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Amamentação infantil não é apenas alimentar
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Amamentação infantil não é apenas alimentar

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27/08/2018
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Quando uma mãe amamenta seu bebê há um olhar que foca no outro, um toque que tranquiliza, respirações que se sincronizam, sons e ritmos que se harmonizam, cheiros que se mesclam, movimentos que se encaixam, um colo que aconchega. 

Esse diálogo que se estabelece e essa troca única que acontece têm um papel fundamental no amadurecimento emocional do bebê.

Donald W.Winnicott, pediatra e psicanalista, contribuiu com ideias inovadoras acerca do desenvolvimento humano ao estudar a relação mãe-bebê. Ele mostrou a importância do fator ambiental na constituição psíquica dos indivíduos e o papel estruturante dos estágios primitivos do desenvolvimento pelos quais passam os bebês.

De acordo com a teoria Winnicottiana, num primeiro momento, existe uma interdependência total entre a mãe e o recém-nascido; a mãe é sentida pelo bebê como parte dele.

Pela amamentação infantil cria-se uma intimidade sensorial corporal, assim como um vínculo emocional e uma unidade psíquica. Nessa fase, o fisiológico e o psicológico não se diferenciam.

O cuidado da mãe expressa o seu amor e permite que a psique do bebê habite o corpo, o que representa um passo a mais na direção de seu amadurecimento psíquico. A amamentação infantil proporciona, assim, uma experiência completa de integração corpo e psique.

Dessa forma, quando a mãe garante a sustentação psíquica do bebê, ele pode desenvolver a capacidade de se relacionar com o outro, integrar as experiências vividas e se constituir como “sujeito”.

Segundo Winnicott (1960): “Com o cuidado que ele recebe de sua mãe, cada lactente é capaz de ter uma existência pessoal, e assim começa a construir o que pode ser chamado de continuidade do ser”.

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