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Alergia alimentar: uma doença que vem crescendo com os hábitos modernos
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Alergia alimentar: uma doença que vem crescendo com os hábitos modernos

Alergia alimentar: uma doença que vem crescendo com os hábitos modernos

08/09/2011
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As alergias representam o grupo de doenças crônicas mais frequente em crianças. Segundo estudos atuais, elas parecem estar aumentando de modo preocupante. Vários fatores são apontados como possíveis responsáveis por esta situação, tais como: o modo de vida moderno, que nos põe em contato com alérgenos ambientais; o menor contato com microorganismos que poderiam estimular o sistema imune e gerar uma resposta protetora contra alergia; e a introdução de novos alérgenos potenciais na dieta pela aquisição de novos hábitos alimentares. Em particular, a alergia alimentar é uma situação que preocupa as famílias, pois pode prejudicar o crescimento e desenvolvimento da criança, além de alterar a rotina da casa.

Nos EUA, um estudo recente que avalia a frequência da alergia alimentar, relata que 8% dos menores de 18 anos sofrem com este problema, ou seja, quase 6 milhões de crianças e adolescentes.

Destes, mais de 1/3 tem quadros graves. O tipo de alimento desencadeante varia conforme os hábitos regionais e, para os americanos, os alimentos mais implicados são o amendoim (25,2%), leite (21,1%) e crustáceos (17,2%).

 

No Brasil não existem estudos amplos sobre a prevalência exata desta doença na população. Entretanto, em um estudo de 2004, os alimentos mais comumente encontrados em 457 pacientes com alergia em diversas regiões do país foram: peixe (30,2%), ovo (24,5%), leite de vaca (20,3%), trigo (20,1%), amendoim (14,7%), soja (12,3%) e milho (10,9%).

O leite de vaca foi o mais frequente em crianças abaixo de 2 anos (26%). A alergia alimentar pode manifestar-se com diferentes sintomas. Pode haver comprometimento da pele (urticárias, inchaços ou eczemas), sistema digestório (vômitos, diarreia, distensão do abdome) e, menos frequentemente, o sistema respiratório (asma).

Em casos mais raros, pode ocasionar o choque anafilático. Para o diagnóstico e controle preciso destes quadros, é necessária uma abordagem especializada, que inclui desde o histórico detalhado do paciente, testes na pele ou no sangue e, em alguns casos, os testes de provocação com o alimento suspeito.

Saiba mais sobre o choque anafilático

Uma vez determinada a causa, deve-se suspender o alimento e seus derivados. Muita atenção deve ser prestada aos componentes “ocultos” presentes em certos alimentos industrializados, que podem conter frações do alimento ao qual o paciente é sensível (ex. caseína, que é uma proteína do leite).

O médico deve orientar os termos correlatos ao alimento e a família deve acostumar-se a ler os rótulos dos alimentos industrializados. Também é importante elaborar uma dieta substitutiva, equilibrada e adequada para a idade da criança que assegure o crescimento e desenvolvimento normal.

Leia também: Quando suspeitar de alergia alimentar quando a criança não quer comer? 

Por fim, o aleitamento materno, pelo menos até os 6 meses, é uma forma de prevenir as alergias alimentares.

Atualizado em 29 de janeiro de 2024

Dra. Fátima Fernandes

Dra. Fátima Fernandes

Diretora Executiva do Instituto PENSI. Graduada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, com Residência Médica em Pediatria pelo Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. É mestre em Alergia e Imunologia pela Universidade Federal de São Paulo e possui MBA em Gestão em Saúde pelo IBMEC.

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