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“É preciso aprender a pesquisar”
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“É preciso aprender a pesquisar”

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07/06/2023
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Gustavo Falbo Wandalsen, assessor científico do Instituto PENSI

 

O Trabalho de Conclusão de Curso é um estágio importante na aprendizagem do jovem médico

 

A cada ano, a medicina se beneficia de novas descobertas tecnológicas e aparelhos de última geração. Entretanto, o fator humano continua a ser fundamental na prática médica. Profissionais das mais diversas especialidades precisam ter experiência prática; aliado à tecnologia, o conhecimento empírico fornece os melhores caminhos de atendimento. Nesse sentido, a residência médica, para os jovens profissionais, é uma etapa muito importante. E, dentro dela, o TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) é essencial na trajetória dos especialistas.

A residência médica é um período de aprendizagem em serviço, quando médicos, usualmente formados há pouco tempo, aprendem uma especialidade médica trabalhando e praticando sob supervisão de um corpo de professores e preceptores. A maior parte do tempo da residência médica é empregada na formação prática dos residentes, essencialmente nas atividades clínicas e cirúrgicas (nos casos das residências em cirurgia).

Na pediatria, por exemplo, após a formação na pediatria geral, ainda existe a opção de uma subespecialidade. Se essa for a escolha do profissional, ele ainda precisará passar por uma segunda residência, como no caso da medicina intensiva.

Aprendendo a pesquisar

Gustavo Falbo Wandalsen, assessor científico do Instituto PENSI e professor adjunto do Departamento de Pediatria na UNIFESP na área de alergia, fala sobre a importância do TCC para os alunos e alunas. “Trata-se de uma atividade diferente, na qual o residente deve se aprofundar em um tema específico da especialidade. Em alguns serviços, o TCC pode ser a revisão detalhada e atualizada de um tema, mas em muitos se exige que o residente desenvolva um projeto de pesquisa na sua área.” Segundo Wandalsen, esse formato possibilita que o residente vivencie todas as etapas de uma pesquisa, desde o desenvolvimento de uma pergunta com interesse científico, elaboração de um projeto capaz de abordar o tema e responder à pergunta feita, avaliação dos aspectos éticos envolvidos e submissão do projeto ao Comitê de Ética em Pesquisa, recrutamento de pacientes, coleta dos dados, análise dos resultados obtidos e redação de artigo científico com discussão crítica das informações alcançadas.

Para Regina Grigolli Cesar, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e orientadora dos residentes de pediatria geral e terapia intensiva pediátrica do Programa de Residência Médica do Instituto PENSI, o Trabalho de Conclusão de Curso permite que o residente treine uma habilidade fundamental: aprender a pesquisar. A medicina está em constante evolução e os saberes não são estanques. “Os alunos aprendem a elaborar um tema, fazer pesquisa bibliográfica, desenvolver uma metodologia racional para coletar dados para, ao final, trazer luz e aprendizado a algum tema específico da área”, explica Grigolli.

O papel do orientador

Devido à complexidade dessa etapa de aprendizagem, o desenvolvimento de um projeto de conclusão de curso é feito em parceria, do residente com seu orientador. O projeto deve abordar um tema relevante da especialidade, avaliando algum aspecto em que o conhecimento ainda não esteja sedimentado. “O projeto deve ser exequível; em outras palavras, o residente deve ser capaz de executar o projeto no intervalo de tempo que dura sua residência, dentro da realidade do serviço onde atua”, Wandalsen explica. Muitas vezes os trabalhos de conclusão de curso não são finalizados adequadamente por serem muito complexos, por demandarem muito tempo dos residentes, por avaliarem doentes ou condições difíceis de serem encontradas ou, ainda, por demandarem exames ou testes complexos. É necessário que os residentes não superdimensionem o que podem executar durante o tempo da residência. Conversas com os orientadores fazem parte de todas as etapas de pesquisa e, a partir delas, ajustes são feitos. Regina Grigolli diz que, ao final da residência, o trabalho deve ser apresentado formalmente para uma banca de professores.

Exemplos de TCC

Alguns projetos de conclusão de curso mostram-se surpreendentes, pois oferecem uma contribuição valiosa à sociedade. Gustavo Wandalsen cita o TCC de duas residentes de pediatria do Sabará Hospital Infantil. “Elas avaliaram recentemente os casos de covid-19 atendidos no pronto-socorro do Sabará. Nos dois primeiros anos da pandemia foram atendidos 2.515 casos de covid-19 no pronto-socorro com confirmação por testes de PCR. As residentes levantaram o perfil dos pacientes, as apresentações clínicas mais comuns e a taxa de hospitalização e de outros desfechos de gravidade. Pelo nosso conhecimento, essa é a maior concentração de casos no Brasil de um único centro pediátrico.”

Vale dizer que os residentes têm a oportunidade de acompanhar o dia a dia do Sabará Hospital Infantil, referência nacional na área de pediatria, além de estarem em contato com pesquisadores e profissionais de excelência em saúde infantil. Podem participar da seleção em pediatria geral médicos formados em todo o território nacional, por faculdades oficiais ou reconhecidas, bem como médicos formados no exterior, com diploma revalidado pelas universidades autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC).

Além do acesso ao hospital e ao orientador, o residente conta com toda a estrutura do centro de pesquisa do PENSI para levantamento de dados, pesquisa bibliográfica, avaliação e aprovação  ética dos projetos, análise metodológica e estatística e suporte para apresentação dos resultados do projeto em eventos científicos e /ou publicação  em periódicos da área. “O PENSI é o braço de ensino e pesquisa da FJLES e contribuir para formar profissionais com competência assistencial é um dos nossos objetivos. Mas almejamos também desenvolver o senso crítico desses profissionais por meio do aprendizado sobre o processo de pesquisa científica. Dessa forma, estamos ampliando a nossa participação no universo do conhecimento científico em saúde infantil”, afirma Fátima Rodrigues Fernandes, diretora executiva do PENSI.

 

Por Rede Galápagos

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