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Crianças e adolescentes preocupados? Confira 10 atitudes para ajudar
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Crianças e adolescentes preocupados? Confira 10 atitudes para ajudar

Crianças e adolescentes preocupados? Confira 10 atitudes para ajudar

05/05/2023
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À medida que as crianças crescem, elas enfrentam muitas coisas novas: começando a escola, conhecendo novos amigos, aprendendo a nadar, competindo nos esportes, aprendendo a dirigir… Cada coisa nova pode parecer um grande passo à frente! Nossa vontade, enquanto pai ou mãe, é resolver logo o problema e a angústia de nossos filhos. Mas não faça isso. Nossa função de pai e mãe é preparar nossos filhos e filhas para uma vida de autonomia.

Muitas vezes, quando crianças e adolescentes enfrentam coisas novas, sentem uma mistura de emoções. Enfrentar algo novo – mesmo quando é uma coisa boa – pode ser estressante. É natural sentir-se entusiasmado com o que está por vir – e se preocupar se eles estão prontos para lidar com isso. A preocupação ou estresse não é de todo ruim. Pode ser útil, desde que não dure muito, se torne muito intenso ou aconteça com muita frequência.

O estresse é um sinal de alerta. É uma resposta natural a um grande evento, mudança ou desafio. A preocupação é uma forma de pensar e se antecipar: “Estou pronto para isso? O que vai acontecer? É seguro seguir em frente? O que preciso fazer para me preparar? Como vou fazer isso? E se eu ficar nervoso?”.

Pensar na parte com a qual se preocupam – com calma e contar com o apoio dos pais – pode ajudar as crianças a se prepararem para o que está por vir. Quando elas se sentem preparadas, podem se concentrar na parte que estão esperando. E como os adultos podem ajudar? É aí que entram os pais, mães e cuidadores.

Tudo tem seu tempo. Às vezes, as crianças evitam coisas que parecem novas ou desafiadoras. Mas fazer coisas novas (seguras e adequadas para a idade) as ajuda a crescer. Com cada novo desafio, elas podem ganhar habilidades e confiança. Os pais podem ajudar crianças e adolescentes a enfrentar coisas novas sem deixar que a preocupação os impeça. Veja como:

1. Passe algum tempo com eles. Faça isso todos os dias, mesmo que seja apenas alguns minutos. Façam coisas juntos que vocês dois gostem. Dê um passeio, cozinhe, coma, brinque – ou apenas relaxe. Encontre maneiras de sorrirem juntos. Isso mantém o vínculo entre vocês forte e positivo. E crie momentos para as crianças se abrirem naturalmente.

2. Pergunte o que está passando em suas mentes. Ajude as crianças a rotular o que pensam e sentem. Nem sempre elas podem ter muito a dizer e querer falar sobre o que estão pensando. Mas deixe as crianças saberem que você está aberto(a) para ouvir e falar a qualquer momento. Nunca force elas falarem nem demonstre curiosidade sobre fatos ou assuntos. Elas têm que se sentirem à vontade.

3. Ouça com paciência. Quando crianças e adolescentes quiserem falar, ouça com toda a atenção. Dê-lhes tempo para colocar seus pensamentos e sentimentos em palavras. Faça perguntas para ouvir mais e demonstre interesse. Não se apresse em dar conselhos. Deixe-os confiar. Ouça com calma o que eles têm a dizer.

4. Validar. Deixe a criança saber que você entende e que sente empatia com o que ela está sentindo. Diga que está tudo bem sentir como ele(a) se sente. Diga-lhe que seus sentimentos são normais. Tente não dizer: “Não há com o que se preocupar”. Isso pode fazer com que as crianças pensem que não deveriam se sentir assim. Em vez disso, ouça com calma e aceite. Isso torna mais fácil para as crianças compartilharem.

5. Ajude as crianças a pensar em como lidar com as coisas. Ajude-os a se sentirem capazes. Não resolva as coisas para eles. Em vez disso, convide crianças e adolescentes a pensar no que podem fazer. Apoie boas ideias. Conversem juntos. Lembre-os das vezes em que tentaram algo novo e deu certo. Ofereça-se para ajudar quando necessário.

6. Ajude-os a praticar. Quando possível, ajude as crianças a dividirem um problema novo em pequenos passos. Deixe-os praticar um passo de cada vez enquanto avançam em direção ao seu objetivo. Comemore cada sucesso.

7. Encoraje. Elogie o esforço e o progresso de seu filho(a). Compartilhe o que eles disseram ou fizeram que o deixou orgulhoso. Ajude-os a relaxar para que o estresse e a preocupação não se acumulem.

8. Ajude-os a esperar coisas boas. Pergunte sobre as coisas boas que acontecem no dia a dia deles. Conte sobre as coisas boas do seu dia também. Deixe-os saber que não há problema em falar sobre preocupações. Isso ajuda a colocar mais foco nos bons momentos.

9. Acalme e conforte. Às vezes, crianças e adolescentes podem se sentir oprimidos pela preocupação. Nesses momentos, tentar conversar sobre isso provavelmente não ajudará. Pode ajudar mais se oferecer conforto e compreensão. Lembre-os de que você está lá para ajudá-los nas coisas que acontecem. Ensine-os a usar a respiração calma para relaxar a mente e o corpo.

10. E se meu filho(a) se preocupar demais? Às vezes, as preocupações pioram com o tempo. Quando as crianças se preocupam demais, é difícil aproveitar a escola, as atividades ou os amigos. As preocupações podem começar a afetar o sono ou a alimentação. Elas podem levar as crianças a se sentirem ansiosas ou com medo e a evitar coisas de que possam gostar. Preocupações como essa podem ser um sinal de um transtorno de ansiedade.

Se seu filho(a) tem alguma preocupação, estresse ou ansiedade que parece muito difícil de lidar, converse com o pediatra dele(a) ou com um profissional de saúde que possa te orientar. A ansiedade infantil pode melhorar com o tratamento e apoio certos.

 

Saiba mais:

– Websérie: Vc tbm sente?

https://www.youtube.com/playlist?list=PLdctaWFAO0WMHAwt0qmLjzuIVxNm7lc5k

https://www.youtube.com/watch?v=FtF68JHF6H0&list=PLdctaWFAO0WMHAwt0qmLjzuIVxNm7lc5k&index=7&t=56s

 

– Ansiedade infantil

https://institutopensi.org.br/o-que-exatamente-e-a-ansiedade-infantil/

https://institutopensi.org.br/cyberbullying-agora-que-vem-o-pior/

https://institutopensi.org.br/12-coisas-que-os-pais-podem-fazer-para-ajudar-a-prevenir-o-suicidio/

https://institutopensi.org.br/qual-a-melhor-idade-para-conversar-com-os-filhos-sobre-alcool/

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

(CRM-SP 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, com especialização na Universidade de São Paulo (USP) e pós-graduação em Gestão na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás, David e Benjamim.

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mensagem enviada

  • raimunda disse:

    Obrigada doutor por essas palavras,estou passando por uma fase crítica,minha filha de 12 anos tem excesso de preocupação com as provas da escola e dificuldade em querer ir pra escola,o problema não é estudar e sim conviver na escola.Nao sei o que fazer

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