PESQUISAR

Sobre o Centro de Pesquisa
Sobre o Centro de Pesquisa
Residência Médica
Residência Médica
Secretaria faz alerta a torcedores sobre vírus de sarampo na Rússia
Compartilhar pelo Facebook Compartilhar pelo Twitter Compartilhar pelo Google Plus Compartilhar pelo WhatsApp
Secretaria faz alerta a torcedores sobre vírus de sarampo na Rússia

Secretaria faz alerta a torcedores sobre vírus de sarampo na Rússia

27/06/2018
  706   
  0
Compartilhar pelo Facebook Compartilhar pelo Twitter Compartilhar pelo Google Plus Compartilhar pelo WhatsApp

Mais uma vez neste ano utilizamos este espaço para divulgar notícias de doenças que são evitáveis por vacinação, mas que correm risco de surtos pela baixa taxa de imunização da população.

A Secretaria de Saúde de São Paulo editou um comunicado com alerta em nível 3, o mais alto da escala, para o risco de casos de sarampo importados no País, em virtude da Copa do Mundo. Neste comunicado observa que foram identificados na Rússia cerca de 1.150 casos de sarampo, 42% deles em adultos, de janeiro a abril deste ano. Como pelo menos 65 mil torcedores brasileiros estejam acompanhando os jogos do campeonato, esta é mais uma preocupação de nossas autoridades pois o risco de torcedores não imunizados contraírem a doença na Rússia se soma a um panorama que, por si só, já é preocupante: a volta da circulação do vírus do sarampo no País pela diminuição das taxas de imunização contra o sarampo e de outras doenças.

O alerta da Secretaria de Saúde de São Paulo observa que desde o início do ano casos da doença já foram identificados em Roraima e Amazonas e um surto no Rio Grande do Sul também foi identificado. Todas essas condições preenchem os requisitos para a mudança no estado de atenção para nível 3 de alerta. No comunicado da Secretaria de Saúde, a recomendação é de que profissionais de saúde fiquem atentos a qualquer caso suspeito de doença exantemática (com erupções ou manchas na pele). A orientação é de que casos suspeitos sejam notificados em 24 horas e que sejam investigados em 48 horas.

Desde 1998, ano que  marcou o início de uma desconfiança internacional sobre vacinas que reverbera até hoje, quase 20 anos depois. Neste ano o médico Dr. Andrew Wakefield apresentou uma pesquisa preliminar, publicada na conceituada revista Lancet, descrevendo 12 crianças que desenvolveram comportamentos autistas e inflamação intestinal grave, essas crianças tinham em comum vestígios do vírus do sarampo no corpo. Em 2004, o Instituto de Medicina dos EUA concluiu que não havia provas de que o autismo tivesse relação com a vacina de sarampo. A conclusão foi reforçada por análises na Califórnia, no entanto, a prevalência do autismo aumentou em 2007. Quanto a Wakefield, também em 2004 descobriu-se que antes da publicação do artigo na Lancet, em 1998, ele havia feito um pedido de patente para uma vacina contra sarampo que concorreria com a MMR, algo que foi visto como um conflito de interesses. Mas então essa foi uma causa abraçada por celebridades americanas e que depois arrependidas desmentiram, mas as redes sociais se encarregam de divulgarem mais esta “Fake News” e o estrago foi feito e continua até hoje.

No ano passado, 15 países da Europa (dos 53 do continente) apresentaram epidemia de sarampo, sendo a Romênia o mais afetado de Suíça (105). Com mais de 21 mil casos e 35 mortes, a maioria em crianças que não foram vacinadas sob a alegação do mito do autismo.

A vacina MMR (tríplice viral – caxumba; rubéola e sarampo) é considerada eficiente no combate do sarampo como garante uma série de pesquisas científicas e a própria OMS (Organização Mundial da Saúde). A erradicação do sarampo já foi registrada em muitos países do mundo, como o Brasil, por causa da eficiência desta vacina. Contudo, alguns casos de surtos irregulares têm prejudicado a luta contra a doença, segundo mostra a OMS.

De acordo com especialistas, o movimento antivacina é, em parte, responsável pelo problema europeu. Um grupo de pais ainda acredita em uma possível ligação entre a vacina contra o sarampo e o autismo, hipótese levantada em uma pesquisa de 20 anos atrás que foi descreditada pela comunidade científica como mencionamos acima. Problema similar ocorre no Brasil atual em relação à vacina contra Febre Amarela.

A primeira dose da vacina, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, deve ser tomada aos 12 meses de idade e um reforço deve ser feito aos 15 meses, com uma dose da vacina tetraviral, que corresponde à segunda dose da vacina tríplice viral mais uma dose da vacina contra a varicela (catapora).

Autor: Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,secretaria-faz-alerta-a-torcedores-sobre-virus-de-sarampo-na-russia,70002362886

As informações contidas neste site não devem ser usadas como um substituto para o cuidado médico e orientação de seu pediatra. Pode haver variações no tratamento que o pediatra pode recomendar com base em fatos e circunstâncias individuais.

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal (CRM-SP: 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo , com Especialização na Universidade de São Paulo (USP) e Pós Graduação em Gestão na UNIFESP. Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás e David.

deixe uma mensagem O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

posts relacionados

INICIATIVAS DA FUNDAÇÃO JOSÉ LUIZ EGYDIO SETÚBAL
Sabará Hospital Infantil
Pensi Pesquisa e Ensino em Saúde Infantil
Autismo e Realidade