Um ano para se lembrar
Solidariedade

Um ano para se lembrar

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Enquanto muitos gostariam de esquecer 2020, um ano marcado por intensas dificuldades, gostaria de mudar a perspectiva e ver quantas coisas boas podem ocorrer em meio a crises como as provocadas pela pandemia. Não sou ingênuo, nem cego, para não ver as milhões de mortes ou negócios que quebraram, e pessoas que atingiram níveis de pobreza pelo mundo todo. Certamente as imagens de pessoas desesperadas à procura de um hospital, um leito de UTI ou ainda das centenas de caixões e de valas em cemitérios foram marcantes e assustadoras. Ter perdido amigos e parentes também foi profundamente triste. Andar pela rua e ver pessoas com cartazes pedindo ajuda e ver os números de desempregados e da economia chega a ser desesperador. Mas há todo um outro lado que podemos ver sob o viés da solidariedade, da compaixão, da misericórdia, da cooperação, da doação e da generosidade, entre outros aspectos. Basta ver o prêmio Empreendedores Sociais da Folha de São Paulo, anunciado no início de dezembro. Pessoas como Edu Lyra, do Gerando Falcões, e Celso Atayde, da CUFA (Central Única das Favelas), fizeram verdadeiras revoluções e mostraram agilidade e capacidade de logística sem igual, distribuindo milhões de cestas básicas para uma população desassistida neste Brasil das desigualdades sem igual. Iniciativas como o Todos Pela Saúde ou o Fundo Emergencial Para a Saúde fizeram a diferença no meio da pandemia e ajudaram centenas de hospitais pelo Brasil. A sociedade civil brasileira se organizou e, segundo a ABCR (Associação Brasileira de Captadores de Recursos), fez mais de R$ 6, 4 bilhões em doações, fora a mobilização em redes de solidariedade. A comunidade científica mundial se uniu como nunca para troca de informações em busca do melhor tratamento, para o desenvolvimento de vacinas e de medicamentos. Países ricos e bilionários estão fazendo doações de vacinas para países pobres vacinarem suas populações. Enfim, termino o ano com esperança de que sairemos em breve desta pandemia, com muito sofrimento e com anos duros pela frente, em uma crise social terrível, principalmente aqui no Brasil. Acredito, no entanto, que com ajuda de uma sociedade mais solidária, com mais compaixão e mais generosa, conseguiremos superar todos os percalços. Que venha 2021! Saiba mais sobre estes assuntos: Prêmio reconhece as Top 30 iniciativas sociais no combate à pandemia Liderado por mulheres, fundo distribuiu R$ 40 milhões para hospitais A solidariedade está por aqui: doações crescem no Brasil Atualizado em 17 de fevereiro de 2025
Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

(CRM-SP 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, com especialização na Universidade de São Paulo (USP) e pós-graduação em Gestão na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás, David e Benjamim.

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