura verdade!

Mas o que fazer quando não funciona?

Eu não fui uma mãe que pôde amamentar. Mil coisas: a genética? A bebê dorminhoca? A falta de jeito? A canjica: pouco leite? O remédio de espirrar no nariz que não funcionava? Os litros de água: insuficientes? A reza: o cochilo entremeado?

A verdade é que não sei bem, sei apenas que após um mês minha filha tinha perdido peso e fui obrigada a ver – humilhada é a palavra – minha mãe dar a primeira mamadeira e ela mamar toda animada!!!!

Após 29 dias, o que era tão importante só continuaria a ser importante desde que fosse bom para nós duas. Àquela altura do campeonato, a importância já tinha se esvaído e restado uma ideia ‘doriana’ de uma mulher com uma bebê ao seio…

Em alguns momentos dessa jornada maluca de se transformar em pais, perdem-se os bebês em favor de sombras perfeitas, tão distantes do difícil primeiro mês de vida de um filho. Mas todos sobrevivemos, e bem!

Algo que aprendi vendo tantas mães e bebês como Coordenadora do Setor de Psicologia do Hospital Infantil Sabará é que para algo ser significativo como realmente pode ser, tem que ser suficientemente bom para a dupla. Melhor: para todos os parceiros dessa jornada.

O amor, a conexão, o vínculo, passam pelo leite? Pelo seio? Pelo colo? Pela mamadeira? Pela sonda? Pela gastrostomia? Pelo jejum imposto? E a resposta é: claro que sim! Um vínculo se constrói e expressa de tantas maneiras! Lindas maneiras, complexas, inusitadas.

Certa vez, sentada no metrô, duas moças conversavam sobre os filhos e eu, bem, eu prestava atenção. Quando uma delas tirou da bolsa a foto de seu jovem bebê para mostrar à outra, imediatamente sua blusa ficou toda molhada de leite!

Não sei quão difícil foi para esta jovem mãe amamentar seu bebê, se é que ela conseguiu. O que sei é que as mães reagem a seus filhos com tudo aquilo que são: olhos, intestinos e estômagos, pensamento e sono, energia e esperança: tudo se revira e multiplica, não se sabe bem como!

Aquela moça produziu leite só de olhar a foto de seu filho. Depois do milagre da concepção e do nascimento, outro milagre silencioso se produz neste corpo a corpo visceral e intenso que é cuidar de um bebê. Quando o caminho dessa construção pode passar pela experiência da amamentação prazerosa é maravilhoso e talvez mais fácil que os percalços não sonhados.

A amamentação é o caminho mais emblemático de sustentação de um vínculo primordial que fará do bebê uma pessoa. Outros modos vinculares, tão fortes quanto saudáveis, podem ser constituídos em sua ausência, produzindo reações viscerais de enlace e pertencimento que chamaremos de amor.

Dito isso, amamentar é mais uma maneira, linda e valiosa, de ensinar e aprender a amar.

Comunicação PENSI

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