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CONGRESSO – Os destaques do terceiro dia
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CONGRESSO – Os destaques do terceiro dia

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08/10/2022
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Um sábado para compartilhar conhecimento

O terceiro e último dia (8/10) do 6º Congresso Internacional Sabará-PENSI de Saúde Infantil reuniu centenas de profissionais no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo. Três grandes temas se destacaram: a filantropia como instrumento poderoso para contribuir para melhorias na saúde, na aula magna de José Luiz Setúbal; as diversas pesquisas e tecnologias sobre o Transtorno do Espectro Autista; a evolução do conhecimento na  jornada de cuidados pela qualidade de vida no hospital, com uma programação especial e gratuita voltada ao voluntariado e à humanização. 

Nos três dias de congresso foram centenas de palestras, além das aulas práticas — um vaivém de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, voluntários, entre outros profissionais. 

“Nosso congresso termina com um sucesso muito grande e mostrando a força das instituições que o promoveram. Foram mais de 1.600 inscritos e 350 palestrantes, sendo 12 internacionais e 32 de fora do estado de São Paulo, que puderam compartilhar conhecimento do mais alto nível. Esse evento deixa a Fundação José Luiz Egydio Setúbal muito orgulhosa”, comemora o dr. Setúbal. 

“Chegamos ao final do congresso com a sensação de que colocamos um pouco mais de luz na temática da saúde infantil, com todas as complexas interações e a interdisciplinaridade. Foram três dias de trocas intensas em que todos saímos enriquecidos em conhecimento e inspirados e motivados para refletir sobre a contribuição que cada um de nós pode dar para melhorar a saúde de crianças e adolescentes. Agradecemos a participação de todos e esperamos revê-los no próximo!”, conclui a dra. Fátima Fernandes, diretora executiva do PENSI. 

Abaixo, outros destaques do terceiro dia.

Fernanda Ghilardi Leão, cirurgiã e urologista pediátrica do Sabará Hospital Infantil e assistente do Serviço de Urologia Pediátrica do Hospital Infantil Darcy Vargas: abordagem sobre apendicite aguda. Foto: Agliberto Lima

O que fazer na hora da emergência

No Simpósio de Medicina Intensiva Pediátrica e Emergências Pediátricas foram discutidas diferentes ocorrências para as quais o pediatra deve estar atento e, principalmente, como reagir a elas e salvar a vida dos pacientes.

Por videoconferência, o doutor em ciências pela USP e especialista em pediatria e terapia intensiva pediátrica Cláudio Flauzino de Oliveira trouxe aqueles que seriam os fatores que demandam mais atenção de um emergencista. As dicas tiveram como foco os casos de sepse pediátrica, quadro clínico em que substâncias químicas liberadas na corrente sanguínea para combater uma infecção desencadeiam uma inflamação em todo o corpo.

Segundo ele, o emergencista deve atentar para casos com potencial de agravamento, de propagação para demais órgãos e, principalmente, de morte. Além disso, o tempo é um diferencial para a possibilidade de salvamento de um paciente, para a qual o profissional de saúde também deve dedicar sua atenção e todos os esforços possíveis.

Na palestra seguinte, a cirurgiã e urologista pediátrica do Sabará Hospital Infantil e assistente do Serviço de Urologia Pediátrica do Hospital Infantil Darcy Vargas Fernanda Ghilardi Leão abordou os problemas do chamado “abdome agudo”. O principal e mais conhecido deles é a apendicite aguda, que, de acordo com ela, não requer cirurgia imediata em todos os casos.

Além da via cirúrgica, que costuma ser a solução mais extrema, a apendicite pode ser tratada, num primeiro momento, com hidratação, antibióticos e analgésicos. Outros problemas citados por Fernanda são a gastroenterite aguda, adenite mesentérica, colecistite, abdome agudo obstrutivo e hérnia encarcerada.

Encerrando a mesa, a dra. Saramira Cardoso Bohadana, médica otorrinolaringologista e coordenadora do Programa Aerodigestivo do Sabará Hospital Infantil, tratou do chamado “corpo em via aérea”, nome médico para acidentes domésticos envolvendo a introdução de objetos externos e/ou substâncias no corpo humano. Trata-se de uma das principais causas de morte de crianças no Brasil, com aumento considerável durante a pandemia de covid-19 devido ao isolamento social, em especial, de crianças.

