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Dicas de segurança para o uso de medicamentos em crianças
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Dicas de segurança para o uso de medicamentos em crianças

Dicas de segurança para o uso de medicamentos em crianças

31/03/2014
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Nos EUA, mais de 7.000 crianças visitam o departamento de emergência a cada ano por problemas relacionados com reações aos medicamentos ou erros ao ministrar a medicação. Erros geralmente envolvem medicamentos para dor e febre, como paracetamol e ibuprofeno. Para evitá-los, alguns cuidados devem ser postos em prática.

 Dicas de segurança – medicação em geral

1-     Mantenha os medicamentos fora do alcance das crianças e devidamente fechados para evitar o fácil contato.

2-     Medicamentos compostos muitas vezes têm vários outros misturados dentro. Por exemplo, não dê um remédio para febre se a criança já está usando um remédio para resfriado. Lembre-se, medicamentos simples (com um componente) são geralmente melhores para evitar confusão.

3-     Verifique a bula da medicação e as datas de vencimento. Remédios vencidos podem perder o efeito e são prejudiciais.

4-     As crianças prestam atenção aos adultos que tomam medicação. Às vezes, uma criança de 2 ou 3 anos de idade pode dizer que têm uma dor de cabeça ou dor de estômago para chamar a atenção ou para tomar a medicação que o adulto tomou. Por isso, preste atenção aos sintomas que a criança diz sentir.

Dosagem de segurança

 1-     Dar a dose correta. Medir a dose exatamente.

2-     Use uma colher de medição ou seringa. Uma colher de chá = 5 ml (cc). Colheres de chá e colheres de cozinha não são precisas, elas têm de 2-7 ml (cc) e não devem ser usadas.

3-     Dê o medicamento nos horários prescritos. Se você esquecer de uma dose, verifique a bula ou fale com o médico para orientações.

4-     Dar medicamentos que tratam os sintomas (tais como: tosse persistente) somente se seu filho precisar e nunca para crianças com menos de 2 anos. O uso contínuo geralmente não é necessário. Fale com o seu médico.

5-     Tenha cuidado especial com medicamentos que se compra sem receita. Alguns remédios para adultos nunca devem ser usados em crianças. Fale com o seu médico ou farmacêutico.

6-     Antitérmicos podem ser dados para febre acima de 38°C. Lembre-se que a febre pode ser uma maneira do organismo combater a infecção. Tenha cuidado para não usar casualmente medicação para baixar a febre.

 Medicamentos e alimentos

Geralmente é melhor não misturar medicamentos com comida ou bebida porque podem interferir em sua eficácia ou diluir a dose. Pergunte ao médico do seu filho antes de misturar medicamentos com alimentos ou líquidos.

Alguns medicamentos não possuem um gosto muito bom. Seu filho pode comer antes ou depois algo para ajudar a amortecer o gosto. Ou, ainda, você pode oferecer um suco favorito para ajudar a engolir a medicação ruim.

Se o medicamento não é essencial (como a maioria dos medicamentos não prescritos) pode ser suspenso. Se você não tem certeza, contate o seu prestador de cuidados de saúde. Se a medicação é essencial, seja firme, e ajude o seu filho explicando a razão de tomá-la.

Se o seu filho precisa tomar a medicação, seja em casa, na escola ou no berçário, não esqueça de falar com o responsável. Além disso, quando ele estiver bem o suficiente para voltar para a escola / creche, os professores e orientadores precisam ajudar no monitoramento durante o tempo de medicação, compartilhar informações sobre as melhorias dos sintomas e como eles estão respondendo ao tratamento.

Fonte: Adaptado de Currículo para Administração de Medicamentos em Educação e configurações Child Care (Copyright © American Academy of Pediatrics 2012)

As informações contidas neste site não devem ser usadas como substitutas para o tratamento médico e orientação de seu pediatra. Pode haver variações no tratamento que o pediatra pode recomendar com base em fatos e circunstâncias individuais.

Leia também: Intoxicação por medicamentos: um problema de saúde pública

Atualizado em 6 de junho de 2024

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

(CRM-SP 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, com especialização na Universidade de São Paulo (USP) e pós-graduação em Gestão na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás, David e Benjamim.

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