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Como prevenir gravidez indesejada na adolescência
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Como prevenir gravidez indesejada na adolescência

Como prevenir gravidez indesejada na adolescência

04/02/2019
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Pais de jovens adolescentes ficam muito preocupados, após o início da puberdade, com a sexualidade de seus filhos.

Como pediatra, gostava de hebiatria e sempre atendi adolescentes. Hoje, como pratico muito pouco a pediatria no consultório, sou muito questionado sobre esses assuntos de maneira informal, e me pergunto sempre se os pais não conversam sobre isso com seus pediatras. Para minha surpresa, poucos profissionais e poucos pais se sentem à vontade de tocar nesses assuntos.


A proporção de mulheres americanas que usam alguma forma de contracepção no primeiro mês de atividade sexual aumentou ao longo de um período de 45 anos, em grande parte devido ao uso de preservativos, mas muitos adolescentes ainda correm o risco de gravidez indesejada, de acordo com um estudo em fevereiro de 2019 publicado na revista Pediatrics.

O estudo “Iniciação Contraceptiva Entre Mulheres nos EUA: Tempo, Métodos Utilizados e Resultados da Gravidez”, analisou dados da Pesquisa Nacional de Crescimento Familiar dos EUA, entre 2002-2015, para calcular os resultados de datas autor referidas de iniciação de vida sexual, início da contracepção e gravidez indesejada.

Pesquisadores analisaram respostas de mais de vinte e seis mil mulheres entre 1970 e 2014 para identificar tendências, observando que a mulher americana se torna sexualmente ativa por volta dos 17 anos.

Os autores mostram que o uso de contraceptivos na época do início da vida sexual se tornou cada vez mais comum, embora a maioria Adolescentes e jovens adultos dos EUA ainda contam com preservativos sozinhos para a prevenção da gravidez durante o primeiro mês de atividade sexual.

Eles também mostram que as mulheres com iniciação contraceptiva tardia (após o primeiro mês de atividade sexual) tinham quatro vezes mais probabilidade de ter uma gravidez indesejada dentro de três meses de início da vida sexual, em comparação com mulheres que começaram a usar qualquer forma de contracepção durante o primeiro mês de vida.

Atividade sexual

É de notar que as mulheres dos EUA entre os 18 e os 24 anos têm as taxas mais elevadas de gravidez indesejada, o que está associado ao atraso no pré-natal, nascimento prematuro e baixo peso ao nascer.Mais comum entre mulheres negras, hispânicas e de baixa renda.

A prevalência de iniciação sexual no Brasil, parece ser anterior ao mostrado neste trabalho. Antes dos 14 anos de idade, em um estudo realizado no Rio Grande do Sul, a taxa de prevalência foi de 19%, sendo maior no sexo masculino, nos adolescentes com menor escolaridade, de baixo nível econômico e naquelas cujas mães tinham baixa escolaridade e tiveram filhos na adolescência.

A prática sexual esteve relacionada às variáveis comportamentais analisadas. Na última relação sexual, 30% das entrevistadas não haviam usado métodos contraceptivos e 18% não usaram preservativos. Meninos referiram maior número de parceiros (as) sexuais do que meninas.

A pesquisa Mosaico 2.0 em 2017, coordenada por Carmita Abdo da Faculdade de Medicina da USP, consultou mais de três mil internautas entre 18 e 80 anos para analisar o comportamento sexual dos brasileiros. A pesquisa concluiu que adolescentes iniciam a atividade sexual na faixa entre os 13 e 17 anos de idade.

Perguntas sobre iniciação e hábitos sexuais também concluíram que o uso de preservativos no Brasil é muito baixo (a utilização adequada nas relações sexuais é da ordem de um terço da população, seja masculina ou feminina) durante a adolescência, mantendo mitos e tabus sobre a prática sexual.

Saiba mais sobre esse assunto no blog do Hospital Infantil Sabará:

Controle efetivo de natalidade para adolescentes sexualmente ativos

Como lidar com a saúde sexual e reprodutiva com adolescentes

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte:

  1. Pediatrics January 2019

Contraceptive Initiation Among Women in the United States: Timing, Methods Used, and Pregnancy Outcomes

Mara E. Murray Horwitz, Dennis Ross-Degnan, Lydia E. Pace

  1. Revista Brasileira de Epidemiologia 2015, vol.18,

Início da vida sexual entre adolescentes (10 a 14 anos) e comportamentos em saúde

GONCALVES, Helen et al.

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1415-790X2015000100025&script=sci_abstract&tlng=pt

As informações contidas neste site não devem ser usadas como um substituto para o cuidado médico e orientação de seu pediatra. Pode haver variações no tratamento que o pediatra pode recomendar com base em fatos e circunstâncias individuais.

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