PESQUISAR

Sobre o Centro de Pesquisa
Sobre o Centro de Pesquisa
Residência Médica
Residência Médica
Você sabe o que é anafilaxia? Como prevenir estas reações?
Compartilhar pelo Facebook Compartilhar pelo Twitter Compartilhar pelo Google Plus Compartilhar pelo WhatsApp
Você sabe o que é anafilaxia?  Como prevenir estas reações?

Você sabe o que é anafilaxia? Como prevenir estas reações?

11/04/2014
  7461   
  0
Compartilhar pelo Facebook Compartilhar pelo Twitter Compartilhar pelo Google Plus Compartilhar pelo WhatsApp

ALERGIAS--644x362

 

Anafilaxia é uma reação alérgica aguda, com risco de morte, que pode afetar todo o corpo geralmente é provocada por algo ingerido ou injetado. É uma EMERGÊNCIA médica!

Em um primeiro contato com um alérgeno, por exemplo, uma picada de abelha, a pessoa alérgica pode desenvolver um tipo particular de anticorpo conhecido como imunoglobulina E (ou IgE). A reação alérgica generalizada que se segue é chamada anafilaxia. O corpo todo é envolvido. As reações podem ser leves, e só envolver a pele (urticária ou vergões, vermelhidão da pele e coceira generalizada), ou graves (falta de ar e / ou perda de consciência, com perda de pressão arterial).

SINTOMAS

Os sintomas aparecem em alguns minutos após um encontro com um alérgeno, e geralmente atingem maior gravidade em até 30 minutos. Por vezes, pode haver uma segunda fase de reação, 1 a 8 horas após o início.

Quais são os sintomas mais frequentes, podem iniciar juntos ou em sequencia:

  • Coceira nos lábios, língua, palato e pele.
  • Inchaço nos lábios, língua, pálpebras e garganta.
  • Coceira e lacrimejamento nos olhos.
  • Manchas ou placas vermelhas na pele (urticária)
  • Aumento da frequência cardíaca.
  • Cólicas abdominais, náuseas, vômitos, diarreia.
  • Dificuldade em respirar devido ao inchaço na garganta, chiado e asma.
  • Sensação de morte iminente.
  • Colapso, perda de consciência, fraqueza e mal-estar causado por uma queda da pressão arterial.

 

CAUSAS

Em teoria, qualquer proteína é capaz de causar anafilaxia. Entretanto, dentre as causas principais estão os alimentos, medicamentos, veneno de insetos e látex.

Alimentos: cerca de 6% das crianças sofrem de alergias alimentares, algumas com anafilaxia. Os alimentos mais comumente implicados são:

  • Leite (de vaca, de cabra).
  • Frutos secos: amendoim, nozes, avelã, castanha, amêndoa.
  • Ovos.
  • Peixes e mariscos (camarão, caranguejo, lagosta, ostra, vieiras).
  • Sementes (gergelim, mostarda), frutas, legumes.
  • Pólen: ambrósia, grama ou pólen de árvores. Em alguns casos, as pessoas suscetíveis à anafilaxia podem sofrer da “Síndrome da alergia oral”, na qual ocorre intensa coceira na boca e garganta, com ou sem inchaço na face, causada pela ingestão de certos alimentos derivados de plantas. Isto é devido a estreita relação entre proteínas encontradas em ambos os pólens e os alimentos. Exemplos específicos destes tipos de associações são:
    • Pólen de bétula: maçãs, batatas cruas, cenouras, aipo e avelãs.
    • Artemísia pólen: aipo, maçã, amendoim e kiwi.
    • Pólen ambrósia: melancia, melão e bananas.
    • Látex: banana, abacate, kiwi, castanha e mamão

Antibióticos e outros medicamentos:

  • Antibióticos: Penicilinas e cefalosporinas.  Ocorrem com maior frequência se usado injetado e menos por via oral. As reações alérgicas ocorrem em 1 a 5% dos tratamentos com penicilinas e 20% destas são do tipo anafilático.
  • Relaxantes musculares e narcóticos usados ​​em anestesia.
  • Anti-inflamatórios.
  • Contrastes radiológicos: causam reações alérgicas em cerca de 5% dos pacientes.
  • Produtos derivados do sangue (transfusões).

 

Insetos

  • Veneno de abelha, vespa, marimbondos e formiga de fogo (contêm enzimas que são capazes de causar anafilaxia).

Látex

  • Materiais e equipamentos de uso em procedimentos médicos e dentários: luvas, cateteres e sondas. Os profissionais da saúde podem desenvolver alergia ocupacional através do uso frequente de luvas de látex, especialmente as que contêm pó.
  • Materiais de uso cotidiano, por exemplo, em balões de festa, luvas para limpeza doméstica, preservativos, elásticos e brinquedos de borracha.

 

Produtos químicos

  • Sulfitos: conservantes adicionados a alimentos, bebidas e medicamentos para impedir a deterioração podem raramente causar anafilaxia em pessoas susceptíveis.

TRATAMENTO

O tratamento deve ser o mais precoce possível, assim que ocorrem os primeiros sintomas, para evitar a progressão do quadro. Quanto mais cedo o ataque é tratado, menos grave será.

