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Diretrizes para o uso da cama elástica
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Diretrizes para o uso da cama elástica

Diretrizes para o uso da cama elástica

20/12/2012
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Como pediatra, muitas vezes fui questionado por pais sobre o uso de camas elásticas (ou trampolins) e sua segurança ou risco de causar lesões. Hoje em dia, é muito frequente a existência desses equipamentos em parques, buffets infantis, clubes etc. A política da Academia Americana de Pediatria (AAP) traz boas informações para pais, educadores e pediatras sobre esse assunto.

O relatório atualizado pela AAP adverte contra uso de camas elásticas ou trampolins e fornece dados atualizados sobre o número de tipos de lesões causadas por eles. Desde a publicação da declaração anterior em 1999 (reafirmada em 2006), a principal recomendação permanece consistente contra o uso recreativo de trampolim e inclui dados sobre lesões causadas pelo seu uso.

Na declaração política atualizada, Trampolim e a Segurança na Infância e Adolescência, a AAP oferece ao pediatra orientações sobre padrões de lesão pelo uso de trampolim, a eficácia das medidas de segurança atuais e lesões únicas atribuídas ao uso do artefato.

Taxas de lesões causadas por cama elástica têm diminuído nos EUA desde 2004. Em 2009, no entanto, o Sistema Nacional de Vigilância Eletrônica de Lesões (Neiss) estimou quase 98 mil lesões relacionadas às camas elásticas no país norte-americano, resultando em 3.100 internações. As taxas de lesões são maiores em crianças do que em adultos.

Os pediatras precisam ativamente desencorajar o uso recreativo da cama elástica, na opinião dos autores da política atualizada. As famílias precisam saber que muitas lesões ocorrem nas camas elásticas e os dados não parecem demonstrar que as medidas de segurança diminuem significativamente o risco de lesões.

A maioria das lesões na cama elástica (75%) ocorre quando várias pessoas estão pulando ao mesmo tempo. Geralmente, os participantes menores sofrem maior risco de lesão, especificamente crianças de 5 anos de idade ou mais jovens. No total, 48% das lesões nessa faixa etária resultaram em fraturas ou luxações.

Lesões comuns em todos os grupos etários incluem:

1. Entorses, distensões e contusões;

2. Quedas de trampolim são responsáveis por 27 a 39% de todas as lesões e podem ser potencialmente catastróficas;

3. Muitas lesões ocorreram mesmo com supervisão de um adulto;

4. A declaração de política AAP também aborda a segurança de parques com camas elásticas;

5. A AAP sugere que as precauções indicadas para uso recreativo também se apliquem a todos os parques. Taxas de acidentes nessas instalações devem continuar a ser monitoradas.

O relatório inclui recomendações fundamentais para pediatras e pais, incluindo:

1. Os pediatras devem aconselhar os pais e as crianças contra o uso recreativo do trampolim;

2. Os dados atuais sobre os equipamentos de segurança indicam que não há redução dos índices de injúrias;

3. Tentativas de cambalhotas e flips frequentemente causam lesões da coluna cervical, resultando em consequências permanentes e devastadoras;

4. Regras e regulamentos para parques com trampolim podem não ser consistentes com as diretrizes da AAP;

5. Trampolins usados ​​para programas de treinamento devem ter sempre a supervisão apropriada, treinamento e medidas de segurança no local.

Leia também: A Ginástica Artística Infantil

Fonte: Trampoline Safety in Childhood and Adolescence (October 2012. Pediatrics – Published online Sept. 24)

Atualizado em 12 de abril de 2024

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

(CRM-SP 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, com especialização na Universidade de São Paulo (USP) e pós-graduação em Gestão na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás, David e Benjamim.

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