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As suspensões e expulsões escolares
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As suspensões e expulsões escolares

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18/04/2013
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De acordo com a Academia Americana de Pediatria, é preciso analisar a ocorrência desses casos antes de aplicar a punição

expulsão e suspensão escolar

Na nossa missão de abordar a saúde infantil, a Fundação Hospital Infantil Sabará entende que saúde não é o oposto de doença, mas tem a ver com o bem-estar da criança e do jovem em diversos aspectos, sejam biológicos (médicos), sociais (educação, lazer, convívio) e emocionais (psicológicos, neurodesenvolvimento).

Suspensões e expulsões da escola podem parecer um método eficaz de disciplina para problemas graves e permanentes no que condiz à disciplina. No entanto, esses métodos, muitas vezes, criam problemas imprevistos, especialmente se eles são aplicados em um ambiente de tolerância zero.

Em uma declaração política, a Academia Americana de Pediatria (AAP) não apoia as políticas de tolerância zero e recomenda que a suspensão ou a expulsão do aluno deve haver uma análise do caso.

A pesquisa demonstrou que os alunos que passam pela experiência de ficarem fora da escola por causa de suspensão ou expulsão são 10 vezes mais propensos a abandonar o ensino médio do que aquelas que não o fazem. Além disso, essas duas atitudes podem colocar o aluno de volta para o ambiente que acarretou os problemas de comportamento.

Se os pais do aluno estiverem no trabalho, pode não haver ninguém em casa para fornecer supervisão, o que torna ainda mais provável que a criança ou o adolescente vá se envolver em um comportamento inadequado ou se associar com indivíduos que podem aumentar as atividades violentas ou ilegais.

Acreditando que uma intervenção precoce é importante para identificar comportamentos que podem levar à suspensão ou à expulsão, a AAP recomenda que o profissional da saúde da Primeira Infância e de problemas de comportamento pré-escolar comece cedo o tratamento para reduzir os fatores de risco no futuro dos alunos. Como médico de pacientes que necessitam de cuidados primários, os pediatras devem estabelecer a comunicação com a enfermeira da escola ou com o conselheiro para que ele seja identificado como detentor de comportamentos de alto risco.

No Brasil, ainda estamos distantes de uma situação de prevenção como esta, mas, de qualquer forma, para os pais que nos leem e que têm filhos com estes problemas, é sempre bom saber o que é feito em lugares mais desenvolvidos do que o nosso.

Por: Dr. José Luiz Setúbal
Fonte: Pediatrics

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal (CRM-SP: 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo , com Especialização na Universidade de São Paulo (USP) e Pós Graduação em Gestão na UNIFESP. Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás e David.

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