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Chupeta: pode? até quando?
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Chupeta: pode? até quando?

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26/01/2024
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O uso de chupetas, também chamado hábito de sucção não nutritiva, é aceitável em bebês e crianças de tenra idade. Portanto, este hábito nos primeiros anos de vida não é considerado ruim. Geralmente, está associado à necessidade de satisfação afetiva e de segurança, que pode ser atendida com a prática do aleitamento materno. Existem, inclusive, evidências científicas de que crianças amamentadas no peito por pelo menos seis meses estão menos propensas a desenvolverem hábitos de sucção não nutritiva, incluindo-se a sucção de chupetas que é o mais prevalente.

Associação Brasileira de Odontopediatria e o Ministério da Saúde recomendam que a idade de 3 anos seja a época limite para a eliminação do uso de chupeta na vida da criança. Lembrando que não é proibido o uso da chupeta (se removê-la no período correto, ela pode ser usada). O maior problema é o uso errado, que leva a problemas relacionados às funções de deglutição, mastigação, fala, respiração, muscular, óssea, dentária, social e psicológica, além de uma série de patologias, especialmente as ‘ites’: rinite, sinusite, amidalite e bronquite.

O ato de sugar parece ter efeitos biológicos poderosos nos bebês: há evidências de que as chupetas podem reduzir o risco de Síndrome de Morte Súbita Infantil (SMSL), encurtar o tempo de permanência de um prematuro na unidade de terapia intensiva neonatal e até ajudar a aliviar a dor durante procedimentos médicos. Mas, em algum momento, seu filho(a) terá que desistir. Afinal, ninguém vai para o ensino médio com uma chupeta.

Os especialistas recomendam a retirada da chupeta entre 1 e 3 anos, mas seu pediatra ou odontopediatra pode recomendar que você faça isso mais cedo se a criança tiver infecções de ouvido frequentes, por exemplo. Se o seu filho(a) nasceu prematuramente, os pediatras recomendam esperar pelo menos 12 meses após a data original do parto para se livrar da chupeta.

Algumas evidências sugerem que crianças que usam chupeta após os 3 anos correm maior risco de desenvolverem problemas dentários. Contudo, não há evidências sólidas de que as chupetas contribuam para dificuldades de fala ou interfiram na amamentação.

Quando seu filho(a) estiver pronto(a), inicie o processo quando você puder ser consistente, calmo(a) e preparado(a) para alguns dias ou semanas mais difíceis do que o normal. Os métodos mais comuns de desmame são: Controle do tempo de uso; Fazer um buraco na chupeta; Oferecer uma recompensa. Escolha um método que se adapte ao temperamento e à idade. Converse com psicólogos pediátricos, pediatras, dentistas e fonoaudiólogos sobre quando e como tirar a chupeta do seu filho(a) – e como se preparar para o processo.

Fazer isso mais perto do primeiro aniversário, por exemplo, pode ter vantagens, segundo Meghan Walls, psicóloga pediátrica do Nemours/Alfred duPont Hospital for Children em Wilmington, já que seu hábito de sugar não diminuiu e foram reforçados em seus cérebros por muito tempo. Os bebês desenvolvem a permanência dos objetos entre 9 e 12 meses, o que significa que eles se apegam aos objetos e podem lembrar que os querem, mesmo quando não podem vê-los. “É muito mais difícil livrar-se de coisas como chupetas depois de um ano”, disse ela.

Da mesma forma, esperar para desmamar perto dos 3 anos pode ser mais difícil porque o hábito está enraizado há mais tempo. Por outro lado, uma criança mais velha será capaz de entender melhor quando você explicar o que vai acontecer, e você poderá ensinar-lhe técnicas simples para se acalmar, como a respiração profunda.

Alguns estudos sugerem, por exemplo, que quanto mais tempo uma criança usa chupeta depois dos 3 anos, maior é o risco de problemas de alinhamento dos dentes, que mais tarde poderão exigir aparelho ortodôntico. Os dois problemas mais frequentes são a mordida aberta (onde os dentes anteriores superiores e inferiores não se tocam mesmo quando a criança está mordendo) e a mordida cruzada (onde alguns dos dentes superiores mordem por dentro dos dentes inferiores). Se você não tiver certeza se a chupeta do seu filho(a) está afetando os dentes, converse com a odontopediatra.

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda que os pais e cuidadores tenham uma visão clara e baseada em evidências dos “prós e contras” do uso de chupeta, para que, junto ao seu pediatra, possam tomar uma decisão informada quanto a oferecê-la ou não aos seus filhos. No entanto, além dos seus efeitos sobre o desenvolvimento da criança, deve-se ficar atento às questões de segurança: as partes e acessórios que se desprendem das chupetas podem ser perigosas – caso essas se desprendam sem que o adulto perceba ou esteja por perto, podem causar asfixia ou estrangulamento.

Entenda alguns prejuízos do uso inadequado da chupeta:

– Apego emocional: quando oferecida em demasiada frequência, a criança pode criar uma dependência emocional à chupeta. Nesse caso, pode haver uma inversão de seu uso: ao invés de a criança usar a chupeta como uma forma de se tranquilizar, ela passa a sofrer por sua falta. Para que isso não ocorra, portanto, indicamos o uso da chupeta por apenas poucos minutos em momentos específicos, como antes de dormir (e retirar depois que a criança adormece).

– Uso incorreto: mesmo para as crianças mais novas que dois anos, deve-se tomar alguns cuidados. Prefira sempre a chupeta ortodôntica à convencional. Não se deve prender o arco da chupeta em fraldas ou fios. Além disso, mantenha sempre a chupeta higienizada e jamais coloque-a na sua boca e depois na boca da criança.

– Desenvolvimento: o uso incorreto ou prolongado da chupeta gera deformações nos ossos e dentes das crianças. Muitas dessas alterações necessitam de aparelhos para serem corrigidas. No entanto, de acordo com a intensidade da deformação, ela pode ser definitiva e irreparável.

Fonte:

https://www.sbp.com.br/especiais/pediatria-para-familias/cuidados-com-o-bebe/uso-de-chupeta-os-pros-e-os-contras/

Saiba mais:

https://institutopensi.org.br/blog-saude-infantil/chupeta-amiga-ou-vila/

https://institutopensi.org.br/blog-saude-infantil/como-dar-o-adeus-chupeta/

https://institutopensi.org.br/blog-saude-infantil/chupeta-questoes-praticas/

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

(CRM-SP 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, com especialização na Universidade de São Paulo (USP) e pós-graduação em Gestão na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás, David e Benjamim.

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