PESQUISAR

Sobre o Centro de Pesquisa
Sobre o Centro de Pesquisa
Residência Médica
Residência Médica
Dia da Infância – Vale a pena uma reflexão
Compartilhar pelo Facebook Compartilhar pelo Twitter Compartilhar pelo Google Plus Compartilhar pelo WhatsApp
Dia da Infância – Vale a pena uma reflexão

Dia da Infância – Vale a pena uma reflexão

24/08/2020
  306   
  0
Compartilhar pelo Facebook Compartilhar pelo Twitter Compartilhar pelo Google Plus Compartilhar pelo WhatsApp

O Dia da Infância (24/08)  tem o propósito de promover uma reflexão sobre as condições em que as meninas e meninos vivem no mundo inteiro. No Brasil, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), são consideradas crianças aquelas com até doze anos de idade incompletos. A lei garante ainda que essa população deve ter seus direitos assegurados e as oportunidades necessárias para seu pleno desenvolvimento.

Mas o que é a infância? Muito se pode divagar sobre isso, mas gosto muito do último parágrafo do preambulo da Declaração dos Direitos Universais das Crianças, promulgada em 20 de dezembro de 1959, onze anos após a Declaração Universal dos Direitos dos Homens.

“Assim, a Assembleia Geral proclama esta Declaração dos Direitos da Criança, visando que a criança tenha uma infância feliz e possa gozar, em seu próprio benefício e no da sociedade, os direitos e as liberdades aqui enunciados e apela a que os pais, os homens e as mulheres em sua qualidade de indivíduos, e as organizações voluntárias, as autoridades locais e os Governos nacionais reconheçam estes direitos e se empenhem pela sua observância mediante medidas legislativas e de outra natureza, progressivamente instituídas, de conformidade com os seguintes princípios”. 

Nos dez princípios que se seguem estão o direito a não serem discriminadas por sua cor, raça, gênero, religião, opinião política, origem social, nação. Direito ao desenvolvimento físico, emocional, mental, espiritual, entre outras além de ter uma nacionalidade um nome. Deve ter acesso à saúde previdência, a alimento, educação e se tiver deficiência, ter os cuidados necessários. Não deverá trabalhar antes de uma idade mínima, nem ser objeto de tráfico, nem de quaisquer formas de negligência, crueldade e exploração.

Para o desenvolvimento completo e harmonioso de sua personalidade, a criança precisa de amor e compreensão. A criança terá ampla oportunidade para brincar e divertir-se, visando os propósitos mesmos da sua educação; a sociedade e as autoridades públicas empenhar-se-ão em promover o gozo deste direito.

Como se vê, o mundo e o Brasil passado mais de 60 anos desta Declaração está muito longe de conseguir se aproximar dos princípios estabelecidos. Para nós, da Fundação José Luiz Egydio Setúbal, esta é nossa causa e nosso propósito: Infância saudável para uma sociedade melhor, nos faz pensar e lutar por todos estes princípios e ser a voz desta infância tão negligenciada. Termino com o último verso da bela poesia:

Cantiga quase de roda – Thiago de Mello

… Na roda do mundo,

mãos dadas aos homens,

lá vai o menino

rodando e cantando

cantigas que façam

o mundo mais manso

cantigas que façam

a vida mais justa,

cantigas que façam

os homens mais crianças.

 

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal (CRM-SP: 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo , com Especialização na Universidade de São Paulo (USP) e Pós Graduação em Gestão na UNIFESP. Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás e David.

deixe uma mensagem O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

posts relacionados

INICIATIVAS DA FUNDAÇÃO JOSÉ LUIZ EGYDIO SETÚBAL
Sabará Hospital Infantil
Pensi Pesquisa e Ensino em Saúde Infantil
Autismo e Realidade