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Como proteger as crianças de doenças infecciosas frequentes no verão?
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Como proteger as crianças de doenças infecciosas frequentes no verão?

Como proteger as crianças de doenças infecciosas frequentes no verão?

02/02/2015
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vomitos

Quando o verão chega, algumas doenças aparecem com maior frequência. O clima quente e as férias fazem com que as pessoas fiquem mais tempo ao ar livre e há um maior consumo de alimentos em barraquinhas ou de ambulantes, como nas praias, por exemplo. As crianças frequentam locais com aglomerados de pessoas e o contato com outros fatores de risco mais comuns no verão exige cuidados para prevenir doenças.

As infecções gastrointestinais podem ser causadas por vírus ou bactérias. Essas infecções costumam provocar diarreia e vômito. A transmissão ocorre pela ingestão de água e alimentos contaminados, manipulados em locais sem boa higiene ou conservados fora da temperatura recomendada. Para evitar, é recomendável consumir alimentos produzidos e comercializados em lugares confiáveis e estimular a lavagem das mãos das pessoas que manipulam alimentos e das crianças.

Outro vírus transmitido por água e alimentos contaminados é a hepatite A. Esta doença deixa a pele e os olhos amarelados, além de provocar náuseas e vômitos. Para se proteger do vírus da hepatite A, além dos cuidados com a ingestão de água tratada e alimentos de origem confiável, existe uma vacina, deve ser aplicada nas crianças a partir dos 12 meses.

As conjuntivites são causadas por vírus e bactérias. O contágio ocorre de pessoa a pessoa, através com contato com secreções oculares, transmitidas pelas mãos, toalhas, lenços ou água da piscina. Os sintomas da conjuntivite são vermelhidão, inchaço, coceira e sensação de ardência nos olhos. A doença pode ser prevenida pela lavagem frequente das mãos e evitar compartilhar óculos e toalhas.

No verão também é importante ficar atento à dengue. As chuvas, o calor e a presença de recipientes abertos (garrafas, vasos de planta, pneus velhos) são a combinação ideal para ocorrer a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue. Os principais sintomas da doença são febre e dor no corpo. Para prevenir a dengue é fundamental esvaziar recipientes com água parada, onde o mosquito costuma colocar seus ovos. O uso de repelentes contra insetos também é recomendado.

Neste ano, também existe o risco do aparecimento de uma nova doença: a Febre Chikungunya, causada por um vírus transmitido pelo mesmo mosquito transmissor da dengue. Já há relatos de transmissão desta doença em alguns estados do Brasil, como Amapá e Bahia, além de países da América Central (inclusive ilhas do Caribe), algumas regiões dos Estados Unidos e sudeste da Ásia. Os sintomas mais comuns são febre, dor nas articulações, dor de cabeça e manchas vermelhas na pele. Não existe tratamento específico, apenas sintomáticos. A prevenção é a mesma da dengue.

Não existe uma receita única para a prevenção de todas essas doenças. Para algumas existe vacina, para outras manter uma boa higiene das mãos e fazer boas escolhas na hora de alimentar as crianças é fundamental para protegê-las. Em caso de dúvida, ou se aparecer algum sintoma, procure o pediatra da sua confiança. Ele poderá orientar os pais, para que nenhuma surpresa desagradável estrague as suas férias.

 

Autor: Dr. Francisco Ivanildo de Oliveira Junior

 

Francisco Ivanildo de Oliveira Junior  é médico infectologista, com mestrado na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Atualmente supervisor médico do Ambulatório do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Infantil Sabará.

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal (CRM-SP: 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo , com Especialização na Universidade de São Paulo (USP) e Pós Graduação em Gestão na UNIFESP. Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás e David.

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