PESQUISAR

Sobre o Centro de Pesquisa
Sobre o Centro de Pesquisa
Residência Médica
Residência Médica
Centro do Instituto PENSI é referência internacional no tratamento de dificuldades alimentares
Compartilhar pelo Facebook Compartilhar pelo Twitter Compartilhar pelo Google Plus Compartilhar pelo WhatsApp
Centro do Instituto PENSI é referência internacional no tratamento de dificuldades alimentares

Centro do Instituto PENSI é referência internacional no tratamento de dificuldades alimentares

16/10/2021
  191   
  0
Compartilhar pelo Facebook Compartilhar pelo Twitter Compartilhar pelo Google Plus Compartilhar pelo WhatsApp

Em um país em que uma em cada três crianças com menos de cinco anos tem anemia, lidar com a questão das dificuldades alimentares na infância é essencial. Para isso, o Instituto PENSI possui o CENDA (Centro de Excelência em Nutrição e Dificuldades Alimentares), com o objetivo de dar assistência e orientação às famílias em relação ao tema, além de promover ensino e pesquisa sobre o assunto.

Criado em 2013, o CENDA trabalha principalmente com questões de nutrição “que afetem a relação da criança com a família, seja por não comer ou pelo excesso de peso”, explica o Dr. Mauro Fisberg, pediatra e nutrólogo que coordena o centro. Para isso, o local conta com uma equipe multidisciplinar, formada por profissionais das áreas de pediatria, gastroenterologia, hebiatria (especialidade médica dedicada aos adolescentes), nutricionistas, fonoaudiólogos especializados em nutrição ou em problemas alimentares e uma psicóloga supervisora.

Segundo Fisberg, o Brasil passa por um processo de transição nutricional, uma característica comum aos países em desenvolvimento, apresentando tanto carências nutricionais como problemas de excesso de peso. A fome oculta ou a deficiência de vitaminas e minerais pode aparecer em todos os casos. Por isso, a anemia ainda afeta milhões de crianças no país – cerca de 33% em menores de cinco anos -, ao mesmo tempo em que a obesidade aumenta cada vez mais. “Ainda temos um grau muito grande de crianças com doenças que já poderiam estar solucionadas, como anemia e deficiências de vitaminas e minerais. Então, temos que arcar com diferentes problemas simultâneos – da má nutrição a obesidade grave”, completa.

Além disso, a pandemia de Covid-19 agravou as dificuldades alimentares em muitos casos. “O distanciamento social teve repercussões bastantes duras e complexas em relação à alimentação das crianças, com algumas coisas boas ou ruins dependendo da situação socioeconômica, do grau de isolamento, da participação da família e do acesso a alimentos”, diz Fisberg, salientando que, em razão disso, muitos pais e cuidadores se depararam com problemas novos e outros que já existiam, mas não eram percebidos.

Meu filho come mal, e agora?

Nos atendimentos às famílias, o CENDA recebe principalmente crianças com dificuldades para comer, além de “pacientes obesos e os obesos que comem mal, que é uma associação muito frequente”, conta o médico. O tratamento envolve consultas presenciais ou por videochamadas (que também passaram a ser realizadas no ano passado por conta da pandemia).

A consulta sempre é feita por três profissionais de saúde das áreas de pediatria, nutrição e fonoaudiologia. “Depois, fazemos uma discussão do caso entre a equipe multidisciplinar e damos um retorno, que determina a necessidade do tipo de atendimento, com consultas que podem envolver os especialistas atuando juntos ou separadamente”, conta Fisberg.

Para a coordenadora de nutrição do CENDA, Priscila Maximino, a atuação multidisciplinar “possibilita uma visão geral da criança e das suas conexões com a família e com os alimentos”. “É preciso entender se o problema do paciente está ligado a causas orgânicas, identificar possíveis desvios ou inadequações nutricionais e avaliar como ele lida com a mastigação, deglutição, respiração e sua própria relação com as refeições.”

