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PAPE: seis meses de aprendizados, desafios e 1.319 crianças atendidas – todas, pacientes do SUS
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Carla Regina Furlani, gerente administrativa do PENSI e responsável pelo PAPE: negociação com a prefeitura para aumentar o número de especialidades[ /caption]
A visão de saúde integral adotada pelo PENSI considera as dimensões biológica, psíquica e social dos indivíduos. Foi com essa perspectiva que o PENSI avançou na concepção e concretização do PAPE. “Também está sendo importante para o desenvolvimento dos nossos residentes, pós-graduandos e estagiários nessa compreensão encadeada da prevenção da saúde infantil nos três aspectos: prevenção, promoção e tratamento”, afirma Fátima.
Quando criado, o ambulatório também foi pensado para oferecer um ambiente propício às crianças com transtornos do espectro autista, com dificuldade de interação social e hipersensibilidades auditiva e visual. A iluminação, por exemplo, é invertida para deixar o ambiente mais confortável; as cores são pouco vibrantes; e foi feito um tratamento acústico para proporcionar pouco barulho. Uma das salas, com jump, elásticos, entre outros equipamentos, é usada pelos terapeutas ocupacionais para estímulos físicos e emocionais. A outra, ao lado, é a chamada multiprofissional, onde atuam fonoaudiólogo e psicólogo na terapia ABA (Applied Behavior Analysis), a análise do comportamento aplicada. Trata-se de um reforço positivo quando a criança evolui em alguns marcos do desenvolvimento. A ABA envolve o ensino intensivo e individualizado das habilidades necessárias na aquisição de independência e melhor qualidade de vida.
O PAPE vem contribuindo com o recrutamento de participantes de pesquisa com o encaminhamento de pacientes para os projetos de pesquisa. Foram cerca de 150 pacientes para o Projeto Assistencial, inscrito pelo PENSI no Programa Nacional de Apoio à Atenção de Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas/PCD), do Ministério da Saúde, em 2019. O projeto visa padronizar uma modalidade de atenção à criança com TEA que possa, posteriormente, servir de modelo para implantação em saúde pública. Por um período de 24 meses, 30 crianças autistas de 0 a 6 anos moradoras da capital ou arredores serão acompanhadas. Essas crianças serão prospectadas em Centros de Atenção Psicossocial (Caps) ou Unidades Básicas de Saúde (UBS) de São Paulo. Trata-se de um projeto que tem a relevância de poder mudar a vida dessas 30 crianças e suas famílias, que não conseguiriam esse tipo de atendimento nem no SUS nem em um convênio particular. "Por meio de todas estas atividades do PAPE, demonstramos nossa atuação em prol da saúde das crianças do sistema público e também damos suporte para geração e disseminação do conhecimento em saúde infantil", completa Fátima.
Por Rede Galápagos
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