Os casos envolvem desde objetos de uso cotidiano como o cotonete, se introduzido de forma incorreta no interior do ouvido, até a ingestão, por crianças e recém-nascidos, de objetos inusitados como bexigas de festas de aniversário e baterias de produtos eletrônicos. Para ela, ainda faltam campanhas de conscientização massivas para que as famílias tenham dimensão da gravidade desses casos e protejam suas crianças dos perigos.

Joana Portolese, neuropsicóloga e coordenadora do Programa de Diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP): os benefícios do Eye Tracking. Foto: Agliberto Lima

Atualização do Transtorno do Espectro Autista

Três especialistas expuseram e discutiram entre si diferentes nuances do Transtorno do Espectro Autista (TEA) no VII Simpósio de Atualização do Transtorno do Espectro Autista. Eles destacaram maneiras de pais e médicos lidarem melhor com o diagnóstico.

Primeiro palestrante da mesa, o dr. André Varella, diretor do Instituto de Análise do Comportamento Aplicada e pesquisador associado do Instituto de Ciência e Tecnologia sobre Comportamento, Cognição e Ensino, expôs uma tendência de aumento considerável nos casos de autismo ao redor do mundo, com destaque para os países da Américas e entre pessoas do sexo masculino. Segundo ele, o fenômeno estaria relacionado mais a um aumento dos registros de diagnósticos do que a uma suposta propagação do TEA como uma espécie de epidemia ou como efeito adverso da aplicação de vacinas, com sustentam teorias conspiratórias relacionadas ao movimento antivacina.

Além disso, ele destacou que, embora seja uma condição física determinada por fatores genéticos, a maior incidência de autismo em grupos sociais como negros e latinos estaria mais ligada às condições socioeconômicas desfavoráveis dessas populações do que a algum gene encontrado apenas entre eles. Para lidar com esse aumento de casos registrados, destaca Varella, será necessário investir ainda mais em saúde nos próximos anos.

Em seguida, a dra. Gabriela Viegas Stump, coordenadora do ensino de médicos residentes do Ambulatório Projeto TEA do IPq-HCFMUSP e responsável pela Divisão de Psiquiatria da Infância e Adolescência do Núcleo de Especialidades Pediátricas do Hospital Sírio-Libanês, abordou as diferentes comorbidades que podem acometer portadores de autismo. De acordo com ela, a comorbidade pode ser descrita como regra em casos de autismo, afetando cerca de 70% da população clínica.

Stump cita como alguns desses transtornos emocionais a depressão, a ansiedade, o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), apresentando sintomas idênticos aos do resto da população, mas também com formas específicas. A doutora alertou também para o risco de suicídio, principal causa de morte entre os autistas, com 65% deles declarando já ter pensado em se matar (ante 17% da população em geral) e 35% se matando de fato.

Por fim, a dra. Joana Portolese, neuropsicóloga e coordenadora do Programa de Diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista do IPq-HCFMUSP, destacou, dentre outras coisas, a técnica desenvolvida pelo Hospital das Clínicas de Eye Tracking, capaz de identificar sinais de autismo em crianças a partir da observação minuciosa do foco e do tempo do olhar delas para uma imagem mais complexa projetada num aparelho portátil. Leia a reportagem completa.

Caroline Sanches, coordenadora do Programa de Voluntariado do Instituto PENSI- Sabará Hospital Infantil: kits surpresa para as crianças durante a pandemia. Foto: André Velozo

Voluntariado e humanização

O último dia do 6º Congresso Internacional Sabará-PENSI de Saúde Infantil trouxe uma programação especial e gratuita voltada ao voluntariado e à humanização. Na primeira mesa do dia, “Apresentação da rede de voluntariado na área de saúde”, as palestrantes discutiram como a atuação de voluntários dentro do Sabará Hospital Infantil e outras instituições mudou radicalmente com a chegada da pandemia de covid-19. “Nosso grupo de voluntários permaneceu muito ativo durante a pandemia, e criamos várias formas de interagir com as crianças evitando o uso excessivo de telas, por exemplo. Uma delas foi o kit surpresa recebido pelas crianças internadas, além da criação da modalidade ‘voluntário artesão’ no home office, em que os voluntários produziram em casa os materiais que foram distribuídos no hospital”, explicou Caroline Sanches, coordenadora do Programa de Voluntariado do Instituto PENSI-Sabará Hospital Infantil. Mesmo com a pandemia, o voluntariado é uma área que continua crescendo em hospitais de todo o país: 34% dos brasileiros com mais de 16 anos são voluntários, e há cerca de 57 milhões de voluntários no Brasil.

Por Rede Galápagos

 

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