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Felicidade contagia. Alegria é o melhor remédio
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Felicidade contagia. Alegria é o melhor remédio

Felicidade contagia. Alegria é o melhor remédio

08/04/2014
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Recebi, como muitos de vocês, a mensagem do Dr. José Luiz convidando-nos para ver o filme no You Tube, no qual dois bebês gargalhavam sem parar, enquanto brincavam.

Eu agradeço a ele por isto. A manhã do meu dia começou melhor. Começou rindo, achando graça das risadas e risadas das duas crianças brincando com seus elásticos nas maçanetas das portas do armário. É como se meu dia tivesse ficado mais leve, mais alegre, mais gostoso de ser vivido. Ao mesmo tempo, certas coisas me chamaram a atenção nas três vezes em que vi o filme. São elas que quero compartilhar com vocês.

 

O que faziam as duas crianças? Elas colocavam e estiravam o elástico, cada qual com o seu, cada qual com sua maçaneta do mesmo armário. E voltavam a colocar e estirar quando eles se soltavam e iam para o chão. No desenrolar destas atividades, elas riam e riam, riam de fazer gosto. E riam do quê? Podemos perguntar, mesmo sabendo que elas nada iriam responder? De minha parte, penso que riam por muitos motivos. Da alegria do poderem estar de pé e olhando horizontalmente para os elásticos e para as maçanetas, equilibrando-se nesta nova e transformadora posição, fazerem coisas. Coisas que lhes agradavam fazer, que ninguém estava lhes ordenando fazer, atividades que lhes permitiam explorar o mundo ao colocar, puxar, esticar, cair no chão, levantar, experimentar novos meios, fazer tudo igual outra vez e, concentradas no que faziam, rir e rir e rir gostosamente. Penso que rir foi o meio que encontraram para “falar ou comentar” sobre o que faziam, de dizerem como se sentiam bem fazendo ações e conhecendo objetos pelo próprio prazer de fazer e conhecer. Pela alegria do compartilhar.

Por que um filme como este pode ser uma lição de vida para nós que trabalhamos ou utilizamos os serviços de um hospital pediátrico? Que fazemos pesquisas com crianças pequenas? Respondo a esta pergunta com uma única palavra, uma palavra que nos é muito cara. O filme é lição e encantamento porque expressa, por intermédio das duas crianças, o valor do contágio. Contágio significa “junção por meio do toque”. Em nosso hospital contágio tem, pelo menos, duas grandes significações. A primeira, digamos, é negativa. É algo a ser evitado, protegido, cuidado. Por meio dele, as crianças ficam ou podem ficar doentes. E precisam ser tratadas. E sofrem com isto. A segunda é positiva. Em nosso hospital valorizamos as brincadeiras, o ouvir músicas e contar histórias, o “pronto sorrir”, o desenhar na caixa mágica, o jogar, o fantasiar e se alegrar com as coisas do mundo, mesmo estando no hospital. Se contágio traz doenças, ele também traz alegrias. Ele nos conecta com a leveza e a preciosidade da vida. E foi isto o que as crianças do filme nos ensinaram. Elas nos ensinaram que rir “pode ser o melhor remédio”.

Por: Professor Doutor Lino de Macedo

Assessor de psicologia e educação do Instituto PensiHospital Infantil Sabará

Veja  o vídeo aqui:  

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal (CRM-SP: 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo , com Especialização na Universidade de São Paulo (USP) e Pós Graduação em Gestão na UNIFESP. Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás e David.

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