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A identificação sexual e o bullying
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A identificação sexual e o bullying

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19/03/2013
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Pesquisa revela como esses dois assuntos influenciam o lado emocional dos jovens

 bullying e opção sexual

Há poucas semanas, atendi em meu consultório um pai de crianças entre 9 e 12 anos. A preocupação dele se referia ao fato do filho menor ser “gay”. Após uma longa conversa, o impasse se focou no sofrimento que ele teria se essa fosse a opção sexual da criança, tendo em vista que várias vezes outros meninos, e até adultos, brincavam com ela, embora não se abalasse quando isso acontecia.

Para minha surpresa, li este artigo Tendências de Desenvolvimento na Vitimização e problemas emocionais em Juventude LGB (gays, lésbicas e bissexuais) e heterossexuais, publicado na revista Pediatrics de março. Os pesquisadores coletaram dados de adolescentes e jovens na Inglaterra durante um período de sete anos para examinar como as taxas e os efeitos do bullying e as mudanças do crescimento na adolescência se refletem no sofrimento emocional.

Em média, o bullying de jovens LGB diminuiu de maneira significativa à medida que eles deixam a escola. Por exemplo, 57% das meninas lésbicas ou bissexuais relataram que foram intimidadas com a idade de 13 ou 14 anos contra 6% com a faixa etária de 20 ou 21 anos. Entre os meninos, o bullying caiu de 52% para 9% sobre o mesmo período de tempo. No entanto, em comparação com os pares heterossexuais, ambos os sexos LGB têm cerca de duas vezes mais chances de serem intimidados durante o colegial.

Depois do ensino médio, as meninas lésbicas ou bissexuais não eram mais propensas a serem intimidadas em comparação às colegas heterossexuais. A probabilidade de meninos gays ou bissexuais “serem intimidados”, na verdade, aumentou após o ensino médio em comparação com aqueles que eram heterossexuais.

Os autores do estudo descobriram que jovens LGB demonstraram níveis significativamente mais elevados de estresse emocional aos pares heterossexuais identificados – apenas alguns foram atribuídos ao bullying.

O estudo mostra que o pai daquele garoto de 9 anos tem razão em se preocupar. Embora o trabalho tenha sido feito na Inglaterra, não tenho razão para acreditar que, se realizado por aqui, não seria melhor.

Por Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: Developmental Trends in Peer Victimization and Emotional Distress in LGB and Heterosexual Youth | Pediatrics (Março – 2013)

 

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal (CRM-SP: 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo , com Especialização na Universidade de São Paulo (USP) e Pós Graduação em Gestão na UNIFESP. Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás e David.

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