Aos pacientes com este diagnóstico, recomenda-se que ele sempre carregue um kit de injeção de epinefrina, que deve ser administrada no músculo imediatamente, enquanto se aguarda o socorro. Se não houver melhora após alguns minutos, deve ser dada uma segunda injeção. Em nosso país não há registro deste medicamento para auto-aplicação, o que dificulta a rapidez do tratamento e, neste caso, torna-se imperativo o socorro médico imediato.

Mesmo quando há uma boa resposta à injeção de epinefrina, o paciente deve ser transferido para o hospital para observação, por causa do risco de uma segunda fase de ataque anafilaxia. O tratamento no hospital pode envolver o uso de outras drogas como anti-histamínicos e corticoides, além da adrenalina e soro intravenoso.

 PREVENÇÃO

Um indivíduo que tenha sofrido um ataque de anafilaxia deve ser encaminhado ao especialista para identificar a causa da reação. O alergista é o profissional responsável por indicar o exame apropriado para identificar os anticorpos responsáveis pela alergia presentes no corpo e, portanto, definir qual é o provável alérgeno provável responsável pela anafilaxia. Os pacientes em risco deverão utilizar um bracelete ou outra identificação de alerta médico detalhando as alergias conhecidas. Isso auxiliará o socorro, durante um possível ataque. Em casa, trabalho e escola, as pessoas que convivem com o paciente devem ser alertados para o problema do paciente, e orientadas sobre o que fazer em caso de emergência.

Conselhos para prevenção alergia a alimentos

  • O aleitamento materno é a melhor opção para prevenção da alergia ao leite de vaca.
  • Observe com cuidado os rótulos dos alimentos, existem muitos alimentos processados que “escondem” alérgenos alimentares. Por exemplo, amendoim em sorvete e proteína do leite de vaca em fast food. Existe uma campanha nacional para conscientização sobre a necessidade da rotulagem adequada dos alimentos e produtos.
  • Se seu filho é alérgico a algum alimento, certifique-se que os professores e supervisores de refeições na escola estão cientes.
  • Refeições fora de casa: consulte os ingredientes utilizados com o garçom ou chef.
  • Consulte uma nutricionista que pode ajudar na orientação de uma dieta que substitua os alérgenos alimentares.

Conselhos para prevenção de picadas de inseto

  • Mantenha-se afastado de áreas onde os insetos constroem ou têm seus ninhos,
  • Tenha cuidado ao escolher frutos maduros ou quando essa fruta está no chão debaixo de uma árvore.
  • Mantenha sempre os alimentos cobertos e limpe as áreas para refeição ao ar livre (churrasqueira) e lixeiras.
  • Não use perfume, roupas de cores florais e brilhantes.
  • Mantenha um spray inseticida no carro.
  • Usar sapatos fechados ao ar livre e não andar descalço
  • Não use roupas folgadas que possam aprisionar os insetos .

Conselhos para prevenção de reações a medicamentos

  • Informe aos médicos, dentistas e outros profissionais da saúde sobre sua alergia.
  • Verifique a bula de medicamentos para gripes e resfriados que podem conter substância à qual você é alérgico.

Conselhos para evitar reações de látex

  • Evitar o contato com produtos de látex natural. Existe uma campanha nacional para obrigar a rotulagem dos materiais que contém látex natural.
  • Informar médicos, dentista e outros profissionais de saúde, familiares, empregadores e funcionários da escola sobre a alergia.
  • Use produtos sintéticos em vez de produtos de látex natural.
  • Evite o uso de luvas de látex com pó para evitar a inalação de proteínas do látex.
  • Em caso de reação cruzada, evitar alimentos que contêm as mesmas proteínas alergênicas do látex como: abacate, banana, kiwi, mandioca e castanhas.

 

Fonte: Fatima Rodrigues Fernandes

Diretora Executiva do Instituto Pensi – Pesquisa e Ensino em Saúde Infantil

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal (CRM-SP: 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo , com Especialização na Universidade de São Paulo (USP) e Pós Graduação em Gestão na UNIFESP. Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás e David.

deixe uma mensagem O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

mensagem enviada

  • ANA fRANCISCA cORGES fENLEY bOTELHO sCHOLZ disse:

    Eu tive uma reação alérgica grave…três injeções de adrenalina evitaram o caos.
    Até hoje não sei qual foi a causa desta tremenda alergia. Muito bom saber quando se trata de emergência médica. As crianças merecem…todo cuidado sempre!

  • Elaine Cristina Gomes disse:

    meu neto de 4 anos foi picado por marimbondo e ele ficou em instante todo embolado boca e olhos inchados mãos e pés dizia que a boca tava doendo, foi socorrido graças a Deus, vamos leva-lo num alergista. mas estou preocupada se for Anafilaxia, gostaria de saber se tem cura, porque nunca estamos livres de picadas de insetos, ele vai ter que andar com um kit de primeiro socorros pra sempre ? obrigada Elaine

    • Equipe Sabará disse:

      Olá Elaine, sem mais detalhes sobre o caso do seu pequeno não podemos dar muitas informações. Recomendamos que procure um médico especializado para que ele apresente suas considerações e e tire todas as suas dúvidas. Assim, você poderá ficar mais tranquila. Abraços!

posts relacionados

INICIATIVAS DA FUNDAÇÃO JOSÉ LUIZ EGYDIO SETÚBAL
Sabará Hospital Infantil
Pensi Pesquisa e Ensino em Saúde Infantil
Autismo e Realidade