PESQUISAR

Sobre o Centro de Pesquisa
Sobre o Centro de Pesquisa
Residência Médica
Residência Médica
O hábito de fumar na família
Compartilhar pelo Facebook Compartilhar pelo Twitter Compartilhar pelo Google Plus Compartilhar pelo WhatsApp
O hábito de fumar na família

O hábito de fumar na família

17/10/2013
  946   
  0
Compartilhar pelo Facebook Compartilhar pelo Twitter Compartilhar pelo Google Plus Compartilhar pelo WhatsApp

Além dos pais, pesquisa aponta que o irmão mais velho também pode exercer influência sobre as crianças

tabagismo e adolescência

Apesar das campanhas antitabagismo e da dificuldade de se fumar em lugares fechados em São Paulo e em outras cidades, o hábito entre os jovens continua forte. Isso acontece porque os adolescentes são mais propensos a esse ato se os pais fumam. Além dos responsáveis, um novo estudo apontou a forte influência do irmão mais velho que é fumante também.

O estudo analisou mais de 200 pais e mais de 300 jovens sobre o tabagismo e como, a longo prazo, isso afeta a probabilidade dos filhos se renderem a essa atitude também. No total, 8% dos filhos de pais não fumantes haviam fumado no ano anterior. Os filhos de fumantes, entre 23% e 29%, tiveram o mesmo hábito. As taxas variaram de acordo com a frequência de fumo dos pais, mas, até os filhos de fumantes mais “leves” ou que pararam na idade adulta, tiveram um risco maior de fumar.

O tabagismo dos pais em qualquer idade, mesmo antes de a criança nascer, leva a uma maior chance de que os filhos venham a fumar. Os pesquisadores também descobriram que as crianças cujo irmão mais velho fuma tinham seis vezes mais probabilidade de ser um fumante em comparação àquelas que eram filhas únicas. Um irmão mais velho e fumante tem 15 vezes mais probabilidade de estar presente em uma família onde os pais são viciados em cigarro em comparação às famílias compostas por não fumantes.

Portanto, os esforços de intervenção devem visar os pais que eram fumantes em qualquer ponto da adolescência para a idade adulta. Estes esforços de prevenção também devem ser direcionados ao comportamento dos irmãos mais velhos e fumantes.

Por Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: Parent and Child Cigarette Use: A Longitudinal, Multigenerational Study | Pediatrics

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal

Dr. José Luiz Setúbal (CRM-SP: 42.740) Médico Pediatra formado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo , com Especialização na Universidade de São Paulo (USP) e Pós Graduação em Gestão na UNIFESP. Pai de Bia, Gá e Olavo. Avô de Tomás e David.

deixe uma mensagem O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

mensagem enviada

  • Filiphe disse:

    Sou filho de pais fumantes,experimentei o cigarro pela primeira vez aos 13,nunca mais parei.Achei que nunca iria me viciar,e hoje aos 17 fumo em media de um maço por dia,ja tentei parar 2 vezes,sem sucesso algum,se eu pudesse voltar atras nem começaria com esta porcaria.

posts relacionados

INICIATIVAS DA FUNDAÇÃO JOSÉ LUIZ EGYDIO SETÚBAL
Sabará Hospital Infantil
Pensi Pesquisa e Ensino em Saúde Infantil
Autismo e Realidade