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Fraturas: o impasse do decorrer da infância
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Fraturas: o impasse do decorrer da infância

Fraturas: o impasse do decorrer da infância

18/09/2012
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Quem tem filho pequeno, principalmente menino, raramente estará livre de um episódio que envolva fraturas. Elas são uma das principais causas de atendimento médico no Hospital Sabará e, muitas vezes, o incidente pode necessitar de um procedimento cirúrgico. A cirurgia é uma atitude bem diferente com relação à antiga abordagem de imobilização do membro fraturado com gesso.

Para diminuir o tempo em que a criança fica imobilizada com gesso, os cirurgiões ortopédicos pediátricos têm recorrido ao uso de hastes flexíveis de titânio, principalmente em casos de fraturas com desvios nos ossos do antebraço, úmero, fêmur e tíbia.

Segundo a ortopedista pediátrica Daniela Rancan, do Hospital Infantil Sabará, o gesso é usado, em média, de três a oito semanas (depende da fratura) e, além do incômodo, a chance do osso não se fixar de maneira correta é maior. “Com as hastes, esses inconvenientes são quase inexistentes. Elas são introduzidas por meio de uma cirurgia minimamente invasiva, com cortes pequenos. A haste é posicionada no osso onde ocorreu a fratura e permanece no local. Após esse período, uma nova cirurgia é feita para a retirada delas”, afirma Rancan.

As fraturas, rupturas parciais ou completas de um osso, representam de 10% a 25% dos casos que chegam ao pronto-socorro do Sabará. Os meninos são as principais vítimas, com 75%, enquanto as meninas representam 25% dos casos. As faixas etárias mais atingidas são a partir dos 12 anos com 40% e entre 8 e 11 anos com 25%.

As fraturas no paciente pediátrico têm como causas principais quedas de lugares altos, acidentes durante atividades esportivas ou de lazer (skate, bicicleta, futebol, pipa), entre outras. Os locais mais fraturados são os dedos da mão, o antebraço (distal e diafisária), o úmero (supracondiliana), os dedos do pé e tornozelo (maléolo lateral).

Leia também: Lesão nos dedos e a prática esportiva

Saiba mais sobre o assunto por meio das nossas respostas de algumas perguntas frequentes:

Como saber se é uma fratura? Segundo a Dra. Daniela, em geral, a criança sente uma dor intensa no local do trauma e isso faz com que o membro afetado fique praticamente imóvel (quando mexe dói demais). Além disso, pode ocorrer edema (aumento do volume), equimose (marcas arroxeadas) e deformidades.

E o que fazer nesses casos? Colocar gelo no local por 15 minutos; dar um analgésico, como o Ibuprofeno; tentar imobilizar a região afetada com um pedaço de madeira, papelão, palito de sorvete ou faixa; procurar atendimento médico, de preferência, em um local que tenha ortopedista.

Mito ou verdade: os ossos dos pequenos são mais frágeis? A maior incidência de fraturas nas crianças ocorre por conta de algumas peculiaridades dos ossos, tais como lesões nas cartilagens de crescimento por serem locais frágeis, maior fragilidade óssea devido ao rápido crescimento dos ossos (hipervascularização e ossos menos densos) e maior maleabilidade do osso, o que provoca fraturas específicas (como em galho verde e deformidade plástica). O mito é que a fragilidade é causada pela falta de cálcio, como muitos pais acreditam.

De qualquer maneira, a melhor medida a se tomar para evitar as fraturas é a prevenção, com a utilização de material de proteção individual como luvas, cotoveleiras, joelheiras, capacetes, etc., que são muito úteis, mas não muito usados. Além disso, é importante que seja feita a conscientização dos pais e cuidadores sobre o risco que envolve determinada atividade e as medidas preventivas para evitar lesões em si ou nos outros.

Fonte: Hastes de titânio substituem gesso em fraturas nas criançasRelease a jornalista Karina Klinger para o Hospital Infantil Sabará

Atualizado em 1 de abril de 2024

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

(CRM-SP 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, com especialização na Universidade de São Paulo (USP) e pós-graduação em Gestão na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás, David e Benjamim.

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