PESQUISAR

Sobre o Centro de Pesquisa
Sobre o Centro de Pesquisa
Residência Médica
Residência Médica
Perigos para as crianças no Mundo Virtual
Compartilhar pelo Facebook Compartilhar pelo Twitter Compartilhar pelo Google Plus Compartilhar pelo WhatsApp
Perigos para as crianças no Mundo Virtual

Perigos para as crianças no Mundo Virtual

20/10/2016
  898   
  0
Compartilhar pelo Facebook Compartilhar pelo Twitter Compartilhar pelo Google Plus Compartilhar pelo WhatsApp

A revista Pediatrics publicou sua política comentada sobre os impactos da violência na mídia sobre as crianças, incluindo comportamento agressivo e vitimização.

 

A Violência Virtual – violência vivida através de meios ou tecnologias realistas – é um componente inevitável da vida das crianças hoje em dia, e as pesquisas mostram que, sem orientação ou controle, esta vivência tem o poder de tornar as crianças mais agressivas, violentas e com medo.

 

A Academia Americana de Pediatria (AAP) publicou uma declaração de sua política, “Violência Virtual”, na edição de Agosto da Pediatrics, analisando as evidências dos impactos da violência virtual de crianças, e oferece orientação aos pais, produtores de mídia e pediatras. Num comentário relacionado publicado na mesma edição, se expande sobre os impactos das mídias sociais, smartphones e aplicativos como o Instagram e o YouTube sobre violência virtual e adolescentes.

 

A Academia Americana de Pediatria segue preocupada com o impacto que a violência virtual tem sobre as crianças e sabe que os pais também estão preocupados, porque é uma questão que nós pediatras, muitas vezes recebemos durante as consultas.

 

A violência na mídia é muito comum. No ano de 2000, cada filme classificado para adolescentes continham a violência, assim como 60% dos programas de televisão em horário nobre, de acordo com um estudo publicado no JAMA. A avaliação abrangente da violência na tela, em 1998, estima-se que pelo ensino médio de uma criança típica teria visto 8.000 assassinatos e 100.000 outros atos de violência, incluindo estupro e agressão.

 

Com o advento dos smartphones e aplicativos como Snapchat e Instagram, as crianças podem capturar, visualizar e compartilhar atos violentos de maneiras que são novos para a gerações anteriores, o que é relatado no trabalho “A Evolução da Violência Virtual: como as telas móveis fornecem Windows para violência real”.

 

Quase três em cada quatro adolescentes têm acesso a um smartphone, seja nos EUA ou no Brasil, e a exposição à violência do mundo real através destes dispositivos, muitas vezes sem o conhecimento ou o controlo parental, pode criar sentimentos de angústia, vitimização e até mesmo medo.

 

As câmeras de smartphones portáteis podem expor os jovens para a violência do mundo real, que é fundamentalmente diferente do que a violência simulada descrita em fontes tradicionais de mídia, como a televisão, filmes ou jogos de vídeo. Este acesso a violência do mundo real pode resultar em emoções e comportamentos complexos em jovens que variam de acordo com a família, comunidade ou grupo cultural com os quais os jovens se identificam.

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal (CRM-SP: 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo , com Especialização na Universidade de São Paulo (USP) e Pós Graduação em Gestão na UNIFESP. Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás e David.

deixe uma mensagem O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

posts relacionados

INICIATIVAS DA FUNDAÇÃO JOSÉ LUIZ EGYDIO SETÚBAL
Sabará Hospital Infantil
Pensi Pesquisa e Ensino em Saúde Infantil
Autismo e Realidade