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Numa análise interessante, pesquisadores estudam a percepção dos adultos em relação ao prejuízo do fumo nas crianças

É curioso pensar porque pessoas fumam? A ligação do fumo com câncer de pulmão é uma coisa estabelecida há mais de 50 anos, mas apesar disso um grande número de pessoas continua fumando.

Será que a percepção delas em relação aos danos do fumo não é suficiente para parar de fumar?

O estudo publicado na edição de agosto de 2018 da revista Pediatrics, “As percepções dos adultos sobre o dano à nicotina para crianças“, está entre os primeiros a examinar essas percepções e identificar adultos que podem ter menos probabilidade de compreender esses riscos. Percepção de danos do fumo para crianças variam de acordo com gêneros e subgrupos raciais.

Dada a mudança do panorama dos produtos do tabaco nos últimos anos, a variedade de produtos através dos quais as crianças podem ser expostas à nicotina tem crescido substancialmente. Assim, é particularmente importante compreender as percepções dos adultos sobre os danos do fumo em crianças e identificar quaisquer fatores sociodemográficos relacionados a percepções de risco imprecisas.

Embora existam estudos anteriores que tenham analisado as percepções dos adultos sobre os riscos do fumo passivo em bebês e crianças, há poucas pesquisas sobre como os adultos percebem os danos da nicotina (incluindo cigarros, pontas de cigarro, charutos, narguilé, tabaco para mascar, rapé) para crianças.

Pesquisadores revisaram as respostas de quase 12 mil adultos que contribuíram para pesquisas nacionais representativas nos EUA em 2015 e 2016.

Embora a maioria dos entrevistados tenha concordado que a nicotina é prejudicial para crianças, homens e usuários de tabaco são menos propensos a caracterizar a nicotina como definitivamente prejudicial às crianças. Negros hispânicos e hispânicos também eram menos propensos a concordar que a nicotina era definitivamente prejudicial ou talvez prejudicial para as crianças do que para os brancos.

Como a maioria dos adultos perceba a exposição à nicotina como prejudicial para as crianças, existem diferenças importantes com base no sexo, raça e / ou origem étnica e status de uso do tabaco.  

Os autores concluem que os resultados deste estudo destacam a necessidade de esforços de saúde pública para melhor compreender e direcionar percepções de risco imprecisas entre gêneros específicos e grupos raciais e que esses achados podem orientar futuras pesquisas, informar políticas e apoiar intervenções educacionais em saúde pública.

Talvez de maneira indireta este trabalho também responda a indagação inicial feita no começo desta postagem.

Saiba mais no blog do Hospital Infantil Sabará:

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: July 2018 from the American Academy of Pediatrics

“Adults’ Perceptions of Nicotine Harm to Children

Catherine B. Kemp, Claire Adams Spears, Terry F. Pechacek, Michael P. Eriksen

As informações contidas neste site não devem ser usadas como um substituto para o cuidado médico e orientação de seu pediatra. Pode haver variações no tratamento que o pediatra pode recomendar com base em fatos e circunstâncias individuais.

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Dr. José Luiz Setúbal
Dr. José Luiz Setúbal (CRM-SP: 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo , com Especialização na Universidade de São Paulo (USP) e Pós Graduação em Gestão na UNIFESP. Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás e David.

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