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Dê um pouco de natureza para suas crianças
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Dê um pouco de natureza para suas crianças

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29/07/2022
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Outro dia, escrevi um artigo levantando uma preocupação sobre as crianças que já nasceram conectadas e que o psicólogo alemão Rüdiger Maas, após sua pesquisa com alunos de creches até o ensino médio, questiona como elas conseguiriam viver sem um smartphone. Entre as soluções propostas por ele estava a de passar mais tempo na natureza.

Nas férias de janeiro, passei uma semana com meus netos de 8 e 12 anos em um barco no Rio Negro, no Amazonas. Confesso que eu e minha esposa estávamos preocupados de como dois garotos da cidade, acostumados (mas não adictos) com telas poderiam aguentar sete dias sem conexão. Posso dizer que foi maravilhoso para mim e para eles. Pudemos conviver juntos, contar histórias, nadar no rio, pescar piranhas, andar na selva, fazer curso de sobrevivência, jogar damas, atirar flechas e aprender várias coisas com o Samuel, um descendente de índios Yanomami que nos maravilhou com suas histórias.

Recentemente, estive no Fórum da Academia Brasileira de Pediatria e assisti a uma aula do professor José Martins sobre ‘Natureza, Família e Sociedade’, onde abordava o problema da criança terceirizada para as telas. Realmente, é impressionante andar por uma praça de alimentação de um shopping center de São Paulo: não há uma criança, das menores aos adolescentes, que não tenha um smartphone nas mãos. Isso quando as sociedades médicas de pediatria (Academia Americana, Sociedade Europeia e Sociedade Brasileira) e a Organização Mundial da Saúde falam que não devemos expor crianças menores de dois anos às telas, e de dois a cinco anos, no máximo, duas horas diárias. Atualmente, poucas crianças seguem esse padrão, independente de classe social.

Existem trabalhos científicos que mostram que o uso das telas modifica níveis hormonais como cortisol, dopamina, adrenalina, melatonina, endorfinas, entre outros, causando distúrbios de sono e facilitando a adicção, cada vez mais comum principalmente entre os adolescentes. Essa é uma preocupação entre os profissionais da educação, da saúde mental e da pediatria, pois ainda temos muito pouco tempo para saber as consequências disso tudo nos corações e mentes dessas crianças e de como elas se comportarão como adultos. As indagações dos professores Rüdiger Maas e José Martins me parecem bem pertinentes.

Desde 2019, a Sociedade Brasileira de Pediatria tem um manual sobre os benefícios da natureza no desenvolvimento de crianças e adolescentes, onde ela conclama os pediatras a prescreverem no receituário atividades ao ar livre, passeios na praça entre outros contatos com a natureza.

Uma ong americana chamada ‘The Nature Institute’ promove encontros e educa crianças sobre como aproveitar a natureza desde 1969. Ela propõe colocar a natureza na rotina da família e coloca isso nesse triângulo da figura abaixo. Como pode-se ver, há propostas para se fazer anualmente, mensalmente, semanalmente e até diariamente. Eles também dão sugestões de como fazer isso.

Moradores de cidades grandes precisam procurar espaços verdes perto de suas residências. Às vezes, se moramos em prédios ou condomínios, no próprio espaço pode haver alguma área como um parquinho para crianças. No mundo atual, existe sempre o problema da violência, mas precisamos contorná-lo e procurar soluções diferentes daquelas de passear em shoppings centers.

Eu moro em São Paulo e, atualmente, a capital paulista possui 530 praças públicas ou áreas ajardinadas que estão sob os cuidados da iniciativa privada. O número representa apenas 10% do total de mais de 5 mil áreas verdes disponíveis na cidade que podem ser adotadas, segundo dados fornecidos pela Prefeitura de São Paulo. É muito pouco para uma cidade com mais de dez milhões de habitantes. Existem também os parques, que são áreas maiores e cercadas. No total, a cidade conta com 113 parques. São 106 áreas verdes mantidas pela Prefeitura – como o Ibirapuera, os da Aclimação e da Independência – e sete sob jurisdição do governo do Estado – como o Villa-Lobos, o da Água Branca e o Horto Florestal.

O Estado de São Paulo também tem parques estaduais, que são muito bonitos e, em geral, muito bem cuidados e com boa infraestrutura. São 52 parques que estão protegidos e sempre prontos para compartilhar sua natureza. Mais 813 mil hectares, com florestas, serras e praias. Neles, a beleza e a riqueza da diversidade encantam turistas e visitantes. Animais silvestres, vegetação nativa, rios, grutas, cachoeiras e muitas outras atrações que só a natureza mais preservada pode oferecer. Valem a pena serem visitados e conhecidos!

É possível explorar espaços e conhecer rios, cachoeiras, animais e diferentes espécies de plantas. Hoje, o Brasil possui 71 Parques Nacionais, administrados pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), uma autarquia nacional do Meio Ambiente, criada em 2007.

Nós da Fundação José Luiz Egydio Setúbal nos preocupamos com essa causa e temos o programa “Boa Praça”, que recupera parquinhos, deixando-os em condições inclusivas para que todas as crianças possam usufruir de momentos ao ar livre e em contato com a natureza. Recuperamos uma praça por ano. Temos ainda o compromisso de plantarmos 4 mil árvores na cidade para a criação de um memorial em homenagem às crianças vítimas da covid-19 no Brasil, criando assim mais um espaço verde na cidade.

Pegue seu filho(a), seu neto(a) ou sobrinho(a) e vá passear com ele(a) em uma praça, praia ou parque. Mostre as belezas da natureza, como uma fileira de formigas carregando folhas ou o canto de um pássaro. Incentive-o a deitar na grama para ver as formas das nuvens. Aproveite a natureza e ensine às crianças a maravilha que existe fora das telas.

Fontes:

Leia mais sobre esse assunto:

 

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