PESQUISAR

Sobre o Centro de Pesquisa
Sobre o Centro de Pesquisa
Residência Médica
Residência Médica
Como doença crônica na infância afeta a família
Compartilhar pelo Facebook Compartilhar pelo Twitter Compartilhar pelo Google Plus Compartilhar pelo WhatsApp
Como doença crônica na infância afeta a família

Como doença crônica na infância afeta a família

13/06/2012
  793   
  0
Compartilhar pelo Facebook Compartilhar pelo Twitter Compartilhar pelo Google Plus Compartilhar pelo WhatsApp

A dedicação a um pequeno enfermo pode trazer desequilíbrio psicológico e instabilidade familiar

Com mais de 30 anos de profissão e há seis anos aqui, no Hospital Sabará, posso dizer que vemos diariamente pacientes portadores de doenças crônicas e percebemos como elas afetam as famílias, sejam leves ou graves.

Cada família é um sistema equilibrado, que ao tomar conhecimento que uma criança integrante deste grande grupo está com uma doença crônica, compreensivelmente, experimenta a sensação de perda desse equilíbrio, o que ameça a estabilidade familiar.

O estresse de uma doença grave pode causar rupturas graves, particularmente, se cada pai tenta lidar com seus próprios medos e frustrações sozinho.

Em alguns casos, os pais se consomem com os cuidados com o filho doente, à custa de quase tudo em suas vidas. Nestas situações, eles podem investigar constantemente novas opções, ler sobre tratamentos alternativos e ponderar o futuro: existe um melhor remédio para minha criança? Vale a pena ficar na opinião de outro médico? Poderia estar fazendo mais por ela?

Como pai, você pode sentir, às vezes, que as exigências são sem fim, das idas ao consultório médico ao preparo de refeições especiais. Pode se sentir constantemente cansado, incapaz de recuperar sua energia. Se alguma coisa é sacrificada, muitas vezes, é o tempo gasto com o seu cônjuge, outros filhos ou com seus próprios interesses pessoais. O que acaba, na maioria dos casos, levando a rupturas das relações e da estrutura familiar.

Por outro lado, a doença crônica de uma criança, muitas vezes, tem alguns efeitos positivos sobre as famílias. Um pequeno com problemas de saúde pode trazer os pais e outros parentes para mais próximo. As famílias, especialmente as compostas por membros que se comunicam abertamente, podem ser reforçadas por experiências associadas ao gerenciamento de comprometimento de saúde de seus filhos. Em muitos casos, a gestão da família de uma doença crônica, pode fornecer um sentido de coesão, de missão, de domínio e de orgulho à ela.

Médicos, psicólogos, assistentes sociais, terapeutas de família e os pais de outras crianças com doenças crônicas são recursos inestimáveis para o trabalho, por meio das dificuldades da família.

Pedir ajuda. Você não deve esperar ou tentar resolver todos os problemas familiares associados com a doença de seu filho por si mesmo. O isolamento é um efeito colateral evitável de cuidar de uma criança com um problema de saúde crônico.

Por Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal (CRM-SP: 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo , com Especialização na Universidade de São Paulo (USP) e Pós Graduação em Gestão na UNIFESP. Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás e David.

deixe uma mensagem O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

mensagem enviada

  • doença cronica disse:

    doença cronica na infancia

  • glaucia disse:

    Interessante esse comentário como a doença dos filhos refletem nas famílias, tenho procurado leis que ajudem os pais e que possam facilitar a vida deles é os cuidados com filhos especiais e doenças crônicas, mas a legislação e muito falha ainda. Eu percebo que quem cuida tb acaba desenvolvendo doenças, talvez por falta de apoio, cansaço, enfim diversas situações. Vivêncio essa situação…

posts relacionados

INICIATIVAS DA FUNDAÇÃO JOSÉ LUIZ EGYDIO SETÚBAL
Sabará Hospital Infantil
Pensi Pesquisa e Ensino em Saúde Infantil
Autismo e Realidade