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Espectro autista: a importância do diagnóstico feito por um profissional
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Espectro autista: a importância do diagnóstico feito por um profissional

Espectro autista: a importância do diagnóstico feito por um profissional

18/01/2019
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Os dados divulgados pelo CDC e por outras entidades americanas mostram diagnósticos de transtorno do espectro autista (TEA), suposto pelos pais, e que não necessariamente foram confirmados por médicos ou outros profissionais de saúde.

Este fato é criticado por algumas autoridades de saúde, pois pode haver muitos diagnósticos errados e faz com que os EUA tenham taxas muitos maiores que outros países quando o assunto é espectro autista. Esta introdução é necessária para que nossos leitores façam uma leitura crítica ou pelo menos reflexiva sobre o assunto.

Usando os dados nacionais mais recentes da Pesquisa Nacional de Saúde Infantil de 2016, uma pesquisa nacionalmente representativa com cerca de cinquenta mil crianças enfocou a saúde e o bem-estar de crianças de 0 a 17 anos, pesquisadores da Administração de Recursos e Serviços de Saúde (HRSA) estimaram que pais de 1 em 40 crianças norte-americanas relataram que seu filho tinha transtorno do espectro autista.

O estudo, “A Prevalência de Transtorno do Espectro Autista Relatado por Pais entre Crianças dos EUA“, aparece na edição de dezembro de 2018 da revista Pediatrics. Essa estimativa é maior do que em alguns outros estudos publicados.

No entanto, os autores observam que as diferenças nas estimativas publicadas de prevalência de TEA provavelmente refletem o fato de que os estudos utilizaram métodos de amostragem diferentes, focados em diferentes faixas etárias e foram realizados em diferentes períodos de tempo.

Os pesquisadores também relatam que 27 % das crianças norte-americanas com TEA tomaram medicação para sintomas relacionados a TEA e 64 % receberam tratamento comportamental.

No entanto, eles também descobriram que os pais de crianças com transtorno do espectro autista foram 44 % mais propensos a relatar problemas para fazer tratamento de saúde mental (contra crianças com outras emocionais, comportamentais ou perturbações do desenvolvimento), 23 % menos probabilidade de relatar seu filho ter um médico casa e 24 % menos probabilidade de receber ajuda com a coordenação de cuidados.

Os autores concluem que as suas descobertas mostram que as crianças com TEA enfrentam muitos desafios, incluindo o acesso necessário a uma variedade de opções de tratamento, e que particularmente necessitam de encaminhamentos e coordenação de cuidados para melhorar os seus resultados a longo prazo.

Saiba mais no blog do Hospital Infantil Sabará:

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: Pediatrics November 2018

The Prevalence of Parent-Reported Autism Spectrum Disorder Among US Children

Michael D. Kogan, Catherine J. Vladutiu, Laura A. Schieve, Reem M. Ghandour, Stephen J. Blumberg, Benjamin Zablotsky, James M. Perrin, Paul Shattuck, Karen A. Kuhlthau, Robin L. Harwood, Michael C. Lu

As informações contidas neste site não devem ser usadas como um substituto para o cuidado médico e orientação de seu pediatra. Pode haver variações no tratamento que o pediatra pode recomendar com base em fatos e circunstâncias individuais.

Instituto PENSI

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