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Nossa preocupação é com saúde na adolescência e infância no Brasil
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Nossa preocupação é com saúde na adolescência e infância no Brasil

Nossa preocupação é com saúde na adolescência e infância no Brasil

05/11/2018
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A Fundação José Luiz Egydio Setúbal (FJLES) foi instituída em dezembro de 2010 para atuar na adolescência e na infância.

Gostamos sempre de salientar a definição de saúde da OMS que diz: A saúde não é o oposto da doença, é sim o bem-estar do indivíduo nas dimensões biopsicossocial.

Para dar sustentabilidade a esta fundação, o Sabará Hospital Infantil foi doado na instituição da FJLES, o que garante com seu resultado financeiro a perenidade da instituição e também os recursos para que ela possa atuar na melhoria da saúde infanto-juvenil.

Esta ação se dá por meio do Instituto Pensi, que coordena as pesquisas, o ensino e a educação, além de gerenciar os projetos sociais da FJLES.

O Brasil possui uma população de mais de 206 milhões de pessoas, dos quais 58 milhões têm menos de 18 anos de idade (IBGE 2016).

Mais da metade destas crianças e adolescentes são afrodescendentes e um terço dos cerca de 820 mil indígenas do País é criança. São dezenas de milhões de pessoas que possuem direitos e deveres e necessitam de condições para desenvolver com plenitude todo o seu potencial.

Embora o País nos últimos 25 anos tenha feito grandes progressos na saúde em relação à sua população mais jovem, os avanços não são suficientes.

O Brasil tem se destacado por reduzir significativamente a mortalidade infantil (até um ano) e na infância (até cinco anos). Desde 1990, as taxas vêm caindo no País, aliadas ao aumento do atendimento pré-natal e aos investimentos na primeira infância.  Estes avanços, no entanto, não alcançam todos.

No Brasil, meninos e meninas indígenas têm 2,5 vezes mais risco de morrer antes de completar um ano do que as outras crianças brasileiras. A desnutrição infantil é um grave problema entre as populações indígenas, e aparece como uma das principais causas básicas de morte.

Também relacionada à má nutrição está a obesidade. O aumento no consumo de alimentos ultra processados, ricos em gordura, sal e açúcar, com baixos teores de vitaminas, tem comprometido a saúde na adolescência e na infância.

Por fim, quando se fala em saúde, é necessário incluir o tema do HIV/aids e da sífilis congênita. A resposta brasileira ao HIV/aids é reconhecida globalmente como uma das melhores, mas novos casos entre adolescentes e jovens preocupam o País. Há, também, um aumento dos casos de sífilis congênita. Se tratada no pré-natal, a incidência da doença pode ser reduzida.

A violência também é uma chaga para as crianças brasileiras, onde os homicídios de adolescentes: a cada dia, 31 crianças e adolescentes são assassinados no País segundo a UNICEF, quase todos meninos, negros, moradores de favelas.

O Brasil é o país com o maior número absoluto de adolescentes assassinados no mundo. Em 2015, foram mais de 11.400 meninos e meninas de 10 a 19 anos vítimas de homicídios. Desses, 10.500 eram meninos — número maior do que o total de mortes violentas de meninos em países afetados por conflitos, como Síria e Iraque.

De 1990 a 2015, o percentual de crianças com idade escolar obrigatória fora da escola caiu de 20% para 6,5% (Pnad). No entanto, mesmo com tantos avanços, em 2015, quase 3 milhões de crianças ainda estavam fora da escola. E essa exclusão escolar tem rosto e endereço: quem está fora da escola são pobres, negros, indígenas e quilombolas.

Uma parcela tem algum tipo de deficiência. E grande parte vive nas periferias dos grandes centros urbanos, no Semiárido, na Amazônia e na zona rural. Muitos deixam a escola para trabalhar e contribuir com a renda familiar.

O Brasil tem uma das legislações mais avançadas do mundo no que diz respeito à proteção da infância e da adolescência, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). No entanto, é necessário adotar políticas públicas capazes de combater e superar as desigualdades geográficas, sociais e étnicas do País e celebrar a riqueza de sua diversidade.

O Estado Brasileiro não conseguirá fazer isso sozinho e nós acreditamos que a melhoria do país só será possível com a colaboração da sociedade civil organizada (fundações, ONGs e terceiro setor de maneira geral) e o governo. Este é o papel de nossa fundação, que como podemos ver, é bastante desafiador.

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

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Fonte: https://www.unicef.org/brazil/

As informações contidas neste site não devem ser usadas como um substituto para o cuidado médico e orientação de seu pediatra. Pode haver variações no tratamento que o pediatra pode recomendar com base em fatos e circunstâncias individuais.

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal (CRM-SP: 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo , com Especialização na Universidade de São Paulo (USP) e Pós Graduação em Gestão na UNIFESP. Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás e David.

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