PESQUISAR

Sobre o Centro de Pesquisa
Sobre o Centro de Pesquisa
Residência Médica
Residência Médica
A alimentação da criança com Transtorno do Espectro Autista
Compartilhar pelo Facebook Compartilhar pelo Twitter Compartilhar pelo Google Plus Compartilhar pelo WhatsApp
A alimentação da criança com Transtorno do Espectro Autista

A alimentação da criança com Transtorno do Espectro Autista

17/06/2024
  1081   
  4
Compartilhar pelo Facebook Compartilhar pelo Twitter Compartilhar pelo Google Plus Compartilhar pelo WhatsApp

As 40 páginas de conteúdo podem ser acessadas clicando aqui!

Cartilha para profissionais da saúde, pais e cuidadores explora as especificidades do TEA desde as primeiras mamadas do bebê até as etapas avançadas da alimentação

Cerca de 80% das crianças com autismo apresentam seletividade alimentar. Essa condição, resultante da rigidez cognitiva e das alterações sensoriais do TEA, pode variar desde hipersensibilidade (em que a criança reage exageradamente a estímulos) até hipossensibilidade (em que busca estímulos mais intensos). Para apoiar pais, cuidadores e profissionais de saúde, o Centro de Excelência em Nutrição e Dificuldades Alimentares (CENDA), do Instituto PENSI, e o programa Autismo e Realidade desenvolveram a cartilha “A alimentação da criança com Transtorno do Espectro Autista”. O material aborda temas como seletividade alimentar, alterações gastrointestinais, as primeiras experiências alimentares, recusa alimentar e Transtorno no Processamento Sensorial.

“As crianças com TEA precisam de uma observação muito cuidadosa em relação aos alimentos, à capacidade que elas têm de consumir determinadas preparações, bem como à forma de contato com o alimento”, afirma o dr. Mauro Fisberg, pediatra e nutrólogo, coordenador do CENDA e um dos autores da cartilha. “O objetivo foi desenvolver um treinamento para diferentes profissionais da área da saúde, assim como para pais, cuidadores e demais interessados no tema.”

Cada criança é única, e nem todas com autismo apresentam essas alterações alimentares. Muitas vezes, problemas alimentares severos, associados a alterações sensoriais, não são exclusivos de crianças com TEA. Um olhar multidisciplinar é essencial para atender cada caso de forma adequada.

“Muitas vezes, a criança com autismo pode comer sempre igual, mas come muito bem dentro daquilo a que ela se propôs. O que precisamos ver é a gravidade do problema, se ela só restringe alguns alimentos ou deixa de comer um grupo inteiro — não ingere nenhuma proteína, por exemplo”, completa o dr. Mauro.

A cartilha detalha como essas crianças escolhem alimentos a partir de características como cor, consistência, textura, aroma, temperatura e sabor. Para facilitar a alimentação, é recomendado que os alimentos sejam preparados de maneira consistente e previsível. Estratégias para melhorar a relação da criança com a comida focam em promover sua autonomia.

Questões emocionais podem desencadear dificuldades alimentares e problemas gastrointestinais, comuns entre crianças com TEA. O dr. Mauro destaca a importância de observar alterações no comportamento da criança que possam indicar problemas digestivos, como maior irritabilidade ou recusa alimentar. A cartilha, escrita por profissionais especializados em pediatria, é um manual detalhado que guia o leitor desde as primeiras mamadas do bebê até as etapas avançadas da alimentação.

Com mais de 40 páginas de conteúdo, a cartilha visa preencher uma lacuna importante ao fornecer informações práticas e baseadas em evidências. Ela está disponível gratuitamente e pode ser acessada clicando aqui!

O guia não substitui um acompanhamento profissional individualizado e não tem o objetivo de orientar de forma personalizada cada caso. Pode ser utilizado como material de consulta para prevenir e lidar com as dificuldades alimentares mais comuns para a criança com TEA.

Por Rede Galápagos

Leia mais:

PENSI lança EAD interativo de 120 horas para capacitação em TEA

“A pesquisa tem embasado nossas práticas clínicas, e hoje conhecemos muito mais sobre o autismo”

Quanto custa criar um filho com TEA

O canto do aconchego

“Muitas vezes vemos diagnósticos de alergia quando ela não existe”

“Já tem grupo de médicos que estuda a administração de medicamento para tratar o diabetes tipo 2 em crianças acima de seis anos. A obesidade é doença, sim, mas tem que ser enfrentada com educação”

“Mesmo com todo o progresso tecnológico, nenhum outro alimento substitui o leite materno”

“Convencer os médicos de que a nutrição deve ser parte integrante do cuidado com o paciente é uma luta constante”

“O exercício da hebiatria não se resume a instruir o adolescente quando ele pede uma dica de contracepção”

“Este ano, 40% dos alunos não procuraram concorrer a residências médicas, um dado alarmante”

Comunicação PENSI

Comunicação PENSI

deixe uma mensagem O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

mensagem enviada

  • Luzineide disse:

    Hoje tenho 47 anos somente no ano passado descobri minhas características de tea1. Tenho grandes prejuízos no convívio social. Restrição alimentar desde criança. Fadiga exagerada. Enfim, ninguém me entende.

  • Elenice pereira do Nascimento disse:

    Olá tenho uma filha autista que tem uma seletividade alimentar muito grande, gostaria de saber ser vcs. Pode mim ajudar.

    • Comunicação PENSI disse:

      Olá Elenice, como vai? Agradecemos o contato. Para consultas com o nosso Centro de Excelência em Nutrição e Dificuldades Alimentares (CENDA), pedimos, por gentileza, que entre em contato com a nossa central: (11) 2526-2525.

  • Isabella disse:

    Desde pequena os médicos alertaram que eu tinha um problema gastronômico em que meu corpo tinha repulsa a carne, comia e vomitava. Conforme fui crescendo meus pais não se esforçaram para entender ou aprimorar meu consumo de carne. Atualmente a única forma de eu comer carne é quando como coxinha de frango. Também consumo pílulas por causa da minha falta de nutrientes. Enfim, procurem cuidar da alimentação de seus filhos.

posts relacionados

INICIATIVAS DA FUNDAÇÃO JOSÉ LUIZ EGYDIO SETÚBAL
Sabará Hospital Infantil
Pensi Pesquisa e Ensino em Saúde Infantil
Autismo e Realidade

    Cadastre-se na nossa newsletter

    Cadastre-se abaixo para receber nossas comunicações. Você pode se descadastrar a qualquer momento.

    Ao informar meus dados, eu concordo com a Política de Privacidade de Instituto PENSI.