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08/04/2022
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Por que o laboratório de pesquisa é um elo importante entre o Instituto PENSI e o Sabará Hospital Infantil

 

Da concepção ao nascimento do laboratório de pesquisa do Instituto PENSI, em 2017, foram dois anos intensos de trabalho. Como se pode imaginar, montar um espaço laboratorial tem complexidade infinitamente superior à de montar um consultório ou uma sala cirúrgica, por exemplo. Cada aparelho importado levou cerca de oito meses para chegar. É uma pequena via-sacra, sem falar dos extensos processos administrativos para que tudo esteja de acordo com as normas exigidas. O investimento, não só o financeiro, se fez valer. Hoje o laboratório está pronto para a realização de pesquisas integradas multidisciplinares em pediatria. E tem se mostrado um importante elo entre o PENSI e o Sabará Hospital Infantil, além das parcerias com outros institutos de pesquisa na academia.

“Montamos um laboratório que dá retaguarda para procedimentos bioquímicos, biologia molecular e cultura de células, atende aos propósitos da imunologia — minha área de especialidade e segmento de destaque na atuação do PENSI — e também aos de outras disciplinas”, diz o imunologista Antonio Condino Neto, consultor científico do PENSI. Ele é responsável não só pela idealização do laboratório como pelo primeiro projeto que o utilizou, para distúrbios da imunidade, desenvolvido com o incentivo do Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas/PCD) e em parceria com o Instituto de Ciências Biomédicas da USP (ICB-USP). “Esse estudo é um grande orgulho pelo tamanho do seu impacto”, conclui Condino, que é professor titular aposentado do Departamento de Imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas da USP.

O projeto teve duração de quatro anos e impactou cerca de 26 mil crianças. As coletas foram realizadas em recém-nascidos em 18 maternidades de nove estados brasileiros. Em maio de 2021, veio a melhor notícia para o PENSI e envolvidos na extensa pesquisa: o governo federal sancionou o projeto de lei que amplia o número de doenças rastreadas pelo teste do pezinho pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Hoje o SUS realiza um teste que detecta seis doenças. Com a nova lei aprovada, o exame passará a englobar 14 grupos de doenças, que podem identificar muito mais diagnósticos que seriam negativos pelo teste convencional. “O teste do pezinho ampliado consegue diagnosticar deficiências imunológicas que são graves, mas possuem tratamento e até cura”, afirma Antonio Condino Neto.

Nos seus 80 metros quadrados, o laboratório dispõe de equipamentos certificados e calibrados, como citometria de fluxo, termocicladora (teste do PCR, que detecta Covid-19, em tempo real), sala de cultura de separação de células primárias e espaço para o armazenamento de amostras como freezer -20º e -80º e criogenia. Ali são desenvolvidas algumas linhas de pesquisa como as destacadas a seguir.

  • Imunodeficiências primárias, tais como Imunodeficiência Combinada Grave, (SCID), Deficiências de anticorpos, Síndrome da Hiper IgM, Defeitos da Imunidade Inata, Doença Granulomatosa Crônica e Defeitos do Eixo IL-12/IFN-y (diagnóstico de micobacterioses e micoses sistêmicas).
  • Produção de vacinas com utilização de VLPs (Virus-like particle) para dengue, chikungunya, zika e covid-19.
  • Construção de linhagens celulares (hibridomas) para desenvolvimento de imunobiológicos.

Atuação em face da Covid-19 e além

Em agosto de 2020, o laboratório realizou uma grande conquista: a certificação do Instituto Adolfo Lutz para fazer testes de Covid-19 com fins diagnósticos e de pesquisa. O senso de urgência imposto pela pandemia levou à paralisação das pesquisas regulares — e o laboratório passou a dar suporte ao Sabará. Cerca de 3.500 testes foram realizados no período: 1.622 de PCR; 1.160 sorológicos (IgA/IgG) e 700 rápidos. “Os testes rápidos agilizam o retorno dos cuidadores do Sabará às suas funções, já que, dos 700 coletados, 500 deram negativo”, conta Fernanda Lima, gerente de pesquisa do PENSI.

O laboratório é usado também para produção de vacinas: utilização de VLPs para dengue, chikungunya, zika e Covid-19. Foto: Sarah Daltri

A importância dos exames cresceu especialmente durante o auge da variante ômicron da covid-19, época em que o hospital bateu recorde de absenteísmo de funcionários. “Embora a doença claramente fosse mais leve, não podíamos deixar uma pessoa contaminada no ambiente hospitalar, tanto pelos colegas de trabalho como pelos pacientes”, diz Fátima Rodrigues Fernandes, diretora executiva do PENSI. “Então montamos um processo em 2021 no qual todo funcionário com qualquer sintoma sugestivo de síndrome gripal nem passava pelo médico do trabalho. Faziam uma triagem no pronto-socorro e já vinham para o PENSI. A gente chegou a fazer 30, 40 testes por dia. A sinergia foi muito grande.”

Apesar desse apoio fundamental, a atuação no período da pandemia foi uma excepcionalidade. O propósito do laboratório é bem maior. Para um instituto de pesquisa ser inovador, diferenciado e relevante nas áreas em que atua, é fundamental ter um laboratório para chamar de seu. Para um hospital ser considerado de ponta, é fundamental oferecer a seus pacientes acesso a diagnósticos e tratamentos inovadores, que possam ser uma alternativa importante no caso de doenças raras, e garantir ao corpo clínico a capacitação e atualização constantes nas práticas assistenciais.

Citômetro de fluxo: avaliação de células brancas (leucócitos) no sangue. Foto: Sarah Daltri

Pesquisas translacionais

Além de ser frequentado por pesquisadores renomados como o próprio Condino Neto, Gustavo Cabral, Gustavo Wandalsen, Mauro Fisberg, Edson Amaro, Edina Koga, entre outros, o laboratório é também usado pelos alunos da pós-graduação do ICB, da USP. “Eles ficam divididos entre estudar, pesquisar as bases de dados e colocar em prática ações laboratoriais”, conta a bióloga que cuida do laboratório, Maria da Luz Fernandes, a Madá. “Aí discutem com o professor, que no nosso caso é o assessor, e então tem todo um trabalho deles de ver qual teste têm de fazer, o que têm de comprar, com qual abordagem, se vão usar célula, sangue, e por aí vai.”  Além dos alunos das universidades, o laboratório também tem sido apoio para pesquisas de pós-graduação de profissionais do corpo clínico do Sabará. A médica Anna Clara Rabha, que atende no pronto-socorro, por exemplo, realizou seu mestrado estudando as características clínicas e laboratoriais de crianças com covid-19 atendidas no hospital.

Sendo um instituto de pesquisa que vai além da observação clínica para estudar os mecanismos das doenças, o PENSI investiu em um laboratório capaz de abrigar pesquisas modernas translacionais, ou seja, pesquisas científicas que objetivam reduzir o distanciamento entre a produção do conhecimento nos laboratórios e a aplicação prática na medicina, nos serviços de saúde, por meio de intervenções inovadoras para a população. O laboratório também faz todo o sentido como suporte de um grande hospital pediátrico que atende diversas especialidades, como é o Sabará. Assim, PENSI e Sabará são cada vez mais unidos pela inovação e pela ciência.

P.S.: Se você trabalha no Sabará e não conhece o laboratório, agende uma visita. 

 

TEXTO: Rede Galápagos

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