A nutricionista frisa que é crucial a participação dos responsáveis pela criança durante o tratamento da dificuldade alimentar. “O adulto é responsável pela aquisição dos alimentos, pelo preparo – muitas vezes – e a escolha do que quer comer ou não. No caso das crianças, o cenário é totalmente diferente. Depende de como os pais oferecem o alimento, quais comidas são dadas e como é a rotina alimentar da criança”, explica.

Mais importante ainda, afirma Priscila, é entender que “as dificuldades alimentares nunca são iguais de uma criança para a outra” e, por isso, o atendimento é sempre diferente. “Pode ser necessário um acompanhamento médico, nutricional ou fonoaudiológico ou os três, dependendo da avaliação. O médico pode avaliar o estado nutricional e as condições clínicas, e o nutricionista avalia e pode aplicar técnicas dietéticas e de preparo dos alimentos para favorecer o consumo. E o fonoaudiólogo pode ajudar a promover uma situação de melhor relação da criança com os alimentos, respeitando a sua própria individualidade.”

 

Segundo o Dr. Fisberg, o fato de uma criança comer mal “depende tanto de situações pessoais e familiares quanto do ambiente em que ela está inserida na sociedade”. “Também temos que considerar os tipos de alimentos a que ela tem acesso, se mais pessoas da família possuem restrições, quais os tipos de reações que ela demonstra quando o alimento é oferecido e quais questões foram ou não solucionadas anteriormente por outros profissionais.”

 

Para o médico, o diferencial no atendimento do CENDA está no cuidado em considerar todos os aspectos que levam ao problema, começando ainda na gravidez. “Toda e qualquer dúvida dos pais ou cuidadores, por mais simples que seja, já representa uma dificuldade alimentar e é importante que exista uma orientação bem direcionada para a família. Esse trabalho preventivo é muito importante para impedir que haja uma deterioração nutricional, para que não existam carências bioquímicas, alterações do crescimento e do desenvolvimento e imunidade”, completa.

Pesquisas

Além do atendimento ao público, o centro realiza pesquisas na área de nutrição, tanto clínica como epidemiológica, e programas de ensino individuais ou em grupo, desde estágios em nutrição, residência médica e treinamentos, além de webinars, seminários e eventos presenciais ou à distância. “O CENDA faz pesquisas desde o seu princípio, algumas com outras instituições do Brasil e do exterior”, conta o Dr. Fisberg. “Temos uma série de pesquisas sobre segurança alimentar, obesidade, problemas nutricionais no mundo e na América Latina.”

Uma delas, realizada em parceria com o Baylor College of Medicine (EUA), permitiu a validação de um protocolo que ajuda a entender como a família se relaciona com a criança, por meio de questionários e observações clínicas. “Também fizemos algumas publicações importantes para determinar o papel do pai na relação, as diferenças que existem entre o pai e a mãe, os estilos que as famílias adotam e como isso se reflete no comportamento e no estado nutricional da criança.”

Atualmente, o CENDA é reconhecido como um centro de referência que produz conteúdo e impulsiona o tema de dificuldades alimentares Brasil afora e inclusive internacionalmente.

Saiba mais

 

Atualmente, o centro recebe pacientes encaminhados pelo Hospital Infantil Sabará ou por “pessoas que encontram nossos especialistas pelas redes sociais e Internet”, explica o Dr. Fisberg. Também realiza atendimentos assistenciais públicos, voltados a funcionários e à comunidade ligada ao Sabará, além de parcerias relacionadas a projetos de ensino e pesquisa. Para mais informações, acesse a página do CENDA.

Instituto PENSI

Instituto PENSI

deixe uma mensagem O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

posts relacionados

INICIATIVAS DA FUNDAÇÃO JOSÉ LUIZ EGYDIO SETÚBAL
Sabará Hospital Infantil
Pensi Pesquisa e Ensino em Saúde Infantil
Autismo e Realidade