PESQUISAR

Sobre o Centro de Pesquisa
Sobre o Centro de Pesquisa
Residência Médica
Residência Médica
Deixar ou não deixar a criança chorando?
Compartilhar pelo Facebook Compartilhar pelo Twitter Compartilhar pelo Google Plus Compartilhar pelo WhatsApp
Deixar ou não deixar a criança chorando?

Deixar ou não deixar a criança chorando?

07/01/2013
  3563   
  0
Compartilhar pelo Facebook Compartilhar pelo Twitter Compartilhar pelo Google Plus Compartilhar pelo WhatsApp

Por instinto, muitos pais correm para o lado do bebê ao ouvi-lo chorar. Mas uma nova pesquisa sugere que seria melhor deixá-lo chorando um pouco. Permitir que uma criança resolva seu desconforto não faz mal nenhum e pode, de fato, colaborar para que ela e os pais consigam ter uma noite de sono melhor, dizem os cientistas.

Um estudo das chamadas técnicas de sono comportamentais, tais como choro controlado – onde o pai espera certo período de tempo antes de decidir ajudar a criança –, descobriu que elas não tinham efeitos negativos. O risco da mãe sofrer depressão pós-parto pode também ser reduzido por meio da prática dessas técnicas.

O novo estudo, feito na Austrália, chamado Five-Year Follow-up of Harms and Benefits of Behavioral Infant Sleep Intervention: Randomized Trial observou 225 crianças até a idade dos 6 anos. Constatou-se que um programa comportamental de sono teve efeitos duradouros sobre crianças nos aspectos de saúde mental (menores níveis de estresse), na relação pai-filho e na saúde mental materna.

Os pais que relataram problemas de sono do bebê de 7 meses de idade foram elegíveis para o estudo. Para metade deles, foi oferecido um programa de sono que envolveu o uso de rotinas de ninar positivas e duas técnicas comportamentais: “controlada reconfortante”, em que os pais respondem ao choro do bebê em intervalos de tempo cada vez maiores para permitir que ele se autorregule, e “acampar”, onde os pais se sentam com a criança, sem intervir, de forma que ela consiga de forma independente adormecer, diminuindo a presença deles no quarto.

As melhorias no sono e na saúde mental das crianças e das mães ainda estavam evidentes até os 2 anos de idade, mas desapareceu por volta dos 6 anos.

Os autores concluem que as técnicas de sono são seguras e eficazes. Os pais e profissionais de saúde podem se sentir confiantes ao usar técnicas comportamentais para o gerenciamento de sono infantil.

Leia também: Bebê chegou. Como ter um boa noite de sono?

Fonte: Five-Year Follow-up of Harms and Benefits of Behavioral Infant Sleep Intervention: Randomized Trial Outubro 2012 | Pediatrics

Atualizado em 15 de abril de 2024

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

(CRM-SP 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, com especialização na Universidade de São Paulo (USP) e pós-graduação em Gestão na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás, David e Benjamim.

deixe uma mensagem O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

mensagem enviada

  • Aline Gonçalves disse:

    Muito obrigada,pelas dicas e por esse espaço tão importante para informação dessa renomada instituição.

  • dhessica.ama.samuel@gmail.com disse:

    é muito interessante e um auto ajudas para as mamãe como eu o tempo é precioso cada minuto é importante obrigado,esta dando certo com meu pimpolho ele tem um sono perfeito de noite(nem acorda de noite) só no outro dia e muito bom para mim agradeço!

posts relacionados

INICIATIVAS DA FUNDAÇÃO JOSÉ LUIZ EGYDIO SETÚBAL
Sabará Hospital Infantil
Pensi Pesquisa e Ensino em Saúde Infantil
Autismo e Realidade

    Cadastre-se na nossa newsletter

    Cadastre-se abaixo para receber nossas comunicações. Você pode se descadastrar a qualquer momento.

    Ao informar meus dados, eu concordo com a Política de Privacidade de Instituto PENSI.