PESQUISAR

Sobre o Centro de Pesquisa
Sobre o Centro de Pesquisa
Residência Médica
Residência Médica
Vacinas para adolescentes e jovens adultos
Compartilhar pelo Facebook Compartilhar pelo Twitter Compartilhar pelo Google Plus Compartilhar pelo WhatsApp
Vacinas para adolescentes e jovens adultos

Vacinas para adolescentes e jovens adultos

10/03/2016
  2108   
  0
Compartilhar pelo Facebook Compartilhar pelo Twitter Compartilhar pelo Google Plus Compartilhar pelo WhatsApp

 

Muitos pais tendem a pensar em vacinas como algo necessário para lactentes e crianças jovens, mas menos importante mais tarde na vida. Na verdade, adolescentes e adultos jovens muitas vezes contraem um número de doenças evitáveis ​​por vacinação, incluindo coqueluche, sarampo e meningite. Eles precisam de proteção contra doenças infecciosas também.

Os adolescentes devem continuar a ver seus pediatras ou outros médicos em uma base regular. Todos os adolescentes (ou seus pais) devem manter um registo atualizado das suas imunizações. Muitos vão precisar de mais vacinas quando são adolescentes, especialmente se eles perderam alguma de suas outras imunizações.

Diretrizes para vacinas específicas para adolescentes da Academia Americana de Pediatria (AAP) e outras organizações médicas:

Tétano-Difteria pertussis acelular (dTpa) ou tétano-difteria (Td) .

A vacina dTpa deve ser administrada em crianças com idade entre 11 e 12 anos. Ela pode ser administrada dos 13 aos 18 anos, se não receber em idade precoce. Adolescentes grávidas não previamente vacinadas com dTpa devem receber uma dose da dTpa durante a segunda metade da gravidez. A dTpa pode ser determinada independentemente do tempo, desde que tenha recebido uma vacina Td anterior. O reforço Td é usado em pessoas que não devem tomar a vacina pertussis. Doses de reforço de Td são recomendadas a cada 10 anos para adultos.

Meningocócica (ACWY) – (não faz parte do calendário oficial brasileiro, mas pode ser encontrada nas clínicas de vacinação privadas).

A vacina conjugada meningocócica (ACWY) é recomendada para crianças com idade entre 11 e 12 anos, com uma dose de reforço dada na idade de 16 anos. Adolescentes que receberam a primeira dose MCV entre 13 e15 anos de idade devem receber uma dose de reforço na idade de 16 a 18 anos. Uma dose de MCV deve ser dada aos estudantes universitários não vacinadas anteriormente, especialmente calouros, que vivem em dormitórios. Qualquer adolescente mais velho que nunca foi vacinado deve se vacinar o mais rapidamente possível. No Brasil a vacina é recomendada a partir do primeiro ano de vida.

Papiloma vírus humano (HPV)

A vacina contra o HPV é recomendada para crianças com idades compreendidas entre 11 e 12 anos, de modo que elas fiquem protegidas antes da exposição ao vírus. Existem três tipos de vacina contra o HPV (CERVARIX, a vacina, a vacina e-9) que são apresentados como uma série de três doses. As jovens devem receber três doses de qualquer dessas vacinas para a prevenção de doenças relacionadas com o HPV. Os meninos devem receber três doses de HPV4 (Gardasil) ou HPV9 (Gardasil-9). Adolescentes de 13 anos ou mais que não tomaram todas as vacinas quando eram mais jovens, devem completar a série de vacinas. Adolescentes e adultos jovens precisam de todas as três doses para proteção integral. No calendário oficial, recomenda-se duas doses em meninas entre 9 e 13 anos.

Gripe

Todos os adolescentes (e crianças a partir de 6 meses de idade) devem ser vacinados anualmente com a vacina contra influenza. No Brasil, só a população de risco recebe as doses da vacina de gripe nos postos de saúde.

Hepatite B

A maioria das pessoas que tem uma infecção por hepatite B tem o vírus, como adolescentes ou adultos jovens. Adolescentes que não foram previamente imunizados com a vacina de três doses da hepatite B deverão tomá-la. Adolescentes com idade superior a 18 anos possuem maior risco de contrair hepatite B, talvez por serem sexualmente ativos, viverem na mesma casa que uma pessoa infectada com hepatite B ou terem sido expostos no trabalho. No Brasil a vacina para Hepatite B é dada de rotina em bebês.

Sarampo, caxumba e rubéola (MMR ou SCR ou tríplice viral)

É necessário verificar os registros de vacinação do adolescente para ter certeza de que ele recebeu duas doses da vacina MMR. Se não recebeu, ele deverá tomar a segunda dose da vacina.

Varicela

Esta vacina deve ser dada aos adolescentes que nunca tiveram catapora e nunca receberam esta imunização. Se for um adolescente de 13 anos ou mais, são necessárias duas doses dadas com um mês de intervalo. No Brasil essa vacina não faz parte do calendário oficial.

Pneumocócica

Esta vacina deve ser dada aos adolescentes que têm uma condição que os torna mais propensos a contrair a doença pneumocócica e os problemas a ela associados. Faz parte do calendário oficial e é dada no primeiro ano de vida.

Hepatite A

A vacina contra infecções por hepatite A é apropriada para adolescentes que se enquadram em qualquer categoria, incluindo aqueles que vivem em uma comunidade com alta taxa de infecções de hepatite A, ou planeja viajar ou frequentar escola em um país ou estado com alta taxa de infecções por hepatite A.

 

  1. Fonte Source Caring for Your School-Age Child: Ages 5 to 12 (Copyright © 2004 American Academy of Pediatrics)
  2. http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/leia-mais-o-ministerio/197-secretaria-svs/13600-calendario-nacional-de-vacinacao
  3. http://www.sbim.org.br/wp-content/uploads/2015/10/calend-sbim-adolescente-11-19-anos-2015-16-150828-spread.pdf

As informações contidas neste site não devem ser usadas como um substituto para o cuidado médico e a orientação de seu pediatra. Podem haver variações no tratamento que o profissional pode recomendar com base em fatos e circunstâncias individuais.

 

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal (CRM-SP: 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo , com Especialização na Universidade de São Paulo (USP) e Pós Graduação em Gestão na UNIFESP. Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás e David.

deixe uma mensagem O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

posts relacionados

INICIATIVAS DA FUNDAÇÃO JOSÉ LUIZ EGYDIO SETÚBAL
Sabará Hospital Infantil
Pensi Pesquisa e Ensino em Saúde Infantil
Autismo e Realidade