PESQUISAR

Sobre o Centro de Pesquisa
Sobre o Centro de Pesquisa
Residência Médica
Residência Médica
E era uma vez o tigre da Kellogg’s …
Compartilhar pelo Facebook Compartilhar pelo Twitter Compartilhar pelo Google Plus Compartilhar pelo WhatsApp
E era uma vez o tigre da Kellogg’s …

E era uma vez o tigre da Kellogg’s …

22/02/2018
  1244   
  0
Compartilhar pelo Facebook Compartilhar pelo Twitter Compartilhar pelo Google Plus Compartilhar pelo WhatsApp

Acredito que muitas crianças de classe média conhecem o tigre Tony, o tigre que é usado pela Kellog’s para anunciar seus flocos de milho, assim como seu colega Chester Cheetah, o personagem associado aos salgadinhos Cheetos, ou as embalagens do achocolatado Nesquik e seu coelhinho agitado da Nestlé.

Todos estes elementos que encantam as crianças foram proibidos pelo governo do Chile em sua luta contra a obesidade, sobretudo a infantil com uma nova política de rotulagem. Desde que a lei de alimentação entrou em vigor, há dois anos, ela vem forçando multinacionais como a Kellogg a remover os personagens que enfeitam as caixas de seus cereais açucarados, e proibiu a venda de doces como os ovos Kinder, que usam brindes para atrair os consumidores menores de idade. A lei também proíbe a venda de junk food, como sorvetes, chocolates e batatas chips, nas escolas chilenas, e proíbe publicidade desse tipo de produto em programas de TV e sites dirigidos a audiências jovens.

A obesidade e o sobrepeso vêm aumentando no Brasil e em toda a América Latina e Caribe, com um impacto maior nas mulheres e uma tendência de crescimento entre as crianças, segundo relatório conjunto da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e a Organização Pan-americana de Saúde (Opas) divulgado em 2017

O documento “Panorama da Segurança Alimentar e Nutricional na América Latina e Caribe”, aponta que mais da metade da população brasileira está com sobrepeso e a obesidade já atinge a 20% das pessoas adultas no país, enquanto 58% da população latino-americana e caribenha estão com sobrepeso, num total de 360 milhões de pessoas, e a obesidade afeta 140 milhões, ou 23% da população regional. O relatório aponta também que na América Latina e Caribe 7,2% das crianças menores de cinco anos estão com sobrepeso, o que representa um total de 3,9 milhões, sendo que 2,5 milhões moram na América do Sul, 1,1 milhão na América Central e 200 mil no Caribe.

A partir de agora os alimentos que podem causar problemas para a saúde vem com um sinal preto que indica alto teor de açúcar, sal, calorias e gordura. O governo chileno, diante de uma disparada nos índices de obesidade, declarou guerra aos alimentos insalubres, impondo numerosas restrições de marketing, mudanças obrigatórias nas embalagens, e regras de identificação de produtos que têm por objetivo alterar os hábitos de alimentação dos 18 milhões de habitantes do país.

Esta medida está sendo considerada pelos especialistas como a mais ambiciosa tentativa no mundo de redesenhar a cultura alimentar de um país, e podem se tornar um modelo de como reverter a epidemia mundial de obesidade, que, segundo pesquisadores, contribui para quatro milhões de mortes prematuras a cada ano.

No Brasil, os rótulos seguem regras determinadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que, em 2003, tornou obrigatória a inclusão de determinadas informações nutricionais nas embalagens de quase todos os alimentos disponíveis no mercado. Porém, mais de uma década depois, experiências internacionais e evidências científicas mostram que apenas isso não é mais suficiente. É preciso avançar e rápido. Existe uma petição pública que solicita uma nova rotulagem. Faça a sua parte. Participe desta petição para pedir que as atuais normas de rotulagem sejam revisadas. Saiba mais

https://idec.org.br/campanha/rotulagem

 

Sem dúvida foi uma medida corajosa do governo Chileno em enfrentar multinacionais tão grandes como as fabricantes de refrigerantes, salgadinhos e alimentos industrializados de maneira geral. Algumas medidas tímidas também foram tomadas no Brasil nos últimos anos, como redução de sal e de outros elementos que fazem mal a saúde, mas muito ainda precisa ser feito.

Calcule o IMC de seu filho e veja as orientações do Sabará Hospital Infantil: http://www.hospitalinfantilsabara.org.br/portal-do-paciente-e-da-familia/calculadora-de-imc-infantil/

Saiba mais sobre Obesidade Infantil:

https://institutopensi.org.br/?s=obesidade

https://institutopensi.org.br/blog-saude-infantil/agindo-na-prevencao-da-obesidade-nat      

https://institutopensi.org.br/blog-saude-infantil/janelas-criticas-para-prevenir-obesidade-em-adultos/es-dos-dois-anos/

https://institutopensi.org.br/blog-saude-infantil/consumo-de-bebidas-acucaradas-no-2o-trimestre-da-gravidez-e-obesidade/

https://institutopensi.org.br/blog-saude-infantil/estilo-de-vida-como-prevenir-a-obesidade/

 

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fontes:

https://oglobo.globo.com/sociedade/saude/sobrepeso-obesidade-em-alta-no-brasil-diz-onu-20819122

https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2018/02/em-guerra-contra-a-obesidade-chile-mata-tony-o-tigre-da-kelloggs.shtml

https://exame.abril.com.br/marketing/10-mascotes-que-ajudaram-a-popularizar-as-marcas/

https://idec.org.br/campanha/rotulagem

 

As informações contidas neste site não devem ser usadas como um substituto para o cuidado médico e orientação de seu pediatra. Pode haver variações no tratamento que o pediatra pode recomendar com base em fatos e circunstâncias individuais.

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal (CRM-SP: 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo , com Especialização na Universidade de São Paulo (USP) e Pós Graduação em Gestão na UNIFESP. Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás e David.

deixe uma mensagem O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

posts relacionados

INICIATIVAS DA FUNDAÇÃO JOSÉ LUIZ EGYDIO SETÚBAL
Sabará Hospital Infantil
Pensi Pesquisa e Ensino em Saúde Infantil
Autismo e Realidade