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Cuidado com as picadas de cobras e serpentes
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Cuidado com as picadas de cobras e serpentes

Cuidado com as picadas de cobras e serpentes

11/01/2024
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Chegaram as férias! Agora, as crianças passam mais tempo ao ar livre e vão para lugares como campo e praias, e com isso o contato com animais silvestres pode aumentar. Além disso, as ondas de calor e as mudanças climáticas acabam alterando os hábitos e comportamentos dos animais, vírus, bactérias, mosquitos… Enfim, das doenças como um todo.

Como a Terra é um sistema onde tudo está conectado, a mudança climática é global e afeta a todos. A elevação das temperaturas, o aquecimento dos oceanos, o aumento do nível do mar e o derretimento acelerado das geleiras são alguns dos efeitos mensuráveis ​​da mudança climática, juntamente com secas intensas, aumento da poluição do ar, escassez de água, estações de pólen mais precoces e intensas, incêndios graves, inundações, catástrofes, tempestades e o declínio da biodiversidade.

A mudança climática está associada ao aumento dos riscos de várias doenças transmitidas por vetores em determinadas regiões devido a mudanças na duração da estação de transmissão e na disseminação geográfica dos vetores da doença, como malária, dengue, infecção pelo vírus Zika e doença de Lyme. A distribuição geográfica das espécies de mosquitos transmissores da malária (Anopheles) e dengue (Aedes) se expandiu por causa das temperaturas mais quentes. O efeito sobre a saúde é maior entre as crianças das regiões tropicais.

Em 2022, o Brasil registrou 1.638 casos de acidentes com cobras em crianças de 1 a 9 anos. Nos menores de um ano, foram 290 casos, segundo dados do Sistema Único de Saúde (SUS). A gravidade depende da quantidade de veneno e do tempo entre a picada e a aplicação do soro.  As complicações aumentam em pacientes que demoram mais de seis horas para receber o tratamento e, em alguns casos, o envenenamento pode ser fatal.

Vejam a história do menino Heitor, que, em maio de 2022, tinha 1 ano e 10 meses. Certa noite, seus os pais o encontraram chorando e com o braço roxo e inchado. Não sabiam bem o que era e o levaram ao Pronto-Socorro de Santana de Parnaíba. Os médicos desconfiaram que podia ser picada de algum bicho. O bebê foi, então, encaminhado ao Sabará Hospital Infantil, que entrou em contato com o Hospital Vital Brazil, especializado no tratamento de pessoas picadas por animais peçonhentos do Instituto Butantan, em São Paulo.

As fotos da lesão e os sintomas deixaram claro: Heitor havia sido picado por uma jararaca. Os profissionais administraram o soro antibotrópico e o bebê sobreviveu após 17 dias internado, vários deles em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Tem que se tomar cuidado com o contato com animais silvestres. Em primeiro lugar, ligue para a Polícia Ambiental, o Centro de Controle de Zoonoses do seu município, o Corpo de Bombeiros ou a Secretaria Municipal de Saúde – estes órgãos sabem como proceder, garantindo a segurança de todos (tanto da pessoa quanto do animal em questão). Os órgãos responsáveis vão decidir se devem fazer a soltura em um local apropriado ou trazer ao Instituto Butantan (o instituto em si não retira os animais dos lugares onde foram encontrados). Vale ressaltar que é obrigatório ter autorização para capturar e transportar animais silvestres. Por isso, a conduta adequada é sempre solicitar ajuda a um órgão público do município que trabalhe no controle de endemias.

IMPORTANTE! Não é recomendável tentar capturar o bicho, já que isso pode provocar acidentes por envenenamento, por exemplo.

Após chegarem ao instituto, os bichos são cadastrados e encaminhados para o destino apropriado, que pode ser um laboratório, um museu ou um biotério.

Fontes:

HOSPITAL VITAL BRAZIL

Especializado no tratamento de acidentes por animais peçonhentos

Assistência médica gratuita/orientação telefônica 24 horas por dia

End.: Av. Vital Brasil, 1.500 – Butantã – CEP: 05503-900 – São Paulo – SP

Tels.: (11) 3726-7962 e (11) 3726-7222 – ramais 2002/2000

E-mail: hospital@butantan.gov.br

Saiba mais:

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

(CRM-SP 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, com especialização na Universidade de São Paulo (USP) e pós-graduação em Gestão na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás, David e Benjamim.

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