PESQUISAR

Sobre o Centro de Pesquisa
Sobre o Centro de Pesquisa
Residência Médica
Residência Médica
Varíola dos macacos, vamos falar dela novamente
Compartilhar pelo Facebook Compartilhar pelo Twitter Compartilhar pelo Google Plus Compartilhar pelo WhatsApp
Varíola dos macacos, vamos falar dela novamente

Varíola dos macacos, vamos falar dela novamente

09/08/2022
  332   
  0
Compartilhar pelo Facebook Compartilhar pelo Twitter Compartilhar pelo Google Plus Compartilhar pelo WhatsApp

No final de julho, a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo (SMS) informou ter registrado três casos de varíola dos macacos em crianças. Segundo o órgão, todas estavam sendo monitoradas e não havia sinais de agravamento da doença. Em nota, a SMS disse que, “com a nova realidade internacional, busca-se aumentar a coordenação entre os países e reforçar os mecanismos de busca ativa, com o objetivo de implementar medidas que ajudem a conter a circulação do vírus”.

Vale lembrar que, em 23 de julho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência global para a varíola dos macacos, com mais de 18 mil casos relatados em 75 países.

O vírus causa uma erupção cutânea que pode parecer catapora (varicela), herpes simples, erupções cutâneas alérgicas, doença da mão, pé e boca causada por enterovírus ou molusco. A varíola dos macacos recebeu esse nome depois que a doença foi descoberta em colônias de macacos mantidos para pesquisa na década de 1950. Foi descoberta pela primeira vez em uma pessoa em 1970.

São Paulo é o Estado com a maior incidência da doença, com mais de 1,5 mil casos confirmados. No Brasil, já existem mais de 2 mil infecções confirmadas e uma morte em Minas Gerais.

Como uma pessoa pega varíola?

Qualquer um pode pegar. As pessoas espalham o vírus, principalmente, através do contato direto da pele com fluidos corporais infectados ou ao compartilhar roupas de cama, roupas ou toalhas. O vírus também pode se espalhar pelas gotículas respiratórias das pessoas infectadas, mas é muito mais difícil de transmitir por essa via do que a covid-19.

Uma pessoa é contagiosa desde o momento em que os sintomas se desenvolvem até depois que as crostas da erupção caem e a pele está completamente curada.

No surto atual, a varíola dos macacos se espalhou para as pessoas através do contato físico próximo com outras pessoas. Qualquer pessoa que tenha tido contato próximo com alguém que tenha varíola, incluindo sexual, pode contrair a doença. As infecções também podem se espalhar entre as pessoas e seus animais de estimação.

Não houve muitas infecções em crianças e adolescentes no Brasil e no mundo e, em geral, os casos têm sido leves. No entanto, os jovens podem precisar de tratamento se os sintomas forem graves ou se estiverem em risco de doença grave. Crianças com menos de oito anos de idade, mulheres grávidas e algumas pessoas com problemas imunológicos ou certas doenças da pele podem estar em maior risco.

Sintomas da varíola dos macacos

O sinal revelador do vírus da varíola dos macacos é a erupção e como as manchas mudam com o tempo. Quando a erupção aparece pela primeira vez, parecem manchas planas. Classicamente, todas as manchas mudam ao mesmo tempo, tornando-se saliências elevadas e, em seguida, bolhas cheias de líquido que se tornam feridas brancas ou amarelas, cheias de pus. No entanto, no surto atual, alguns pacientes tiveram lesões cutâneas que não seguiram esse padrão, aparecendo em diferentes estágios de desenvolvimento e em uma única parte do corpo. Antes que a erupção apareça, os primeiros sinais podem incluir:

  1. Febre
  2. Gânglios linfáticos inchados
  3. Dor de cabeça
  4. Dor de garganta
  5. Tosse

Qualquer pessoa com sintomas de varíola dos macacos deve conversar com o seu médico ou outro profissional de saúde. Nos casos das crianças e adolescentes, procure o pediatra. Busque ajuda especializada mesmo que não ache que teve contato com alguém que estava contaminado.

Nem toda criança com erupção cutânea precisa ser testada para varíola dos macacos. Se o seu pediatra suspeitar da doença com base na aparência da erupção cutânea e no histórico do seu filho, ele fará um teste de laboratório.

A maioria das pessoas se recupera em duas a quatro semanas, mesmo sem medicamentos que matam o vírus. Existem também tratamentos antivirais.

Existe uma vacina contra a varíola dos macacos?

Como a varíola dos macacos é tão rara, não há necessidade de vacinar todos. As vacinas estão disponíveis para algumas pessoas que podem ter sido expostas a alguém com a doença, incluindo crianças e adolescentes. A vacina também pode ser administrada a pessoas que trabalham em laboratório com o vírus ou prestam assistência médica a pacientes infectados.

Minha família deve se preocupar com a varíola do macaco?

A varíola dos macacos parece assustadora, mas é muito, muito improvável que isso lhe cause algum problema. É muito mais difícil transmitir ou adquirir do que a covid-19. É sempre bom estar atento aos riscos para a saúde, mas isso não é algo que deve te preocupar. No caso raro de um adulto em sua casa desenvolver varíola, compartilhe essas informações com seu pediatra e discuta o que você pode fazer para proteger seu filho(a) da infecção. O período de incubação da varíola dos macacos é, geralmente, de seis a 13 dias, mas pode variar de cinco a 21 dias. Nesse período, a pessoa deve evitar o contato com outras.

 

Fontes:

https://www.poder360.com.br/saude/brasil-tem-primeiros-casos-de-variola-dos-macacos-em-criancas/

https://bvsms.saude.gov.br/02-6-variola-dos-macacos/

 

Saiba mais:

https://institutopensi.org.br/o-que-e-a-variola-dos-macacos-pode-dar-em-criancas/

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal (CRM-SP: 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo , com Especialização na Universidade de São Paulo (USP) e Pós Graduação em Gestão na UNIFESP. Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás e David.

deixe uma mensagem O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

posts relacionados

INICIATIVAS DA FUNDAÇÃO JOSÉ LUIZ EGYDIO SETÚBAL
Sabará Hospital Infantil
Pensi Pesquisa e Ensino em Saúde Infantil
Autismo e Realidade

    Cadastre-se na nossa newsletter

    Cadastre-se abaixo para receber nossas comunicações. Você pode se descadastrar a qualquer momento.

    Ao informar meus dados, eu concordo com a Política de Privacidade de Instituto PENSI.