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Ser destro ou canhoto: a lateralidade e a genética
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Ser destro ou canhoto: a lateralidade e a genética

Ser destro ou canhoto: a lateralidade e a genética

10/10/2023
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O que faz com que alguém seja canhoto ou destro? Bem, não sabemos totalmente, mas parece que o fenômeno tem raízes no cérebro. Um estudo inovador em 2021 examinou quase 32 mil cérebros e observou que o lado direito do cérebro era mais proeminente em tamanho em canhotos do que em destros. Da mesma forma, nos destros, o equilíbrio foi deslocado para o lado esquerdo.

É perfeitamente possível que dois pais destros tenham um filho(a) canhoto(a). O inverso também é possível. Não entendemos completamente o que faz com que alguém seja canhoto ou destro, mas sabemos que uma grande variedade de fatores está envolvida, dos quais apenas alguns são genéticos.

No geral, cerca de 10% das pessoas são canhotas, enquanto quase 90% das pessoas são destras. Ambidestria, que é quando a pessoa tem conforto igual com ambas as mãos, é muito mais rara. Essa tendência de as pessoas terem maior habilidade e conforto no uso de uma mão em detrimento das outras tarefas também é chamada de lateralidade.

Outras partes do cérebro que contribuem para esta assimetria foram importantes na memória, na linguagem, no humor e em várias outras funções cerebrais importantes. Na verdade, foi demonstrado que a lateralidade se correlaciona com uma variedade de distúrbios e condições, incluindo esquizofrenia e dislexia. Embora os cientistas estejam fazendo grandes avanços no estudo do crescimento e desenvolvimento do cérebro, ainda estamos muito longe de compreender totalmente as causas complexas da lateralidade.

Então, quanto da lateralidade é realmente genética? Os cientistas discordaram sobre a contribuição total da genética para a variação da lateralidade. Alguns estudos estimam que a genética explica apenas de 1% a 5% das diferenças entre as pessoas. Outros estudos estimam que a genética é importante em até 25%. Até agora, estudos científicos identificaram dezenas de genes como tendo algum nível de associação com a lateralidade. Um exemplo é um gene chamado PKSC6, outro é o CNTN3, que está envolvido no desenvolvimento do sistema nervoso. Vários genes relacionados a estruturas chamadas microtúbulos, que influenciam a assimetria cerebral, também foram implicados.

Se algo não pode ser totalmente explicado pela genética, precisamos analisar outros fatores. Porém, tal como acontece com as causas genéticas, a nossa compreensão disto é bastante limitada.

Um estudo em grande escala descobriu que o canhoto estava associado a uma variedade de fatores, incluindo: ser do sexo masculino, pertencer a gêmeos ou trigêmeos, não ser amamentado e ter nascido no verão. Também é possível que certas práticas culturais desempenhem um papel. No entanto, cada uma dessas coisas transmite apenas um efeito muito pequeno (se houver). E, certamente, não dão conta de tudo o que não é explicado pela genética, por isso ainda temos muito que aprender.

Em última análise, simplesmente não sabemos o suficiente sobre as causas da lateralidade. O melhor que posso fazer é dizer que é incomum, mas certamente não impossível que pais destros tenham filhos canhotos ou vice-versa.

 

Fonte:

https://www.thetech.org/ask-a-geneticist/

Saiba mais:

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

(CRM-SP 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, com especialização na Universidade de São Paulo (USP) e pós-graduação em Gestão na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás, David e Benjamim.

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