PESQUISAR

Sobre o Centro de Pesquisa
Sobre o Centro de Pesquisa
Residência Médica
Residência Médica
Saiba o que fazer com queimaduras de crianças
Compartilhar pelo Facebook Compartilhar pelo Twitter Compartilhar pelo Google Plus Compartilhar pelo WhatsApp
Saiba o que fazer com queimaduras de crianças

Saiba o que fazer com queimaduras de crianças

01/11/2011
  1062   
  0
Compartilhar pelo Facebook Compartilhar pelo Twitter Compartilhar pelo Google Plus Compartilhar pelo WhatsApp

Aprenda um pouco mais sobre os diferentes tipos de queimaduras e sabia como tratá-las

Queimadura é um dos acidentes domésticos mais comuns, e merece mais atenção na faixa etária pré escolar. Ela é toda lesão provocada pelo contato direto com alguma fonte de calor ou frio, produtos químicos, corrente elétrica, radiação, ou mesmo alguns animais e plantas (como larvas, água-viva, urtiga), entre outros. Se atingir 10% do corpo de uma criança ela corre sério risco. Já em adolescentes e adultos, o perigo existe se a área atingida for superior a 15%.

As queimaduras são divididas pelo grau de comprometimento da pele atingida, sendo mais grave quanto mais profunda for a lesão, mas o tamanho do dano também é considerado.

Confira abaixo, quais as classificação das queimaduras, quais são as características e o que deve ser feito:

Queimaduras de grau: são as mais leves, ocorre uma vermelhidão no local, seguido de inchaço e dor variável, mas não se formam bolhas e a pele não se desprende. Geralmente, deixa um ardor e com o tempo fica uma cicatriz, mas isso é raro.
Queimaduras
de grau: são aquelas em que ocorre uma destruição maior da epiderme e derme (peles internas e externas), a dor é mais intensa e normalmente aparecem bolhas no local ou desprendimento total ou parcial da parte afetada. A recuperação dos tecidos é mais lenta e podem deixar cicatrizes e manchas claras ou escuras.
Queimaduras
de grau: são as que fazem uma destruição total de todas as camadas da pele. A dor, geralmente, é pequena, pois elas são tão profundas que chegam a danificar as terminações nervosas da epiderme. Podem ser muito graves e até fatal, depende da porcentagem de área corporal afetada. Com o tempo, sempre deixam cicatrizes e podem necessitar de tratamento cirúrgico e fisioterápico posterior para retirada de lesões e aderências que afetem a movimentação. Algumas marcas podem virar câncer de pele e por isso o acompanhamento destas lesões é fundamental.

O que fazer após a queimadura?

O mais importante é sempre a prevenção. A cozinha é o lugar mais perigoso da casa, sendo frequente local de acidentes. Por isso, deve-se impedir a criança pequena de ficar nela e na área de serviço onde há fogo, locais quentes (forno), substâncias químicas que podem queimar (soda cáustica, cândida, material de limpeza, desentupidores de pia, etc.).

Mas se aconteceu o acidente, vamos tratar a queimadura:

Lavar o local com água fria e corrente, imediatamente, e, se possível, deixar alguns minutos na água para diminuir a temperatura local; deixar com compressas frias, pois elas aliviam a dor;
Em queimaduras extensas ou com bolhas e/ou sinal de tecido carbonizado, cobrir as lesões com compressa úmida e levar a criança a um hospital de confiança;

É importante também saber o que NÃO fazer na queimadura:

Nunca toque a queimadura com as mãos;
Nunca fure bolhas;
Nunca tente descolar tecidos grudados na pele queimada;
Nunca retire corpos estranhos (tudo o que pode entrar em partes abertas do corpo: insetos, areia, vidro, etc) ou graxa do local queimado;
Nunca coloque manteiga, pó de café, creme dental ou qualquer outra substância sobre a queimadura – somente o médico sabe o que deve ser aplicado sobre o local afetado.

Por Dr. José Luiz Setúbal

Fontes: SociedadeBrasileiradeCirurgiaDermatológica (http://www.sbcd.org.br); Dra. Liandre Palermo e BibliotecaVirtualemSaúdeMinistériodaSaúde

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal (CRM-SP: 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo , com Especialização na Universidade de São Paulo (USP) e Pós Graduação em Gestão na UNIFESP. Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás e David.

deixe uma mensagem O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

mensagem enviada

posts relacionados

INICIATIVAS DA FUNDAÇÃO JOSÉ LUIZ EGYDIO SETÚBAL
Sabará Hospital Infantil
Pensi Pesquisa e Ensino em Saúde Infantil
Autismo e Realidade