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Especial Vacina (Parte II)
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Especial Vacina (Parte II)

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12/08/2014
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Dando sequência aos artigos que mostram evidências da segurança das vacinas nas crianças: estudos mostram as evidências de proteção e a relação com o risco de autismo, doenças neurológicas e erros inatos do metabolismo.

O aumento da exposição ao anticorpo estimulante de proteínas e polissacarídeos em vacinas não está associado ao risco de autismo. (DeStefano F, Preço CS, Weintraub ES. Journal of Pediatrics. 2013)

Este estudo analisou mais de mil crianças com idade de 6 e 13 anos que possuíam Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), com regressão e crianças que não foram diagnosticadas com autismo. Os autores estudaram as suas exposições às vacinas durante os primeiros dois anos de vida. Os resultados mostraram que as chances de desenvolvimento de qualquer uma das formas de autismo estudadas não progridem com o aumento da exposição às proteínas e polissacarídeos estimulantes de anticorpos presente nas vacinas.

Para o alívio de pais preocupados, os autores concluíram que tomar muitas vacinas “cedo demais” não causa autismo. Não havia nenhuma indicação de que as crianças com autismo estavam propensas por terem sido expostas a mais antígenos por meio de vacinas. Os autores também apontaram que, embora as crianças de hoje possam receber mais vacinas do que aquelas do estudo, algumas das crianças neste estudo foram expostas a muito mais antígenos (por mil) do que as crianças de hoje. Isso ocorre porque a vacina contra coqueluche de células inteiras não é mais usada.

Confira o estudo na íntegra aqui

 

Receber vacina no primeiro ano de vida não afeta negativamente o desenvolvimento neuropsicológico.
(Smith M e Woods C, Pediatria. Vol. 125 No. 6 Junho de 2010)

Já esta pesquisa reuniu os dados de mil crianças nascidas entre 1993 e 1997, comparou suas carteiras de vacinação até um ano de idade e estudou seus desenvolvimentos até uma década depois em 42 diferentes exames neuropsicológicos.

A comparação de crianças vacinadas com as crianças cujas vacinas foram atrasadas ou incompletas não encontrou nenhum benefício em retardar imunizações durante o primeiro ano de vida. Para os pais que estão preocupados se crianças recebem muitas vacinas logo cedo, esses dados podem fornecer garantias da segurança das vacinas, já que a vacinação oportuna durante a infância não tem efeito adverso sobre os resultados neuropsicológicos de longo prazo.

Confira o estudo na íntegra aqui

 

Avaliação das taxas de imunização e segurança entre crianças com erros inatos do metabolismo
(Klein, N. et al., Pediatrics. 2011; 127 (5), E1139-46)

Pesquisadores estudaram crianças no norte da Califórnia para determinar se 77 crianças com erros inatos do metabolismo que receberam vacinas eram mais propensas a experimentar eventos adversos após a vacinação, de 1.540 controles pareados (crianças nascidas sem erros inatos do metabolismo). Autores não encontraram qualquer associação entre a vacinação de pacientes com erros inatos do metabolismo e um aumento nas hospitalizações ou visitas de departamento de emergência no prazo de 30 dias após a vacinação.

Vacinas em idade inicial não estão associadas com aumento do risco de eventos adversos graves nos 30 dias após a vacinação, mesmo em crianças que não têm condições de metabolismo. Isso deve fornecer garantias de que as crianças com erros inatos do metabolismo que são vacinadas rotineiramente não experimentam efeitos adversos.

Confira o estudo na íntegra aqui.

Veja também: Especial Vacina (Parte I)

Veja também: Especial Vacina (Parte III)

Atualizado em 18 de junho de 2024

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

(CRM-SP 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, com especialização na Universidade de São Paulo (USP) e pós-graduação em Gestão na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás, David e Benjamim.

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