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Transfusões de sangue são seguras para crianças?
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Transfusões de sangue são seguras para crianças?

Transfusões de sangue são seguras para crianças?

21/02/2012
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Saiba mais sobre os tipos de doação e substitutos sanguíneos

Crianças em estados graves e hospitalizadas, muitas vezes, vão precisar receber sangue, e invariavelmente vem a pergunta: é seguro fazer transfusão em crianças? Hoje em dia, esses procedimentos são muito mais seguros e feitos com mais discussão sobre a necessidade de dar hemoderivados para crianças e adultos, além de algumas vezes, haver problemas de ordem religiosa. Para responder esta e outras questões escrevemos este artigo.

É seguro fazer transfusão em crianças?

Por motivo de doença ou lesão, algumas crianças precisam receber transfusões de sangue e hemoderivados. Este procedimento pode ser assustador para os pais e seus filhos. Muitos responsáveis também estão preocupados com a segurança das transfusões. Enquanto o suprimento de sangue no Brasil e, especialmente em São Paulo, é considerado muito seguro, os pais devem saber algumas coisas sobre o processo e a segurança dos produtos de sangue para os pequenos.

O hemocentro de São Paulo (Fundação Pró-Sangue) é o responsável pelo sangue na cidade e diz:

“A prática de selecionar criteriosamente os doadores, bem como as rígidas normas aplicadas para testar, transportar, estocar e transfundir o sangue doado, fez dele um produto muito mais seguro do que já foi anteriormente.

Apenas pessoas saudáveis e que não sejam de risco para adquirir doenças infecciosas transmissíveis pelo sangue, como Hepatites B e C, HIV, Sífilis e Chagas, podem doar sangue. Antes de toda doação, o candidato é submetido a um teste de anemia, à aferição de seus batimentos cardíacos, pressão arterial e temperatura e respondem a um questionário onde é lhe perguntado detalhadamente questões sobre a sua saúde e sobre seu comportamento. Somente após essas etapas é que o candidato estará aprovado para a doação de sangue”.

Todo o sangue doado será rigorosamente testado para verificar se existem doenças passíveis de serem transmitidas por ele:

-Vírus da imunodeficiência humana (HIV), que causa a AIDS;

-Vírus T-linfotrópico humano (HTLV), associado a uma forma rara de leucemia, Sífilis, Hepatite B, Hepatite C.

Se um doador é considerado com risco significativo para ter uma infecção transmissível, ele não é aceito. Se uma unidade de sangue é insegura, ela é destruída. O doador é então contatado e aconselhado a não doar no futuro.

Opções para transfusão de sangue

Se o seu filho precisar de uma transfusão, você poderá escolher de onde o sangue vem:

Transfusão autóloga
O paciente doa seu próprio sangue, antes da cirurgia, para ser usado se necessário. Não há risco de transmissão de doenças ou reações alérgicas. Não é adequado para crianças menores de 9 ou 10 anos. Não pode ser usado para a cirurgia de emergência, porque a doação deve ser planejada com antecedência. Pode não é possível para pacientes com certas condições médicas.

Reciclagem de sangue
O sangue perdido durante a cirurgia é coletado, limpo e volta para o paciente. Não há risco de transmissão de doenças ou reações alérgicas. Não pode ser usado para uma cirurgia de emergência, porque o processo de reciclagem deve ser planejado com antecedência. Pode não é possível para pacientes com certas condições médicas. Não é comum no Brasil.

Doação dirigida
Os pacientes escolhem seus doadores de sangue próprio. Por exemplo, os pais podem doar sangue a seus filhos. As pessoas que se sentem mais seguras, selecionam seus próprios doadores. Os tipos de sangue devem ser o mesmo ou compatível com o do paciente. Ainda tem um risco de transmissão de doenças e reações alérgicas. Deve ser planejada com antecedência. Alguns hospitais não permitem este tipo de doação.

Doadores de sangue de voluntários
Prontamente disponíveis; rastreio de doenças. Os tipos de sangue devem ser o mesmo ou compatível com o do paciente. Há um pequeno risco de transmissão de doenças e reações alérgicas.

Alternativas de sangue
Algumas alternativas para o sangue humano e alguns produtos têm sido desenvolvidos. Por exemplo, as crianças com hemofilia podem receber fatores de coagulação altamente purificados ou feitos sem proteína humana, em laboratório, chamados de “técnicas de DNA recombinante”. Os fatores recombinantes são praticamente 100% livres de germes e podem ser transferidos de um doador para um receptor de transfusão.

Há também hormônios ou fatores de crescimento disponíveis, que podem aumentar a produção de células sanguíneas.

Quando existe tempo que permite o tratamento com um desses medicamentos, pode-se eliminar a necessidade de uma transfusão. Pesquisas estão sendo realizadas em uma série de laboratórios e em vários substitutos de glóbulos vermelhos. Tais substitutos eliminariam a necessidade de doadores de células vermelhas do sangue e fazer transfusões seria mais simples e seguro.

Lembre-se:

Se o seu filho precisa receber sangue ou produtos sanguíneos, fale com seu pediatra sobre qualquer preocupação ou medos que você tenha sobre o procedimento.

Se necessário, procure um especialista em medicina de transfusão (geralmente um patologista clínico afiliado com um banco de sangue do hospital). Você pode aprender tudo sobre a condição do seu filho, compreender os benefícios e os riscos de receber sangue ou hemoderivados.

Fontes: Fundação Pró-Sangue
Immunizations & Infectious Diseases: An Informed Parent’s Guide (Copyright © 2005 American Academy of Pediatrics)

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal (CRM-SP: 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo , com Especialização na Universidade de São Paulo (USP) e Pós Graduação em Gestão na UNIFESP. Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás e David.

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