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O mal-amado fio dental
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O mal-amado fio dental

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17/07/2013
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Saiba um pouco mais da origem e da importância dele na saúde bucal

Fio Dental

Há algumas semanas, escrevi sobre a maior invenção de todos os tempos: a escova dental (se você não viu, dê uma olhada). Mas, neste post, vou falar de outra invenção tão importante quanto à escova, mas nem por isso tão valorizada: o fio dental. Na verdade, não sei como existem pessoas que podem viver sem uma escova e, do mesmo jeito, como podem viver sem um fio dental. Se você pensa que a higiene bucal está completa ao escovar perfeitamente os dentes, pensou errado.

Escovar perfeitamente pode até existir, o que não existe é a higiene bucal perfeita sem um fio dental. A explicação é simples: a escova não chega a todos os lugares da boca. O fio também não. Por isso, ambos se complementam.

O fio dental é a criação de um dentista americano, de New Orleans, o Dr. Levi Spear Parmly, em 1819. Em seu livro: “Um guia prático para a gestão dos dentes”, ele sugeria um fio de seda encerado para ser usado junto com a escova e, para ser passado entre os dentes, ele mesmo fornecia para os pacientes o fio dental que produzia, mas a quantidade era pequena.

A produção em série começou com uma empresa, também americana, Codman & Shurleft, em 1882. A Johnson & Johnson patenteou o produto dez anos depois, ainda em seda. Após a Segunda Guerra Mundial, Charles Bass desenvolveu um fio de nylon e aí então o fio dental se abriu para o mundo. Ou melhor, as bocas se abriram para ele. Atualmente, o fio ainda é feito de nylon, mas pode ser de Teflon, com outras fibras entrelaçadas para melhorar a eficácia.

O fio dental é um dos acessórios fundamentais para a manutenção da saúde bucal. Ele cumpre a função única de limpar a área entre os dentes, removendo a placa bacteriana (biofilme) e os restos alimentares. O uso do fio dental deve ser diário, sempre aliado à escovação. Saiba que ele não foi criado para eliminar apenas aquele pedacinho de alimento que ficou entre os dentes, pois também foi idealizado para remover o biofilme, que fica imperceptível aos olhos destreinados. Ah! Esqueça o palitinho, ele não foi feito para isso, mas serve muito bem para espetar um aperitivo ou um salgadinho.

Uma das discussões pelo não uso do fio dental é o custo. Realmente, no Brasil os impostos são altos e, mesmo sendo um dos países que mais consome fio dental no mundo (brigamos de perto com os Estados Unidos), a carga tributária nesse produto é altíssima, mais de 50%. Deveríamos fazer uma manifestação para baixar o preço do fio dental, ao menos para diminuir a taxa de imposto dele.

Existe no mercado uma variedade enorme de fios dentais. Alguns têm cheirinho de menta, canela, tutti-frutti, outros têm flúor em sua composição e outros se denominam Super Floss (Super Fio), pois consistem em camadas superpostas que os deixam mais espessos. Alguns são bem fininhos, outros vêm em sachês e alguns até com passadores.

Uma novidade que uma empresa americana apresentou foi o fio dental com vários sabores: bacon, waffle, café e até absinto, uma bebida de origem francesa que pelo alto teor de álcool é proibida em vários países. Imagine passar um fio dental de absinto e ser flagrado numa blitz com bafômetro? Ninguém merece!

Mas é claro que você não vai passar por esses perrengues. Usar o fio dental é muito simples, desde que você faça disso um hábito regular e ensine seus pequenos a criá-lo, pois é saudável, simples, barato e eficaz. Não sabe como? Pergunte ao seu dentista ou a uma TSB. Eles vão ter a maior paciência em lhe ensinar.

Apresente o fio dental ao seu baby tão logo os molares decíduos comecem a irromper. Faça isso de uma maneira natural, sem dramas, delicadamente. Existem caixinhas de fio dental bem ao gosto das crianças. Crie esse bom hábito e torne o fio dental um bem-amado em sua casa.

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Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal (CRM-SP: 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo , com Especialização na Universidade de São Paulo (USP) e Pós Graduação em Gestão na UNIFESP. Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás e David.

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